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Gelado de Mirtilos Assados e Mascarpone // Roasted Blueberry Mascarpone Icecream



Verão rima com gelado. Rima com dias mais leves e descansados. Rima com a brisa do mar que se sente nos cabelos e o sol na pele dourada. Rima com jantaradas com amigos e petiscos para saborear lá fora. Rima com viver devagar e ao ritmo das coisas boas. É bom não é? Por mim podia ser sempre verão. O verão desta altura, em que ainda abundam tantas coisas boas como os mirtilos, as melancias, os tomates e as ameixas no pomar e já se começam a ver os sinais de outono, com as abóboras a crescer e as primeiras uvas, maçãs e pêras. Dias quentes e noites mais frescas. E a vontade de neles ficar.

Claro que a vida real não é um sonho de uma noite de verão. E por cá nem tudo é bom só porque é verão. Não se pode ser sempre feliz nem estar sempre bem, mesmo que o verão ajude e muito. 
Opto por vos mostrar as coisas boas do meu verão, que está a passar demasiado rápido, porque são a elas que me agarro. Aos momentos bons que trazem felicidade. E as vidas perfeitas não são reais, estou cansada de as ver. Mas há gelados que o são, perfeitos e reais. Como este de mirtilos assados e mascarpone, super cremoso e rico. Não há como não ser feliz enquanto se saboreia uma taça deste geladinho lilás.Vamos aproveitar as coisas boas deste pedacinho de verão e comer mais gelados!










GELADO DE MIRTILOS ASSADOS E MASCARPONE
(receita adaptada de Sabores y Momentos)

400 gr de mirtilos
100 gr de açúcar
2 colheres (sopa) de sumo de limão
300 ml de natas (com 30% MG)
250 gr de mascarpone
3 colheres (sopa) de mel ou agave


Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar os mirtilos numa skillet grande ou num tabuleiro. Misturar o açúcar e o sumo de limão nos mirtilos e levar ao forno por 20-30 minutos, até os sucos se libertarem e formar uma espécie de compota. 
Colocar numa taça e triturar com a varinha mágica. Deixar arrefecer totalmente.
Numa taça grande vamos bater as natas com o mascarpone e o mel ou agave com a batedeira eléctrica até ficar bem cremoso. Adicionar o preparado dos mirtilos arrefecido e envolver bem.
Colocar esta mistura do gelado no frigorífico até ficar bem fria.
Depois de estar bem fria, colocar na máquina de fazer gelados e seguir as instruções do fabricante.
Colocar o gelado num recipiente hermético e levar ao congelador. Deve ser consumido o mais rapidamente possível para aproveitar a cremosidade e evitar a formação de cristais de gelo. 
Retirar do congelador uns 15 minutos antes de servir.

Bom Apetite!


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ROASTED BLUEBERRY MASCARPONE ICECREAM

400 gr blueberries
100 gr caster sugar
2 tbsp lemon juice
300 ml whipping cream (30% fat)
250 gr mascarpone
3 tbsp honey or agave


Method

Preheat the oven to 200ºC. Place blueberries on a skillet or a baking sheet. Sprinkle sugar and lemon juice and stir. Roast for 20-30 minutes until juicy. Puree blueberries in a blender until smooth. Set aside to cool.
Whisk the whipping cream, mascarpone and honey or agave in a big bowl with an electric mixer until very creamy. Add the blueberry mixture and stir to combine.
Chill the icecream mixture until very cold. Prepare ice cream in your icecream maker, according to the manufacturer’s instructions. Pour into a freezer proof container, and freeze. 
It should be eaten soon, while most creamy.
Remove from the freezer about 15 minutes before scooping.

Enjoy!






Galette de Mirtilos // Blueberry Galette



Continuamos lá fora, enquanto for verão. Nos pedaços de jardim vou pintando os dias com os mirtilos da estação. Pinto a relva e a terra, e preparo um piquenique simples com uma galette de mirtilos, só para nós que ali nos sentamos à sombra. A contemplar os dias que passam, e a brisa amena que faz mexer as folhas verdes. Debaixo da glicínia naquela casa, onde o verão se instalou.

O verão podia ser assim, tão simples como esta galette. Tão quente como os mirtilos que borbulham na massa ao sair do forno. Tão feliz como o dia em que fomos apanhar mirtilos na quinta da Ana. Tão fácil de respirar como quando estou ali fora, no campo. É aquela paz, nos fins de tarde que se prolongam nestes meses mais quentes, quase como se fosse um retrato de um filme antigo. Que se sente cá dentro e aviva memórias. De um verão que já passou, mas que vai ser para sempre o nosso refúgio.













