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Tarteletes de Aveia com Chia e Açaí



Tarteletes ao pequeno-almoço? Sim, eu quero! Saudáveis e deliciosas, para começar o dia da melhor forma ou mesmo para um lanche ou sobremesa. Adorei a ideia e foi logo uma das primeiras receitas marcadas para fazer no livro novo da querida Mafalda Rodrigues de Almeida. 
O "Superalimentos - Refeições com Mais Vida" está lindo, e cheio de boas ideias para comermos de forma mais saudável, utilizando superalimentos e receitas cheias de vida. 

Às vezes com horários de trabalho intensos, nem sempre tenho tempo para comer da melhor forma, embora tente sempre. E neste livro encontro óptimas ideias para manhãs, refeições, lanches e sobremesas. Não é mais um livro só de batidos e sumos verdes, ou de trufas saudáveis. O que gosto nele é que tem imensas refeições caseiras. Tenho marcadas receitas como Pão de Pêra com Lucuma e Nozes, Queques de Cacau com Sésamo, Batata-Doce Recheada com Quinoa e Feijão Preto, Pizza de Mozzarella em base de Bróculos, Porco com Molho de Amendoim e Arroz de Matcha e Lima, Salada de Framboesas, Beterraba e Amêndoas Caramelizadas, Noodles de Abóbora com Gambas e Curcuma e Rolo de Ricota com Mirtilos. Convida a ir para a cozinha.

Comecei pelas receitas das manhãs, que gosto sempre tanto. E com aquela vontade de Primavera com gosto a Verão. Não resisti a trazer os primeiros morangos para casa, para matar saudades. E sentir o cheirinho a dias de sol e de manga curta que anseio. 
Preparem as bases na noite anterior, e pela manhã é só colocar o iogurte natural, a fruta fresca (framboesas no original) e os toppings ao vosso gosto. Garanto que vai saber a Verão e a sobremesa, que são duas coisas que me animam sempre!
Entretanto fiquem atentos ao facebook do blog, eu e a Mafalda temos uma surpresa para os leitores do Ananás. 






Tarteletes de Aveia com Chia e Açaí

base:
100gr de flocos de aveia finos
30 gr de nozes
1 colher (chá) de sementes de sésamo
1 colher (chá) de coco ralado
1 colher (chá) de açaí em pó
1 colher (chá) de óleo de coco derretido
1 colher (chá) de mel

topping de iogurte e fruta:
300-350 ml de iogurte natural
morangos e mirtilos q.b.
sementes de chia q.b.
mel q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar a aveia, nozes, sementes, coco ralado e açaí num processador de alimentos e triturar até obter uma farinha granulada. Juntar o mel e o óleo de coco derretido e triturar até ligar. 
Dividir a mistura por 3 a 4 formas de tarteletes untadas (dependendo do tamanho delas) e forrar com a mistura de aveia, pressionando bem nos cantos e laterais. Levar ao forno a 180ºC durante uns 8-10 minutos ou até começarem a dourar nas pontas. 
Deixar arrefecer e depois rechear com iogurte natural e servir com fruta a gosto, salpicar com sementes de chia e um fio de mel.

Bom Apetite!






Pavlova em Coroa



Um ano que se passou. E um novo ano ainda em branco. Está pronto a ser escrito, a ser pintado com as cores que gostamos mais, a ser contado em palavras e cozinhado em sabores e cheiros.
Não costumo fazer resoluções de ano novo, nem penso em metas e objectivos que pretendo atingir. Não tenho esse hábito, não quero fazer dietas nem perder peso, não quero planear viagens que depois não consigo fazer, não quero mudar de vida radicalmente, não quero mudar de emprego só porque na minha área há precariedade. Não quero dizer um monte de coisas só por dizer. Se algo mudar que seja porque é tempo para isso, porque mereço e lutei por isso, e não preciso que seja Janeiro para o fazer.
Claro que desejo que seja um bom ano, mas acima de tudo penso nele sempre com esperança. E com sonhos agarrados a mim.

De alguma forma acabo sempre por pensar no ano que passou, nos sentimentos que senti, nas coisas que vivi, mas sem nostalgia (essa fica sempre para o fim do verão). Não foi um ano fácil, não. Foi cheio de rasteiras e sustos. Mas em vez de pensar no que menos gostei nele, prefiro olhar para trás e ver os dias felizes. As oportunidades que agarrei, os desafios que abracei, e ver que se calhar até sou capaz de me safar nesta história que se chama vida. Pensar nos bons momentos com quem amo, nos pedacinhos de sol e amizade que tive, nas coisas novas que aprendi, no milagre que presenciei. Sim, porque afinal os milagres acontecem, e este ano que passou foi esse o momento que me deixou mais feliz e grata (apesar da dor e da frustração pelo meio). E se os milagres acontecem, há sempre esperança, há sempre sonho, é sinal que o melhor ainda está por vir (como diz uma amiga minha).