(scroll down for english version)

GALETTE DE MIRTILOS

Massa:
220 gr de farinha de espelta
1 colher (chá) de fermento
pitada de sal
140 gr de manteiga sem sal fria e em cubos
1 colher (sopa) de açúcar amarelo
4 colheres (sopa) de água fria

Recheio:
3 chávenas de mirtilos
1 colher (sopa) de maisena
sumo e raspa de 1/2 limão
1/4 chávena de açúcar amarelo

1 ovo batido, para pincelar
2 colheres (sopa) de açúcar demerara para salpicar


Preparação

Para preparar a massa da galette colocar a farinha, fermento, açúcar e sal num processador de alimentos e pulsar até misturar. Juntar os cubos de manteiga e pulsar até a manteiga estar incorporada na farinha. Fica com uma mistura que se assemelha a areia molhada ou migalhas.
Adicionar um pouco da água gelada e pulsar, mais um pouco e pulsar até toda ser adicionada. Juntar mais um pouco de água se achar necessário. Colocar a massa numa superfície enfarinhada e amassar ligeiramente até ligar. Formar uma bola com a massa, embrulhar em película aderente e colocar no frio por meia hora ou toda a noite.
Para preparar a galette, pré-aquecer o forno a 200ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Misturar o açúcar, maisena e a raspa e sumo de limão numa taça. Juntar os mirtilos e envolver bem. Deixar repousar por 5 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente, para o açúcar se dissolver e ficar um xarope na taça.
Retirar a massa do frio. Se estiver muito firme, deixar repousar à temperatura ambiente por 10 a 15 minutos. Numa superfície enfarinhada, esticar a massa com o rolo de forma circular, com mais ou menos 30 cm de diâmetro. Não precisa de ficar perfeita, porque uma galette tem sempre um ar rústico. Transferir a massa para o tabuleiro, com a ajuda do rolo.
Colocar a mistura dos mirtilos no centro da massa e dobrar as bordas para dentro e para cima do recheio. Pincelar a massa com o ovo batido e salpicar com açúcar demerara.
Levar ao forno por 35 a 45 minutos, até a massa ficar dourada e os mirtilos estiverem tenros, com os seus sucos a borbulhar.
Servir morna ou fria. E fica perfeita servida com uma bola de gelado ou uma colherada de chantilly.

Bom Apetite!

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(english version)

BLUEBERRY GALETTE

Pastry:
220 g white spelt flour
1 tsp baking powder
pinch of salt
140 g unsalted butter, cold and cut into cubes
1 tbsp brown sugar
4 tbsp cold water


Filling:
3 cups of blueberries
1 tbsp cornstarch
juice and zest of 1/2 lemon
1/4 cup of brown sugar

1 egg, for egg wash
2 tbsp demerara sugar to sprinkle



Method

To make the pie crust, put the flour, baking powder, sugar and salt in a food processor and pulse a couple of times to blend. Scatter the pieces of butter over the dry ingredients and pulse until the butter is cut into the flour. You’ll have a mixture that looks like coarse meal.
Add a little of the ice water and pulse, add some more, pulse and continue until all of the water is in. Add more water a tablespoon at a time, if necessary. Turn the dough out onto a work surface and knead a bit to blend. Gather the dough into a ball and wrap in plastic wrap and chill in the fridge for half an hour or overnight.
To make the galette, preheat oven to 200ºC and line a baking sheet with parchment paper.
Combine the sugar, cornstarch, and lemon juice and zest in a bowl. Add the blueberries and toss to coat. Set aside for 5 to 10 minutes, stirring occasionally, so that the sugar dissolves and you have syrup in the bowl.
Remove the dough from the refrigerator. If the dough is very firm, let it sit at room temperature until it’s pliable enough to roll, 10 to 15 minutes. On a floured surface, roll the dough into a round that’s about 30 cm in diameter. Doesn´t need to be perfect or even, a galette looks prettier with a rustic look. Transfer the dough to the baking sheet (you can use the rolling pin to help).
Spoon the blueberry mixture into the center of the dough and fold the dough up and over the filling.
Brush the dough with the egg wash and sprinkle with the demerara sugar.
Bake the galette for 35 to 45 minutes, until the crust is golden brown and the juices are bubbling.
Serve warm or at room temperature. It´s great served with icecream or whipped cream.

Enjoy!







Tarte de Ruibarbo e Amêndoa // Rhubarb and Almond Tart



Dos sabores da Primavera. Podia fazer uma festa todos os dias. Feita de cores, sabores e texturas. Com espargos, rúcula, grelos e batata nova. Com cebolinhas, favas, ervilhas e alcachofras. Com os morangos, os mirtilos, as nêsperas e as cerejas. E o ruibarbo menos usual por cá.

Há uns anos plantei uma raíz de ruibarbo na horta, oferecida por uma amiga inglesa. Nos primeiros anos cresceu em força, mas agora está fraquinho. E eu andava cheia de saudades de comer ruibarbo em sobremesas. Deste sabor acre e forte, que combina tão bem com a melodia intensa dos frutos vermelhos e o com o doce abraço de uma tarte com creme de amêndoa.

Esta variedade mais rosada é tão linda, perfeita e deliciosa. O melhor ruibarbo que alguma vez provei. Veio de uma loja querida, a Horta do Bairro, onde sou sempre tão bem atendida. E quase me sinto como numa horta de verdade.
A escolha da receita veio da capa de um dos livros mais bonitos nas minhas estantes, o "Summer Berries and Autumn Fruits" e é esta tarte de ruibarbo e amêndoa. Perfeita servida morna ou fria, acompanhada com natas batidas ou uma bolinha de gelado de baunilha. Tudo é permitido, quando a gulodice ordena. E eu repeti a dose. Tão mas tão bom.














(scroll down for english version)

TARTE DE RUIBARBO E AMÊNDOA
(receita do livro "Summer Berries and Autumn Fruits" de Annie Rigg)

300 gr ruibarbo
200 gr açúcar
1 colher (chá) de água de rosas
1 colher (chá) de pasta de baunilha
250 gr de massa folhada (de compra ou esta receita)
1 gema de ovo batida
2 colheres (sopa) de amêndoas laminadas

para a frangipane:
75 gr de amêndoa moída
50 gr de manteiga amolecida
50 gr de açúcar
1 ovo
1 colher (chá) de raspa de limão


Preparação

Lavar bem o ruibarbo e cortar as pontas. Cortar os talos em pedaços com 5 cm. Colocar o açúcar, água de rosas e baunilha num tachinho e juntar 200 ml de água fria. Levar ao lume até ferver e dissolver o açúcar e depois apagar o lume. Adicionar o ruibarbo, tapar o tacho e deixar a amolecer na calda quente.
Polvilhar farinha numa superfície de trabalho e estender a massa com um rolo em formato oval, com 2-3 mm de espessura. Com uma faca aparar os bordos para ficarem direitinhos. Colocar a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal anti-aderente e dobrar os bordos da massa para dentro (cerca de 1-2 cm a toda a volta), pressionando ligeiramente. Refrigerar no frio por 20 minutos. 
Preparar a frangipane colocando os ingredientes todos numa taça e bater bem até ficar cremoso.
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Espalhar a frangipane sobre a massa folhada, deixando 1-2 cm livres a toda a volta, porque se espalha durante a cozedura. Secar o ruibarbo da calda e espalhar sobre a frangipane. Pincelar os bordos da tarte com a gema batida e polvilhar as amêndoas laminadas por cima de toda a tarte. 
Levar ao forno por 35-45 minutos, até a frangipane dourar, a massa folhar e ficar estaladiça e o ruibarbo tenro.
Servir ainda morna polvilhada com açúcar em pó, e acompanhar com natas batidas ou gelado de baunilha.

Bom Apetite!





(recipe in english)

RHUBARB AND ALMOND TART
(recipe on "Summer Berries and Autumn Fruits", by Annie Rigg)

300 g forced rhubarb
200 g caster sugar
1 tsp rosewater
1 tsp vanilla bean paste
250 g puff pastry (store bought or this recipe)
1 egg yolk, lightly beaten
2 tbsp flaked almonds

for the frangipane:
75 g ground almonds
50 g unsalted butter, softened
50 g caster sugar
1 medium egg
1 tsp lemon zest


Method

Rinse the rhubarb under cold water and trim the ends. Cut each stem into lengths of about 5cm. Tip the sugar, rosewater and vanilla into a sauté pan and add 200ml cold water. Bring it slowly to the boil to dissolve the sugar and then remove from the heat. Add the rhubarb, cover and leave to soften in the hot syrup.
Lightly dust your work surface with flour and roll out the pastry into a rough oval shape, with 2-3mm thick. Use a large knife to trim and neaten the edges. Carefully slide the pastry onto a large parchment-lined baking tray and fold over the edges to create a border, pressing lightly. Chill in the fridge for 20 minutes. 
Make the frangipane by tiping all ingredients into a mixing bowl and beat well until smooth.
Preheat the oven to 200ºC.
Spread the frangipane over the pastry, leaving 1-2 cm border all the way round, as it will spread slightly during cooking. Drain the cooled rhubarb from the syrup and scatter all over the frangipane. Brush the edges of the pastry with the beaten yolk and scatter the tart with the flaked almonds. 
Bake for 35-45 minutes or so, until the frangipane is golden, the pastry crisp and the rhubarb tender.
Best served warm, with a light dusting of icing sugar, with some whipped cream or vanilla icecream.