Este ano e sempre, escolho sonhos, escolho sentimentos, escolho ser mais feliz. Escolho as pequenas coisas da vida que me fazem sentir bem, e as grandes também (os milagres). 
E trago-vos uma coroa doce. Quero mais este lado doce da vida. Uma pavlova branca pronta a ser pintada com groselhas, compota e canela. Que se partiu a meio das fotografias, e me fez rir. Que foi degustada por nós e por amigos e vizinhos, gente boa e que nos faz feliz.
Fica a sugestão para o Dia de Reis. E para dias mais doces.
Desejo um bom ano a todos os leitores! Cheio de momentos doces e felizes.








Pavlova em Coroa
(inspirada na Donna Hay)

6 claras de ovo
330 gr de açúcar branco
1 e 1/2 colher (chá) de vinagre de sidra

para servir:
250 ml natas frescas
2 colheres (sopa) de açúcar
canela em pó q.b.
groselhas frescas q.b.
compota de frutos vermelhos q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Desenhar um círculo com 25cm de diâmetro numa folha de papel vegetal antiaderente e colocar dentro de uma tabuleiro.
Com a batedeira eléctrica bater as claras em castelo até ficarem bem firmes. Começar a juntar o açúcar, uma colher de sopa de cada vez, e bater entre cada adição, até ficar incorporado.
Bater depois durante uns 5 minutos até a mistura ficar brilhante e espessa.
Adicionar depois o vinagre e bater por mais 2 minutos.
Colocar colheradas da mistura dentro do círculo desenhado, em toda a volta, formando uma coroa.
Reduzir a temperatura do forno para 120ºC e colocar a pavlova a cozer cerca de 1 hora e 20 minutos.
Depois desse tempo, desligar o forno e deixar a pavlova lá dentro até arrefecer por completo (eu coloco uma colher de pau na porta do forno para deixar uma abertura).
Para a cobertura, bater as natas até ficarem firmes, adicionar o açúcar e bater mais um pouco só para incorporar e juntar canela a gosto de forma a ficar com um chantilly de canela.
Na altura de servir, colocar a pavlova num prato grande, cobrir com o chantilly de canela, colocar as groselhas, uns fios de compota de frutos vermelhos (eu usei uma compota caseira de morango e especiarias) e salpicar com canela.

Bom Apetite!








Parfaits de Banoffee Saudáveis



Os dias têm estado tão quentes e cheios de sol. As mangas curtas durante o dia sabem a verão. E à mesa ainda reinam os petiscos mais frescos e leves. Por enquanto mantenho o forno pouco aceso, até pela falta de tempo. E penso mais em receitas práticas, rápidas e leves. Que usem os produtos da estação. Que me transmitam conforto, mas sem serem demasiado pesadas. 

Já sabem que adoro sobremesas em frascos ou copinhos, com várias camadas e texturas, para comer à colherada. E gosto ainda mais quando as posso chamar de pequenos-almoços! Nutritivos e deliciosos. E que se podem comer a qualquer hora do dia. Adoro comida de pequeno-almoço a qualquer refeição. Basicamente sou uma gulosa, mas com regras, que podem ser quebradas quando apetece.

E se por vezes a vontade de comer uma fatia de uma tarte Banoffee é enorme, há muitas mais vezes em que essa vontade pode ser substituída por uma receita assim, mais leve. Inspirada na dita tarte, com caramelo ou doce de leite, banana e natas batidas, mas aqui numa versão da Izzy do 'Top with Cinnamon', mais saudável mas que agrada bastante. Digo que sim, que adoro e que já fiz mais que uma vez. E que o caramelo de tâmara é viciante, a sério. Para mim é perfeito, a cada colherada.




Parfaits de Banoffee Saudáveis
(adaptado do blog 'Top with Cinnamon')

(serve 3 frascos ou copos)
1 banana madura
1 e 1/2 chávena de iogurte natural
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
2/3 chávena de granola (usei esta receita
1 receita de caramelo de tâmara (em baixo)

Caramelo de Tâmara:
1/3 chávena de tâmaras descaroçadas
1/3 chávena de leite
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
pitada de sal


Preparação

Para preparar o caramelo de tâmara, colocar os ingredientes todos num processador, e triturar até formar uma pasta. Colocar a pasta num tachinho e levar a lume brando, mexendo, durante uns 5-10 minutos até engrossar e reduzir de volume. Deixar arrefecer completamente.
Misturar o iogurte com a pasta de baunilha. Cortar a banana em rodelas finas.
Para montar os copinhos, fazer camadas de 2 colheres de sopa de granola, algumas rodelas de banana, 1 colher de sopa de caramelo de tâmara e colheradas do iogurte. Repetir mais uma vez as camadas em cada copo. Para servir, salpicar com mais granola, e a restante banana ou caramelo.

Notas: se não for para comer logo deverá colocar umas gotas de sumo de limão nas rodelas de banana e refrigerar os frascos. Poderá usar qualquer outra granola. Usei tâmaras medjool, mas poderá usar das mais pequeninas que se encontram facilmente. O ideal será servir de imediato ou até umas horas após serem montadas as camadas nos copinhos. Pode ser feito à noite e servido de manhã.

Bom Apetite!