Enjoy!




Sobremesa de Abóbora e Chocolate



Porque passa o tempo tão rápido? Cada vez mais rápido, quase não tenho a sensação de nada no meio dos dias que passam a correr. Passou o verão sem férias, chegou o outono e em breve já é natal. Parece que já vejo o fim ao ano. Um ano que passou depressa, mas demasiado sentido. Sinto-me tão confusa e perdida. De verdade. Lutei mais do que alguma vez lutei, e mesmo assim sinto que parte de mim se perdeu neste ano.

Não gosto desta sensação, de me perder. Tenho dificuldade em encontrar o eu, o eu mais feliz. O eu que sabe que vai ficar tudo bem e me acalma. Mas como chegar até esse lugar? Ando numa caminhada longa, em todos os sentidos. Corpo, mente e alma. Para que o lutar faça sentido e para que o eu se encontre. Por razões de saúde, tudo foi adiado e fiquei com a vida estagnada. Passei a viver um dia de cada vez. Talvez por isso pense mais em como me sinto, não só fisicamente, mas também emocionalmente. No que me faz mais feliz. No que quero para a minha vida.

E talvez por isso também, vivo mais o momento presente. Celebro as pequenas coisas. As pequenas vitórias e as pequenas conquistas. Tudo isso me parece mais importante. E as pessoas, família e amigos, quem tenho ao meu lado sempre, sem me julgar. É com essas pessoas que quero estar, enquanto percorro este caminho incerto e de descoberta pessoal. E quero sempre fazer mais do que me faz feliz, das coisas triviais. Caminhar à beira do mar, ler um livro novo ou antigo, fazer um lanche com os amigos, abraçar a minha gata e a minha avó, meditar e yoga, preparar uma sobremesa e fotografar, fotografar mais. Vou devagar e a sentir tudo pelo caminho. Até me encontrar.









Sobremesa de Abóbora e Chocolate
(receita do blog Floating Kitchen)

2 tâmaras medjool
1 chávena de puré de abóbora assada
1/2 chávena de iogurte grego natural
125 gr de chocolate negro derretido
1 colher (sopa) de cacau em pó
1/2 colher (chá) de canela em pó
1/4 colher (chá) de gengibre em pó 
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
pitada de noz moscada e cravinho
pitada de sal

Topping:
iogurte grego natural
bolachas de especiarias esmagadas (usei speculoos)
chocolate preto picado 


Preparação

Colocar os ingredientes todos num processador de alimentos e triturar até obter um creme homogéneo e sedoso (se as tâmaras estiverem mais duras, colocar em água quente a demolhar por 5 minutos, e usar depois descartando a água). 
Colocar o creme em dois copos maiores e gulosos ou em quatro porções mais pequenas. Cobrir as tacinhas ou copos com película aderente e levar ao frio.
Servir com umas colheradas de iogurte grego, cookies esmagadas e chocolate picado a gosto.

Nota: esta sobremesa é bastante leve e suave, adorei o contraste do creme leve com as texturas dos toppings. Não fica demasiado doce, o que a torna ainda melhor e nada enjoativa. É tão simples de fazer no processador, e ideal para quando temos sobras de puré de abóbora.

Bom Apetite!









Cheesecake raw de Caju e Mirtilos



Um cheesecake raw, vegan e mega delicioso, de um dos meus livros preferidos. Sabem aqueles livros de culinária especiais e que sabemos que vão ficar para sempre? Esta receita vem de um desses livros. Da querida e sempre sorridente Joana Alves aka Miss Vite, o livro "Natural" (o qual tenho autografado e com uma dedicatória toda catita).

É dos livros mais completos e com o qual aprendi e aprendo sempre mais, sobre alimentação saudável e vegetariana. E com fotografias lindas de morrer. As receitas que já fiz foram mais que muitas, desde o chá dourado (foi com este livro que o experimentei pela primeira vez), a granola de maçã, as panquecas de trigo sarraceno, o requeijão de amêndoa, o pão recheado com funcho caramelizado, o chilli 3 feijões, o esparguete de beterraba assada entre outras. Dá fome não dá? Adoro e recomendo, mesmo a não vegetarianos.

Ainda não tinha experimentado este cheesecake raw de caju e mirtilos do livro. Estava na lista do "a fazer" há imenso tempo. Gosto imenso da receita, e acho-a muito mais equilibrada que outros cheescakes raw que vejo em outros livros ou na net. Talvez pela base ser menos calórica que outras carregadas de frutos secos. Faz-me mesmo muito mais sentido. E assim que o provei notei logo essa diferença. Como é leve, fresco e delicioso! E com os mirtilos que eu tanto adoro, e tenho sempre imensos congelados e prontos a usar.
Uma sobremesa perfeita para estes dias de verão!








Cheesecake raw de Caju e Mirtilo

Base:
4 tâmaras medjool demolhadas e sem caroço
75 gr de sementes de girassol demolhadas 1-4h
125 gr de coco ralado
1 colher (sopa) de cacau cru em pó
1 colher (sopa) de óleo de coco derretido
1 colher (sopa) de água fresca
1 pitada de sal

Recheio:
225 gr de cajus crus sem sal demolhados 1-4h
150 gr de mirtilos congelados
4 colheres (sopa) de geleia de arroz
4 colheres (sopa) de óleo de coco derretido
100 ml de água fresca
sumo de 1/2 limão
1 colher (chá) de pasta de baunilha
1 pitada de sal

Decorar:
Mirtilos frescos
Folhas de hortelã


Preparação

Para a base colocar os ingredientes todos num processador e triturar até obter uma massa consistente.
Espalhar a massa numa forma de mola de 20cm de diâmetro, pressionando bem para ficar com altura uniforme. Reservar no frio.
Para o recheio, colocar todos os ingredientes excepto os mirtilos num processador de alimentos e triturar até se obter um creme macio.
Colocar cerca de 3/4 deste creme por cima da base e espalhar bem com a ajuda de uma colher, para que fique uniforme.
Acrescentar os mirtilos congelados ao restante creme e triturar até ficar homogéneo. Espalhar este creme roxo por cima do outro creme, com cuidado e para que fique uniforme.
Tapar com película aderente e levar ao congelador por cerca de 6-8horas.
Para servir, retirar do congelador 30 minutos antes e decorar com mirtilos frescos e folhas de hortelã.

Bom Apetite!










Pavlova Floresta Negra



Há momentos que devem ser sempre celebrados. Mesmo que nos falhe o tempo. A vontade de celebrar essa nunca falha. Com algo bem doce na mesa.
Foi assim que o blog completou 6 anos, no mês passado. Sim, já são 6 anos! Tive mais uma vez de ir atrás e ver a data do primeiro post e confirmar quantos eram.
E para não fugir ao tema do primeiro post de sempre (compota de cereja caseira) e aos últimos anos que celebramos o aniversário do blog juntos, mais uma vez escolhi as cerejas para a sobremesa.

Uma pavlova floresta negra, com duas coisas que adoro, o chocolate e as cerejas juntos. E acreditem que ficou perfeito! Um doce bem doce, para ser partilhado com todos os gulosos.
E acredito que enquanto houver cerejas, nem será preciso motivo especial para celebrar tudo o que é bom com elas.
Uma mesa com uma pavlova é uma mesa feliz. E o aniversário do blog deixa-me sempre feliz, e com vontade de celebrar e partilhar convosco todos estes momentos.

Obrigada a todos os leitores, pela vossa presença. Por estarem aí, pelas palavras que me deixam sempre a sorrir, pelo carinho com que me escrevem e fazem as receitas que passam nesta mesa. Muito obrigada! Continuo a ser muito feliz a cozinhar, a fotografar e a sonhar.
Este caminho é escrito em forma de receitas e fotografias e histórias. É feito de sonhos, forno aceso, ovos caseiros, legumes e frutas da horta e do pomar, de mãos amigas e pessoas que se cruzam pelo meu caminho, algumas que se tornaram verdadeiras amigas. Não podia estar mais grata pelas coisas boas que este cantinho me trouxe. Que venham mais histórias de comer e querer mais.











Pavlova Floresta Negra

6 claras de ovo
300 gr de açúcar
3 colheres (sopa rasas) de cacau em pó (+ um pouco para salpicar)
1 colher (chá) de vinagre de sidra