Cobbler de Cereja



Enquanto houver cerejas. Enquanto as possa comer. Taças e tacinhas, uma a uma, vou satisfazendo este apetite pelas frutas da época, que adoro. Gosto mesmo muito de cerejas, de as comer ao natural, umas atrás das outras, como as conversas que sabem tão bem. 
E adoro cerejas em sobremesas. Quer seja em bolos, em clafoutis ou até gelados. Mas os meus preferidos são os crumbles e os cobblers.
Uma sobremesa com fruta, que se serve ainda morna, com uma bola de gelado de baunilha, que começa logo a derreter, é tão perfeito. Em qualquer altura do ano. 

O calor do verão acabado de chegar não me inibe de acender o forno para elas, para as cerejas e os crumbles e cobblers de fruta. Desta vez um cobbler, feito num tabuleiro de ferro da Staub, com o topo fofo de biscoito que vai embeber os sucos das cerejas, e fazer uma dança com o gelado que se derrete pelo meio.
Colherada atrás de colherada, servimos sorrisos à mesa, num domingo que se quer sempre doce.
Porque os domingos merecem doces momentos à mesa, que se partilham em família, e convidam às conversas. São servidos?






Cobbler de Cereja

base de cereja:
3 chávenas de cerejas descaroçadas
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado
1 colher (sopa) de farinha de amêndoa
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de sumo de limão

massa de biscoito:
3/4 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de farinha de centeio
1/3 chávena de farinha de amêndoa
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de fermento
pitada de sal
50 gr de manteiga fria em cubos
1/2 chávena de leite vegetal
1 colher (sopa) de açúcar demerara para salpicar


Preparação

Untar um tabuleiro de ferro pequeno com manteiga e reservar. Usei este da Staub, que adoro.
Misturar as cerejas descaroçadas com o açúcar, amêndoa, canela e sumo de limão, envolvendo bem e colocando no fundo do tabuleiro preparado.
Para a massa, misturar numa taça as farinhas com o açúcar, canela, fermento e sal. Adicionar a manteiga em cubos e esfregar com os dedos até a manteiga ficar misturada na farinha, sem ser necessário ficar homogéneo. Adicionar em seguida o leite e envolver bem, criando um massa mais ou menos pegajosa. Formar 5 a 6 bolinhas de massa, com a ajuda de uma colher de gelado, e colocar por cima da camada de cerejas, deixando algum espaço entre elas, porque ao cozerem crescem de tamanho. Salpicar com o açúcar demerara.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC e deixar cozer por uns 30-40 minutos, até a parte do biscoito estar cozida e dourada (teste do palito) e a fruta a borbulhar.
Servir ainda morno, com uma bola de gelado de baunilha.

Bom Apetite!





Pudim de Pão Simples



Gosto de pão. Gosto de pudim. E adoro pudim de pão! O primeiro pudim de pão que provei foi num natal, há muitos anos atrás. A receita era de uma Teleculinária e lembro-me do seu aroma e sabor, do toque das especiarias, da raspa de laranja, do cálice de vinho do Porto, dos frutos secos e da sua textura húmida e densa, perfeita. As memórias são sensações, ficam marcadas nos nossos sentidos e o simples mencionar de uma receita traz com ela essas lembranças, o que nos marcou nela, com quem foi partilhada, o conforto dessa memória.

Adoro pudim de pão. E esta receita de hoje é do mais simples possível. Um "Bread-and-butter Pudding", muito british e de um livro fabuloso. Um livro que é ele uma colecção de receitas e histórias, ilustrações e tantos puddings. Falo-vos do livro "Pride and Pudding" da Regula Ysewijn, autora do blog Miss Foodwise, um blog que celebra a cultura e a comida britânica. Um livro que não é só um livro de receitas, é uma forma de amar os pudins, de conhecer a sua história desde outros séculos, que partilha receitas de pudins ao longo dos tempos, a sua evolução e origens.

Para mim foi uma honra ser recipe tester para este livro. Conhecer receitas antes de estarem ali publicadas no livro, cozinhar, testar e aprovar, dar opinião. Foi mesmo interessante e uma experiência muito gratificante. A Regula é uma pessoa muito especial, assim como este livro dela, com as suas receitas e as fotografias também da sua autoria. Gostava de deixar um agradecimento especial à Regula e à editora Murdoch Books, por me terem enviado uma cópia do livro, ainda antes de ele ser publicado. 
E agora vamos saborear um pudim de pão simples, que adoro. Tem sido companhia à mesa nos últimos domingos de brunch. Perfeito para aproveitar as sobras de pão duro, folar ou pão brioche. Servido com natas batidas e fruta fresca. Delicioso.