350 ml de natas frescas
2 colheres (sopa) de açúcar
1/2 chávena de compota de cereja

cerejas frescas q.b.
raspas de chocolate negro q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Desenhar dois círculos com 20cm de diâmetro em folha de papel vegetal antiaderente e colocar dentro de dois tabuleiros.
Com a batedeira eléctrica bater as claras em castelo até ficarem bem firmes. Começar a juntar o açúcar, uma colher de sopa de cada vez, e bater entre cada adição, até ficar incorporado.
Bater depois durante uns 5 minutos até a mistura ficar brilhante e espessa.
Adicionar depois o vinagre e o cacau e envolver delicadamente até ficar misturado e homogéneo.
Colocar colheradas da mistura dentro dos círculos desenhados, metade em cada, e dando a forma redonda pretendida. Salpicar cada disco de pavlova com cacau em pó, usando uma peneira pequenina, para dar um efeito pintado.
Reduzir a temperatura do forno para 120ºC e colocar os discos de pavlova a cozer cerca de 1 hora e  10-15 minutos.
Depois desse tempo, desligar o forno e deixar a pavlova lá dentro até arrefecer por completo (eu coloco uma colher de pau na porta do forno para deixar uma abertura).
Para o recheio e cobertura, bater as natas até ficarem firmes, adicionar o açúcar e bater mais um pouco só para incorporar.
Na altura de servir, colocar um disco de pavlova num prato grande, cobrir com metade do chantilly e salpicar com metade da compota de cerejas, dando um efeito marmoreado com um garfo.
Colocar o outro disco de pavlova em cima, cobrir com as restantes natas batidas, espalhar a compota de cereja, e servir com cerejas frescas e raspas de chocolate.

Bom Apetite!








Tarteletes de Aveia com Chia e Açaí



Tarteletes ao pequeno-almoço? Sim, eu quero! Saudáveis e deliciosas, para começar o dia da melhor forma ou mesmo para um lanche ou sobremesa. Adorei a ideia e foi logo uma das primeiras receitas marcadas para fazer no livro novo da querida Mafalda Rodrigues de Almeida. 
O "Superalimentos - Refeições com Mais Vida" está lindo, e cheio de boas ideias para comermos de forma mais saudável, utilizando superalimentos e receitas cheias de vida. 

Às vezes com horários de trabalho intensos, nem sempre tenho tempo para comer da melhor forma, embora tente sempre. E neste livro encontro óptimas ideias para manhãs, refeições, lanches e sobremesas. Não é mais um livro só de batidos e sumos verdes, ou de trufas saudáveis. O que gosto nele é que tem imensas refeições caseiras. Tenho marcadas receitas como Pão de Pêra com Lucuma e Nozes, Queques de Cacau com Sésamo, Batata-Doce Recheada com Quinoa e Feijão Preto, Pizza de Mozzarella em base de Bróculos, Porco com Molho de Amendoim e Arroz de Matcha e Lima, Salada de Framboesas, Beterraba e Amêndoas Caramelizadas, Noodles de Abóbora com Gambas e Curcuma e Rolo de Ricota com Mirtilos. Convida a ir para a cozinha.

Comecei pelas receitas das manhãs, que gosto sempre tanto. E com aquela vontade de Primavera com gosto a Verão. Não resisti a trazer os primeiros morangos para casa, para matar saudades. E sentir o cheirinho a dias de sol e de manga curta que anseio. 
Preparem as bases na noite anterior, e pela manhã é só colocar o iogurte natural, a fruta fresca (framboesas no original) e os toppings ao vosso gosto. Garanto que vai saber a Verão e a sobremesa, que são duas coisas que me animam sempre!
Entretanto fiquem atentos ao facebook do blog, eu e a Mafalda temos uma surpresa para os leitores do Ananás. 






Tarteletes de Aveia com Chia e Açaí

base:
100gr de flocos de aveia finos
30 gr de nozes
1 colher (chá) de sementes de sésamo
1 colher (chá) de coco ralado
1 colher (chá) de açaí em pó
1 colher (chá) de óleo de coco derretido
1 colher (chá) de mel

topping de iogurte e fruta:
300-350 ml de iogurte natural
morangos e mirtilos q.b.
sementes de chia q.b.
mel q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar a aveia, nozes, sementes, coco ralado e açaí num processador de alimentos e triturar até obter uma farinha granulada. Juntar o mel e o óleo de coco derretido e triturar até ligar. 
Dividir a mistura por 3 a 4 formas de tarteletes untadas (dependendo do tamanho delas) e forrar com a mistura de aveia, pressionando bem nos cantos e laterais. Levar ao forno a 180ºC durante uns 8-10 minutos ou até começarem a dourar nas pontas. 
Deixar arrefecer e depois rechear com iogurte natural e servir com fruta a gosto, salpicar com sementes de chia e um fio de mel.

Bom Apetite!