Pudim de Pão Simples "Bread-and-butter Pudding"
(receita do livro Pride and Pudding, de Regula Ysewijn)

8 fatias de pão duro
manteiga q.b.
25 gr de passas (embebidas em água ou rum durante a noite)
350 ml de leite
50 ml de natas
1/2 colher (de chá) de canela
2 colheres (de sopa) bem cheias de açúcar mascavado claro
2 ovos batidos
2 colheres (chá) de açúcar demerara (para salpicar)

para servir:
natas batidas ou gelado de baunilha
iogurte grego e fruta a gosto (morangos ou frutos vermelhos)


Preparação

Untar com manteiga dois tabuleiros de esmalte de 20cm ou um só tabuleiro maior.
Cortar as fatias de pão em triângulos. Barrar com manteiga num dos lados e colocar as fatias dispostas nos tabuleiros, com o lado da manteiga virado para cima.
Espalhar as passas por cima.
Preparar o molho num tachinho, aquecendo o leite, as natas, açúcar e canela até ficar morno. Bater os ovos numa taça e juntar um pouco da mistura de leite quente para temperar e mexer muito bem. Adicionar depois o restante leite sempre a mexer até ficar bem incorporado e homogéneo.
Espalhar o molho por cima do pão e salpicar com o açúcar demerara.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante uns 20-25 minutos, ou até dourar.
Servir morno ou frio, com gelado, natas batidas, ou iogurte grego e fruta da época.

Nota: em vez de passas pode optar por arandos secos, e em vez de pão normal poderá usar croissants ou brioche já com vários dias, ou mesmo restos de panettone de compra. Pode aromatizar com especiarias a gosto e também com raspa de citrinos.

Bom Apetite!





Barrinhas com Doce de Leite e Pretzels



Há blogues inspiradores. Dos muitos que sigo cá dentro e lá fora, fico sempre entusiasmada quando publicam um livro de culinária. Não só porque adoro e colecciono livros de culinária (mas isso já todos sabem) mas por ver reconhecido o trabalho de uma pessoa que admiro, num livro feito por ela. Onde encontramos um pouco dessa história e nos aproximamos mais da pessoa, das receitas que elege como preferidas, do seu mundo na cozinha e pela fotografia de comida.

É sem dúvida inspirador o Twigg Studios, da Aimee. Adoro o tipo de receitas que publica, e sigo cada post e receita com vontade de a recriar na minha cozinha, de a fotografar tão bem, de captar aquela imagem que nos diz "sim, quero comer, quero provar, quero devorar". E assim que saiu o livro dela "Love, Aimee x", claro que veio cá ter a casa, era muito esperado. E em nada desilude. Página a página consegue aumentar a minha gula e a vontade de ligar o forno, de fazer uns docinhos e de os partilhar com amigos e família como ela sugere.

Ora é certo que "doce de leite" e "caramelo salgado" são palavras que tento nem pensar nelas, o meu coração é fraquinho e derrete com facilidade. Há dias em que acordo a pensar em coisas deste género, e isso pode ser perigosíssimo. Ou não. Basta ter amigos para poder partilhar com eles coisas destas, e assim comemos sem exagerar e fazemos outros corações felizes. Foi o que aconteceu com esta receita, a primeira a ser escolhida do livro da Aimee, com doce de leite pois claro. Enquanto fazia as fotos, ia lambendo os dedos e espalhando migalhas. Coisa boa, muito boa. Quem provou, aprovou, lambeu os dedos, e pediu mais. Aqui fica a receita para os meus amigos e para todos os gulosos.




Barrinhas com Doce de Leite e Pretzels
(do livro "Love, Aimee x", de Aimee Twigger)

75gr de amendoins sem pele
160gr de pretzels 
8 bolachas digestivas
50 gr de açúcar amarelo
100 gr de manteiga derretida
3 colheres (sopa) de manteiga de amendoim

400gr de doce de leite
flor de sal q.b.
12 pretzels para enfeitar


Preparação

Preparar um tabuleiro 20x30cm e forrar com papel vegetal. Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Para preparar a base, colocar os amendoins, pretzels, bolachas e açúcar num processador de alimentos e pulsar até triturar. Colocar numa taça e juntar a manteiga derretida e a manteiga de amendoim, misturando bem.
Colocar esta mistura no tabuleiro preparado e pressionar bem, formando uma camada lisa e compacta. Levar ao forno por 10-15 minutos e deixar arrefecer.
Para a cobertura, aquecer ligeiramente o doce de leite para ser mais fácil de espalhar, e colocar sobre a base no tabuleiro, espalhando uniformemente de forma a ficar a superfície lisa.
Salpicar com flor de sal. E colocar os 12 pretzels a enfeitar no topo, pressionando ligeiramente.
Deixar o doce de leite ficar mais firme, e só depois cortar em barrinhas como vê nas fotos.

Nota: o doce de leite fica sempre melado, e a base esmigalha-se com facilidade, por isso é normal que o corte não seja perfeito. Mas todas essas migalhas são para aproveitar e comer! Deliciem-se!


Bom Apetite!






Cheesecake com Romã



Sim, agora sim é Outono. Lá fora cada vez se notam mais as mudanças, os caminhos das folhas que caem das árvores, as cores lindas da estação que imitam as das abóboras, das maçãs, das castanhas e das batatas doces e romãs. A chuva que teima em ficar, e os dias mais frios.
Agora sim, arrumei as sandálias todas e fui buscar calçado e roupa mais quente. Já não passo sem um lenço ou cachecol e os casacos de malha. Ele veio para ficar.

Em breve vêm os dias de forno a lenha aceso a aquecer a cozinha à noite. Dos assados ricos aos domingos. Da comida de conforto. Das taças de sopa a fumegar. Dos bolos e coisas boas que saem do forno. Das chávenas de chá quente a aquecer as mãos e a alma. 
O Outono. Rico em cada uma das suas trivialidades. Porque nas coisas mais simples se vê o belo. 
E eu dou por mim cada vez mais a procurar essa rotina das coisas simples, das coisas que gosto. De sempre. Dos sabores habituais que me confortam, como os de um arroz doce morno com canela, um bolo de iogurte ou a sopa de legumes da minha avó. O normal é tão bom. Como um vulgar cheesecake, servido em copinhos e do mais simples que há, com os bagos de romã da nossa árvore.






Cheesecake com Romã (em copos)

Para as cookies:
125 gr de bolachas digestivas
70 gr de manteiga derretida

Para o creme:
200 gr de queijo-creme
250 ml de iogurte natural
2 colheres (sopa) de açúcar em pó
1 colher (chá) de sumo de limão
2-4 colheres (sopa) de sumo de romã

Para servir:
bagos de romã q.b. (usei 1 romã grande)


Preparação

Para a camada de cookies, triturar as bolachas num processador e adicionar a manteiga derretida, mexendo bem até formar um género de areia grossa. Reservar.
Para o creme bater o queijo-creme ligeiramente e adicionar o açúcar e sumo de limão. Juntar o iogurte e misturar bem. Envolver o sumo de romã a gosto, criando um efeito marmoreado, sem misturar demasiado no creme. Reservar no frio até montagem.
Descascar a romã e separar os bagos.
Para servir, colocar em copinhos ou frascos, camadas alternadas de bolacha e de creme, sendo que a primeira deverá ser de bolacha e a última de creme (nuns copos usei 4 camadas e noutros as 2 tradicionais). Colocar os bagos de romã no topo do creme, na altura de servir.

Bom Apetite!



Brown Betty de Maçã e Cookies



Não há como contornar a vontade de ligar o forno e preparar sobremesas de conforto. Neste Outono. Eu por mim passava uns dias fechada na cozinha a fazer bolos e bolachas, scones e granolas, mas a realidade é outra. Serve o forno de escape. Para dias com tempo. E juntam-se as maçãs e a canela de novo e um cheirinho que se espalha pela cozinha. E a vontade de estar à mesa, a partilhar algo assim com a família, num domingo de folga.

Brown betty. Gosto do nome. Faz-me sorrir. Nome bonito e catita para uma sobremesa simples, do mais simples que há, com os sabores do Outono. Do género de um crumble ou crisp, mas feito habitualmente com pão, açúcar e manteiga, em camadas alternadas com a fruta. Neste caso, e seguindo a ideia da receita do livro Food52 Baking, foi feita com bolachas esmagadas e especiarias, adoro! 

A receita original leva bastante mais açúcar mascavado misturado nas maçãs, o que lhe confere um molho caramelizado. Mas como prefiro menos doce, e as cookies e as maçãs já têm doce suficiente, adaptei e fiz a gosto pessoal (não que um molhinho caramelizado não ficasse bem, agora que penso, seria até perfeito com uma bola de gelado a acompanhar).  
Foi ao forno nesta linda cocotte da Le Creuset, uma réplica em cerâmica do primeiro modelo da marca, que este ano celebra o seu 90º aniversário. Servi ainda morno, com iogurte grego e mais canela. Maravilha. 





Brown Betty de Maçã e Cookies
(adaptado do livro Food52 Baking)

Para as maçãs:
4 maçãs descascadas e fatiadas finamente
4 colheres (sopa) de açúcar mascavado (200gr no original)
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de canela em pó
1/2 colher (chá) de gengibre em pó
sumo e raspa de 1 limão pequeno 

Para a camada de cookies:
300 gr de bolachas digestivas (gingersnaps no original)
100 gr de manteiga derretida
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de gengibre em pó


Preparação

Triturar as bolachas num processador ou dentro dum saco e esmagar com o rolo da massa. Colocar as bolachas num taça e adicionar a manteiga e especiarias e mexer bem até obter migalhas grossas. 
Noutra taça colocar as maçãs já fatiadas e os restantes ingredientes, envolvendo muito bem.
Espalhar um terço das migalhas de cookies no fundo de uma cocotte de cerâmica ou tabuleiro, de maneira uniforme. Colocar metade das maçãs em cima dessa camada de migalhas. Colocar mais um terço de migalhas e espalhar. As restantes maçãs depois. E finalizar com o último terço de migalhas de cookies, espalhando bem para tapar as maçãs.
Vai ao forno a 180ºC, por 30 minutos, até as maçãs ficarem macias e o topo dourado e crocante.
Servir morno, com iogurte grego e canela ou com uma bola de gelado de baunilha.
Nota: fiz só metade da receita, porque a cocotte é pequena.

Bom Apetite!