Pavlova em Coroa



Um ano que se passou. E um novo ano ainda em branco. Está pronto a ser escrito, a ser pintado com as cores que gostamos mais, a ser contado em palavras e cozinhado em sabores e cheiros.
Não costumo fazer resoluções de ano novo, nem penso em metas e objectivos que pretendo atingir. Não tenho esse hábito, não quero fazer dietas nem perder peso, não quero planear viagens que depois não consigo fazer, não quero mudar de vida radicalmente, não quero mudar de emprego só porque na minha área há precariedade. Não quero dizer um monte de coisas só por dizer. Se algo mudar que seja porque é tempo para isso, porque mereço e lutei por isso, e não preciso que seja Janeiro para o fazer.
Claro que desejo que seja um bom ano, mas acima de tudo penso nele sempre com esperança. E com sonhos agarrados a mim.

De alguma forma acabo sempre por pensar no ano que passou, nos sentimentos que senti, nas coisas que vivi, mas sem nostalgia (essa fica sempre para o fim do verão). Não foi um ano fácil, não. Foi cheio de rasteiras e sustos. Mas em vez de pensar no que menos gostei nele, prefiro olhar para trás e ver os dias felizes. As oportunidades que agarrei, os desafios que abracei, e ver que se calhar até sou capaz de me safar nesta história que se chama vida. Pensar nos bons momentos com quem amo, nos pedacinhos de sol e amizade que tive, nas coisas novas que aprendi, no milagre que presenciei. Sim, porque afinal os milagres acontecem, e este ano que passou foi esse o momento que me deixou mais feliz e grata (apesar da dor e da frustração pelo meio). E se os milagres acontecem, há sempre esperança, há sempre sonho, é sinal que o melhor ainda está por vir (como diz uma amiga minha).

Este ano e sempre, escolho sonhos, escolho sentimentos, escolho ser mais feliz. Escolho as pequenas coisas da vida que me fazem sentir bem, e as grandes também (os milagres). 
E trago-vos uma coroa doce. Quero mais este lado doce da vida. Uma pavlova branca pronta a ser pintada com groselhas, compota e canela. Que se partiu a meio das fotografias, e me fez rir. Que foi degustada por nós e por amigos e vizinhos, gente boa e que nos faz feliz.
Fica a sugestão para o Dia de Reis. E para dias mais doces.
Desejo um bom ano a todos os leitores! Cheio de momentos doces e felizes.








Pavlova em Coroa
(inspirada na Donna Hay)

6 claras de ovo
330 gr de açúcar branco
1 e 1/2 colher (chá) de vinagre de sidra

para servir:
250 ml natas frescas
2 colheres (sopa) de açúcar
canela em pó q.b.
groselhas frescas q.b.
compota de frutos vermelhos q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Desenhar um círculo com 25cm de diâmetro numa folha de papel vegetal antiaderente e colocar dentro de uma tabuleiro.
Com a batedeira eléctrica bater as claras em castelo até ficarem bem firmes. Começar a juntar o açúcar, uma colher de sopa de cada vez, e bater entre cada adição, até ficar incorporado.
Bater depois durante uns 5 minutos até a mistura ficar brilhante e espessa.
Adicionar depois o vinagre e bater por mais 2 minutos.
Colocar colheradas da mistura dentro do círculo desenhado, em toda a volta, formando uma coroa.
Reduzir a temperatura do forno para 120ºC e colocar a pavlova a cozer cerca de 1 hora e 20 minutos.
Depois desse tempo, desligar o forno e deixar a pavlova lá dentro até arrefecer por completo (eu coloco uma colher de pau na porta do forno para deixar uma abertura).
Para a cobertura, bater as natas até ficarem firmes, adicionar o açúcar e bater mais um pouco só para incorporar e juntar canela a gosto de forma a ficar com um chantilly de canela.
Na altura de servir, colocar a pavlova num prato grande, cobrir com o chantilly de canela, colocar as groselhas, uns fios de compota de frutos vermelhos (eu usei uma compota caseira de morango e especiarias) e salpicar com canela.

Bom Apetite!








Parfaits de Banoffee Saudáveis



Os dias têm estado tão quentes e cheios de sol. As mangas curtas durante o dia sabem a verão. E à mesa ainda reinam os petiscos mais frescos e leves. Por enquanto mantenho o forno pouco aceso, até pela falta de tempo. E penso mais em receitas práticas, rápidas e leves. Que usem os produtos da estação. Que me transmitam conforto, mas sem serem demasiado pesadas. 

Já sabem que adoro sobremesas em frascos ou copinhos, com várias camadas e texturas, para comer à colherada. E gosto ainda mais quando as posso chamar de pequenos-almoços! Nutritivos e deliciosos. E que se podem comer a qualquer hora do dia. Adoro comida de pequeno-almoço a qualquer refeição. Basicamente sou uma gulosa, mas com regras, que podem ser quebradas quando apetece.