Gelado de Banoffee



Vamos começar Agosto de geladinho na mão. E que gelado bom! Daqueles que nos obrigam a comer mais um pedacinho de tão guloso e fresco que é. Não haveria forma mais deliciosa de começar este mês, que é do Verão, e das receitas mais fresquinhas, quer seja no prato ou no copo, ou neste caso, no cone.
Gosto mesmo muito de gelados caseiros, e desde que uma amiga me ofereceu a máquina de fazer gelados há uns dois anos, não consigo resistir a preparar mais um e mais um, nesta época do ano.

E por falar em gelados caseiros, já conhecem o livro de Verão mais guloso e apetitoso? A verdade é que a Rita Nascimento, chef do La Dolce Rita e autora do livro "A Vida Secreta dos Gelados Caseiros", nos ensina a fazer gelados maravilhosos, super cremosos e alguns bem atrevidos, de forma divertida e cheia de entusiasmo, em casa. Um livro para comer de uma ponta à outra, aviso já. Eu comecei por um gelado de arroz doce, uma das minhas sobremesas favoritas de sempre, passei já duas vezes pelo de morango e agora avancei para o nível maior de gula com este gelado de Banoffee.

A tarte banoffee combina a banana com um rico molho de caramelo e uma base de bolacha. Imaginem agora esta tarte em forma de gelado! Sim, fica maravilhoso, de comer e chorar por mais, por assim dizer. O melhor é mesmo experimentarem e darem a vossa opinião, mas tenho a certeza que vão adorar cada uma das receitas deste livro, se tal como eu, forem "icecream lovers". 
Por cá, seguem-se novos pedidos de gelados a cada semana. E eu não digo que não. Vou logo escolher o próximo sabor a ser testado na minha cozinha, e alimentar a gula desses pedidos com um sorriso maroto e muito geladinho cremoso.





Gelado de Banoffee
(do livro "A Vida Secreta dos Gelados Caseiros" de Rita Nascimento)

200 ml  de leite
200 ml de natas para bater
40 gr de leite em pó
100 gr de açúcar
2 bananas médias maduras
75gr de bolachas digestivas
30 gr de manteiga
200 gr de leite condensado cozido


Preparação

Para o crocante de bolacha, triturar bem as bolachas e juntar a manteiga derretida. Misturar até parecer areia molhada. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e pressionar de forma a ficar com 1 cm de altura. Vai ao forno pré-aquecido a 170ºC por 8 minutos ou até dourar mas sem queimar. Deixar arrefecer e partir em pedacinhos. Reservar.
Para o gelado, colocar num liquidificador o leite, as natas, o leite em pó e o açúcar e bater muito bem. Adicionar depois as bananas em pedacinhos e voltar a bater até ficar homogéneo. Colocar no frio.
Entretanto bater muito bem o leite condensado cozido com uma vara de arames para ficar mais fácil de usar em lista, e reservar.
Colocar a mistura do gelado de banana na cuba da máquina de fazer gelados e seguir as indicações do fabricante.
Quando o gelado estiver pronto, colocar um terço dessa mistura num recipiente. Espalhar um terço do crocante por cima e mexer para distribuir uniformemente. De seguida, espalhar um terço do leite condensado cozido em lista, e com a ponta de uma faca misturar para obter um efeito marmorizado. Repetir esta operação por mais duas vezes, e levar ao congelador.
Retirar do frio uns 10-15 minutos antes de servir.

Bom Apetite!




Cheesecake de Forno com Morangos


Os morangos. Agora que estão mesmo docinhos, são desculpa para comer a toda a hora. Desde as manhãs com smoothies e taças de fruta com granola e iogurte, até às sobremesas ao natural durante a semana e mais docinhas nos domingos em família.
Até em saladas verdes eles brilham. Com manjericão e queijo, adoro a combinação de sabores.
É a magia da estação à mesa. 

Entre os desejos de coisas doces, os morangos ganham força e querem ser reis à mesa. Pequenos e doces, com um ligeiro travo ácido perfeito, nacionais e biológicos. Enquanto os da horta vão começando aos poucos a corar ao sol, vamos comendo os do mercado. Ou os que chegam por mãos amigas. 
A combinação com queijo num cheesecake de forno, é sempre uma promessa de Primavera à mesa, onde se erguem morangos em torre e sobre eles salpicamos o coulis em forma de pintura rabiscada. Para saborear com tempo, no tempo dos morangos. 

 O cake stand lindo é da colecção da Patrícia 'Cake Stand by Coco & Baunilha'. 





Cheesecake de Forno com Morangos

Base:
250 gr de bolachas digestivas
75 gr de manteiga derretida
1/2 colher (chá) de canela
1/2 colher (chá) de gengibre

Recheio:
4 ovos separados
125 gr de açúcar
250 ml de iogurte natural
2 colheres (sopa) de farinha
250 gr de queijo creme
morangos q.b. para servir

Coulis:
200 gr de morangos cortados
75 gr de açúcar 


Preparação

Untar ligeiramente uma forma redonda (das que abrem na lateral) de 20cm de diâmetro.
Preparar a base, triturando as bolachas em pó e misturando os restantes ingredientes.
Espalhar na base da forma preparada, e pressionar bem, levando ao frio.
Para o recheio, bater as gemas com o açúcar até ficar uma mistura bem cremosa. Adicionar depois o iogurte e bater bem. Adicionar a farinha e o queijo creme aos poucos de cada vez e ir sempre batendo muito bem até ficar homogéneo.
Por fim bater as claras em castelo e incorporar na mistura, delicadamente.
Colocar a mistura na forma que já tem a base e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante uns 45 minutos (ou até ficar firme). Pode ser necessário colocar uma folha de papel de alumínio a meio da cozedura para não queimar a superfície.
Deixar o cheesecake dentro do forno, depois de desligado durante uma hora. E depois levar ao frio.
Enquanto isso preparar o coulis, levando ao lume num tachinho, os morangos em pedaços com o açúcar, deixando cozinhar por uns 5 minutos, até amolecer e formar uma calda mais espessa. Triturar com a varinha mágica e deixar arrefecer antes de usar.
Servir o cheesecake bem fresco, com morangos e com a calda.

Bom Apetite!













Mousse de Chocolate Branco com Morangos


Há receitas que não precisam de muitas palavras. Que não precisam de adjectivos. Só precisam de uma colher à mão. Que se conseguem comer no silêncio, mas com todos juntos à mesa. Um doce momento. Uma doce sobremesa. Saboreada só com pequenos suspiros.
E enquanto esperamos que os morangos cresçam na horta, não resisto a comprar alguns e a comer. Os primeiros do ano. É sempre uma emoção o que a Primavera traz com ela. Que nos inspira a encher frasquinhos com a estação, em forma de sobremesa.

Foi com os primeiros morangos que adaptei uma receita de um livro novo bem doce, o "Sweet" da Sam Linsell. Uma mousse de chocolate branco. Com morangos. Em camadas num swirl. Um doce prazer, cada colherada. Uma nuvem fofa e doce, como lhe chamámos. Como se derrete na boca.
Eu que "sou mais bolos" e mais "chocolate negro" rendi-me a esta mousse.
Em dias que nos faltam palavras, ou simplesmente não são necessárias, preferimos admirar o que nos rodeia, o que a estação nos brinda, embora inconstante no seu passo. Os dias maiores, as camisolas de manga curta, as flores, as cores, as frutas, as coisas simples que cada vez mais apreciamos.
Sabe sempre bem algo que torne esses dias mais doces. Como esta receita. Simples e doce.






Mousse de Chocolate Branco com Morangos
(adaptada do livro "Sweet" de Sam Linsell)

200 gr de morangos
250 gr de chocolate branco Pantagruel
100 ml de leite
250 ml de natas frescas
2 claras batidas em castelo
45 gr de açúcar
morangos a gosto para servir


Preparação

Lavar bem os morangos, cortar em pedaços e triturar até obter um puré. Reservar.
Derreter o chocolate branco com o leite, em banho-maria. Deixar arrefecer até ficar morno.
Bater as natas frescas até ficarem firmes, em ponto chantilly.
Bater as claras em castelo, e aos poucos juntar o açúcar continuando a bater como se fosse preparar um merengue, até as claras ficarem bem brilhantes.
Adicionar o chocolate já morno às natas frescas e mexer delicadamente. Juntar depois as claras e envolver sem bater demasiado, para reter o máximo de ar.
Pode optar por nesta fase adicionar logo o puré de morangos à mousse, espalhando e depois com a ajuda de uma faca, criar um efeito swirl, e colocar depois em 6 taças ou frasquinhos. 
Ou colocar camadas de mousse alternadas com camadas de puré de morangos, directamente nas tacinhas onde vai servir. 
Levar ao frio por umas 2 horas antes de servir, bem fresco e decorado com morangos inteiros ou cortados em pedaços.

Bom Apetite!






Crumble de Pêra e Five-Spice


Os dias começam a cheirar a Primavera, assim ao de leve. Já são mais compridos, e o sol aparece mais vezes. À hora de almoço sabe tão bem esse sol. Por aí pelos caminhos, tudo se torna mais verde, e começam a aparecer as primeiras flores. Pela manhã ouvem-se passarinhos à janela. As meias duplas já deram lugar a um só par de meias. E as luvas começam a ficar em casa.
Mas quando anoitece arrefece, e adoro chegar a casa e o forno a lenha estar aceso à minha espera. É reconfortante. Ainda se pegam nas mantas e se faz um chá quente ou uma cevada que fumega e aquece o corpo e a alma.

Em dias assim, com forno a lenha aceso, apetece uma sobremesa quente. Que saia do forno e vá directa para a mesa. Os crumbles são das sobremesas mais apreciadas, pela sua textura, crocante no topo amaciada pela fruta e molho. Fruta que vai rodando com a estação do ano.
Uma tigela com crumble morno servido com iogurte natural ou gelado, é das coisas mais simples e ao mesmo tempo maravilhosa. 
Quando a querida Teresa do Lume Brando me enviou um frasquinho de mistura de cinco especiarias chinesa (five-spice), foi um perfumar de sentidos. Ela que tanto me inspira em cada receita, e desperta a vontade de fazer sobremesas, só podia ser esse um dos caminhos que as especiarias iriam tomar.