E se por vezes a vontade de comer uma fatia de uma tarte Banoffee é enorme, há muitas mais vezes em que essa vontade pode ser substituída por uma receita assim, mais leve. Inspirada na dita tarte, com caramelo ou doce de leite, banana e natas batidas, mas aqui numa versão da Izzy do 'Top with Cinnamon', mais saudável mas que agrada bastante. Digo que sim, que adoro e que já fiz mais que uma vez. E que o caramelo de tâmara é viciante, a sério. Para mim é perfeito, a cada colherada.




Parfaits de Banoffee Saudáveis
(adaptado do blog 'Top with Cinnamon')

(serve 3 frascos ou copos)
1 banana madura
1 e 1/2 chávena de iogurte natural
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
2/3 chávena de granola (usei esta receita
1 receita de caramelo de tâmara (em baixo)

Caramelo de Tâmara:
1/3 chávena de tâmaras descaroçadas
1/3 chávena de leite
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
pitada de sal


Preparação

Para preparar o caramelo de tâmara, colocar os ingredientes todos num processador, e triturar até formar uma pasta. Colocar a pasta num tachinho e levar a lume brando, mexendo, durante uns 5-10 minutos até engrossar e reduzir de volume. Deixar arrefecer completamente.
Misturar o iogurte com a pasta de baunilha. Cortar a banana em rodelas finas.
Para montar os copinhos, fazer camadas de 2 colheres de sopa de granola, algumas rodelas de banana, 1 colher de sopa de caramelo de tâmara e colheradas do iogurte. Repetir mais uma vez as camadas em cada copo. Para servir, salpicar com mais granola, e a restante banana ou caramelo.

Notas: se não for para comer logo deverá colocar umas gotas de sumo de limão nas rodelas de banana e refrigerar os frascos. Poderá usar qualquer outra granola. Usei tâmaras medjool, mas poderá usar das mais pequeninas que se encontram facilmente. O ideal será servir de imediato ou até umas horas após serem montadas as camadas nos copinhos. Pode ser feito à noite e servido de manhã.

Bom Apetite!







Cobbler de Cereja



Enquanto houver cerejas. Enquanto as possa comer. Taças e tacinhas, uma a uma, vou satisfazendo este apetite pelas frutas da época, que adoro. Gosto mesmo muito de cerejas, de as comer ao natural, umas atrás das outras, como as conversas que sabem tão bem. 
E adoro cerejas em sobremesas. Quer seja em bolos, em clafoutis ou até gelados. Mas os meus preferidos são os crumbles e os cobblers.
Uma sobremesa com fruta, que se serve ainda morna, com uma bola de gelado de baunilha, que começa logo a derreter, é tão perfeito. Em qualquer altura do ano. 

O calor do verão acabado de chegar não me inibe de acender o forno para elas, para as cerejas e os crumbles e cobblers de fruta. Desta vez um cobbler, feito num tabuleiro de ferro da Staub, com o topo fofo de biscoito que vai embeber os sucos das cerejas, e fazer uma dança com o gelado que se derrete pelo meio.
Colherada atrás de colherada, servimos sorrisos à mesa, num domingo que se quer sempre doce.
Porque os domingos merecem doces momentos à mesa, que se partilham em família, e convidam às conversas. São servidos?






Cobbler de Cereja

base de cereja:
3 chávenas de cerejas descaroçadas
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado
1 colher (sopa) de farinha de amêndoa
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de sumo de limão

massa de biscoito:
3/4 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de farinha de centeio
1/3 chávena de farinha de amêndoa
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de fermento
pitada de sal
50 gr de manteiga fria em cubos
1/2 chávena de leite vegetal
1 colher (sopa) de açúcar demerara para salpicar


Preparação

Untar um tabuleiro de ferro pequeno com manteiga e reservar. Usei este da Staub, que adoro.
Misturar as cerejas descaroçadas com o açúcar, amêndoa, canela e sumo de limão, envolvendo bem e colocando no fundo do tabuleiro preparado.
Para a massa, misturar numa taça as farinhas com o açúcar, canela, fermento e sal. Adicionar a manteiga em cubos e esfregar com os dedos até a manteiga ficar misturada na farinha, sem ser necessário ficar homogéneo. Adicionar em seguida o leite e envolver bem, criando um massa mais ou menos pegajosa. Formar 5 a 6 bolinhas de massa, com a ajuda de uma colher de gelado, e colocar por cima da camada de cerejas, deixando algum espaço entre elas, porque ao cozerem crescem de tamanho. Salpicar com o açúcar demerara.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC e deixar cozer por uns 30-40 minutos, até a parte do biscoito estar cozida e dourada (teste do palito) e a fruta a borbulhar.
Servir ainda morno, com uma bola de gelado de baunilha.

Bom Apetite!