Habitualmente esta mistura de especiarias ("five-spice") contém como base, estrela de anis, sementes de funcho, canela, cravinho e pimenta, podendo ainda conter gengibre e cardamomo, ou até coentros e alcaçuz. É mais utilizada em pratos salgados e para temperar carnes. Mas eu assim que abri o frasquinho, vieram memórias de arroz doce ao olfacto, e fiquei com vontade de a usar em algo doce.
Este crumble vem deste livro, que inspira a boas receitas. Comida verdadeira, que sabe bem e faz bem. Saudável e nutritiva. 
Esta receita combina as pêras de inverno com o 5-spice de forma bastante agradável. A cobertura de amêndoa é deliciosa. E a receita é gluten free e sugar free. 
Sentir o seu aroma ao sair do forno é mesmo bom, nestas noites ainda frias.




Crumble de Pêra e Five-Spice
(do livro Hemsley Hemsley, the Art of Eating Well)

para o crumble:
40 gr de manteiga (ou óleo de coco)
125 gr de amêndoa moída
1 colher (sopa) de maple syrup
40 gr de amêndoas laminadas

para as pêras:
4 pêras grandes cortadas em quadradinhos
1 colher (sopa) de água
1 colher (chá) de five-spice 
1 colher (sopa) de maple syrup
1/2 colher (chá) de raspa de laranja

para servir:
iogurte natural ou créme fraiche


Preparação

Numa taça colocar os ingredientes do crumble (excepto as amêndoas laminadas), e com as pontas dos dedos começar a massajar até formar um género de areia grossa. Juntar as amêndoas laminadas e incorporar na mistura.
Colocar a mistura no frio, enquanto preparar as pêras. E pré-aquecer o forno a 180ºC.
Num tacho colocar as pêras em pedacinhos e juntar a água e a mistura de especiarias. Envolver bem, colocar ao lume e tapar, deixando cozinhar por uns 5 a 10 minutos, dependendo da textura da pêra e do tamanho dos pedaços (eu cortei em cubinhos pequenos e achei 5 minutos suficiente). As pêras devem manter textura apesar de ligeiramente cozinhadas e amaciadas.
Fora do lume adicionar a raspa de laranja e colocar a mistura das pêras num tabuleiro pequeno com 20cm de largura.
Por cima das pêras colocar o crumble, sem ser necessário pressionar. Levar ao forno por 25 minutos ou até dourar.
Servir ainda morno com iogurte natural ou créme fraiche.

Bom Apetite!






Mousse de Chia e Chocolate


Os dias de frio e chuva, e os domicílios ao ar livre, conduziram a uma recaída da gripe, que este ano veio sorrateira e diz que quer ficar. Nem os sumos de laranja do pomar, e as tangerinas me ajudaram, e voltei a ficar constipada, desta vez com direito a tosse e a ficar afónica.
Limão, mel e gengibre à mistura, e a voz voltou. Continua muito frio, o que não ajuda nada.
E o que mais custa nestes dias é ficar sem sabor e sem cheiro.

Assim que melhorei, comecei logo a pegar em tudo e a cheirar de novo, como se fosse pela primeira vez. Os limões e a sua raspa, as tangerinas que deixam o cheiro nas mãos. O pão a sair do forno. A cevada quentinha pela manhã. Pequenos prazeres. A par do chocolate claro. Um quadradinho de chocolate negro é quanto baste para me animar nestes dias. Mas sem exageros.
A meio da semana não se fazem bolos nem sobremesas, por norma. Tentamos deixar o açúcar de lado. Só em compotas pela manhã, ou nalgum ataque de pura gula. E acreditem que com o frio, tenho muitos!

Lembrei-me de fazer uma mousse de chia e chocolate, a par destas duas que já havia feito. Claro que a textura não é a de uma mousse verdadeira, mas acaba por ser leve e saciante. Para mim é o suficiente. E saudável. Sem açúcar refinado, com cacau de boa qualidade, sementes de chia do projecto novo Sementina, e num instante temos uma sobremesa leve com sabor a chocolate, e sem culpas.





Mousse de Chia e Chocolate

1 e 1/2 chávena de leite vegetal
4 colheres (sopa) de sementes de chia
pitada de sal
3 colheres (sopa) de cacau em pó
4 colheres (sopa) de agave ou maple syrup
raspas de chocolate negro q.b.


Preparação

Numa taça colocar o leite e as sementes de chia a hidratar, durante uns 20 minutos, mexendo de vez em quando esta mistura.
Colocar esta mistura num liquidificador juntamente com uma pitada de sal (muito pouco), o cacau e o adoçante. Triturar bem, até ficar cremoso e homogéneo. Ajustar a doçura a gosto se necessário e voltar a bater.
Colocar em tacinhas ou copos e levar ao frio para ganhar consistência, uma a duas horas.
Na altura de servir, colocar raspas de chocolate a enfeitar.

Bom Apetite!