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Uns Tacos e uma Exposição de Fotografia



Este post não é sobre uma receita. É sobre várias receitas, sobre convites da minha cidade, sobre o mar, o peixe e o marisco na nossa mesa, sobre fotografias que contam histórias e um grande sorriso por estar aqui a partilhar convosco este momento.
Há uns meses atrás tive um convite para realizar uma exposição fotográfica no 'Museu do Mar'. A criar de raiz novas fotografias e imagens, com um tema que se adaptasse ao local onde iriam ser expostas. Aceitei. E saí da minha zona de conforto. Rumo ao mar e ao que dele vem.
Apesar de já ter feito uma exposição de fotografia, esta seria totalmente diferente. Fotografias novas, imaginar uma história com mar e peixe na nossa mesa. Uma mesa no mar.

Foram dias diferentes, em que o peixe e o marisco reinaram e os bolos e as bolachas ficaram mais esquecidos, em que fotografei o que nunca antes tinha fotografado. E me diverti imenso a fazê-lo. E a melhor parte, depois de fotografar, comer os petiscos! Domingos com mexilhões e ameijoas, e a família à mesa é sempre bom. O cheiro a peixe fresco e a maresia entranhou-se na casa. E posso dizer que estou muito feliz com o resultado.
"Uma mesa no mar" é o nome da minha segunda exposição de fotografia de comida, o local é o Núcleo Museológico do Mar na Figueira da Foz, e está aberta ao público com entrada gratuita.
Queria agradecer à Paula Cardoso pelo convite, aos museus da Figueira, à minha cidade que acredita em mim, e a todos os que ajudaram a tornar esta tarefa tão mais saborosa (desde amigos, a minha família, pescadores locais e a nossa peixeira de confiança).

Deixo-vos ainda uma receita de uns tacos super simples e coloridos, feitos para aproveitar alguns dos camarões que sobraram de uma sessão fotográfica e que foram petiscados em seguida. Nada se perde, nem se desperdiça, e por aqui nenhum texto vem sem uma receita, sem uma partilha. Prática, rápida e fresca, com um pouco de "fogo" para aquecer, cheia de cor e coisas boas.
Estou feliz, por partilhar tudo isto convosco. A simplicidade de uma receita. A beleza dos elementos crus, dos brilhos, das escamas, do gelo. Uma mão cheia de fotografias disparadas por alguém que não é fotógrafa. Uma exposição de imagens que vêm do meu mar, desse mar que se come na nossa mesa. Do peixe fresco nas redes, acabado de apanhar pelos pescadores locais. Do cheiro do mar, dos salpicos das ondas. Estou verdadeiramente em casa.




Tacos de Camarão e Abacate com Molho de Iogurte, Coentros e Lima

4 tortilhas de milho
20 camarões cozidos e descascados 
1 dente de alho picado
azeite q.b.
sumo de lima q.b.
sal q.b.
1 abacate grande descascado e cortado em cubos
1/2 manga descascada e cortada em cubos
2 chávenas de tomates cherry cortados ao meio
couve roxa fatiada finamente q.b.
coentros frescos picados q.b.
malagueta picada (sem sementes) q.b.

Molho:
1 iogurte natural
1/2 colher (chá) de malagueta picada (sem sementes)
raspa e sumo de 1/2 lima
2 colheres (sopa) de coentros frescos picados


Preparação

Colocar uma sertã ao lume com um fio de azeite e o alho picado. Adicionar os camarões e ir mexendo até ganharem cor. Apagar o lume, juntando em seguida umas gotas de sumo de lima, mexer e reservar. 
Preparar o molho de iogurte misturando todos os ingredientes numa taça.
Numa outra taça colocar o abacate, a manga e os tomates cherry coloridos. Misturar e temperar com uma pitada de sal e um pouco de sumo de lima. Juntar a malagueta picada a gosto, alguns coentros picados e os camarões, envolvendo tudo.
Numa sertã ao lume, tostar as tortilhas de ambos os lados, até dourarem.
Servir as tortilhas com uma camada de couve roxa fatiada finamente, a mistura da salada de abacate e camarão, salpicar com o molho de iogurte e com mais coentros picados a gosto.

Bom Apetite!






'Uma Mesa no Mar', por Maria Inês Mendes
Núcleo Museológico do Mar, Figueira da Foz
Datas: 17 Outubro 2016 a 3 Fevereiro 2017
Entrada Gratuita









Trufas de Figo e Cacau



As minhas últimas leituras de culinária têm sido bastante boas e portuguesas. Boas no sentido de serem livros com qualidade, que me fazem ter vontade de os recriar na cozinha, que têm receitas maravilhosas acompanhadas de fotografias de dar água na boca, e são livros portugueses. De pessoas que admiro e com as quais aprendo sempre algo novo, que me surpreendem pela positiva.
Não escondo que adoro livros de culinária, tenho duas estantes cheias deles, e outros tantos espalhados em vários cantos da casa. Acompanham-me na cozinha, na leitura de cabeceira, e até os levo comigo em viagens e férias. 

O livro de onde vem esta receita já andou em muitos lugares. Já esteve na cozinha, na sala, no quarto, na mala, no carro, na praia, na piscina e rumou comigo ao Alentejo nas férias. 
É um livro de doces mais saudáveis, para comer sem culpa e com todo o sabor. Da Sara do blog Nem Acredito que é Saudável. 
Sinto um enorme carinho pela Sara, apesar de não a conhecer pessoalmente. Gosto imenso da energia que ela transmite. Já aprendi tanto com ela e com as receitas dela.

Esta é sem dúvida uma das minhas receitas preferidas do livro "Nem Acredito que é Saudável" e que já repeti algumas vezes. Umas trufas de figo e cacau, que se fazem num instante (só precisamos de um processador de alimentos para triturar tudo), e são super deliciosas de comer, ou seja desaparecem num instante!
São perfeitas para levar para a clínica, e naqueles dias mais complicados e cheios de cirurgias, em que mal tenho tempo de parar, como uma destas trufas e fico cheia de energia!
É que são mesmo boas. Palavra de gulosa.





Trufas de Figo e Cacau
(do livro 'Nem Acredito que é Saudável' de Sara Oliveira)

para 12-15 trufas

80 gr de amêndoas 
160 gr de figos secos
2 colheres (sopa) de cacau em pó
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de mel

cacau em pó q.b. para enrolar


Preparação

Colocar as amêndoas num processador de alimentos e triturar.
Juntar os figos cortados em pedaços e o mel e voltar a triturar até obter uma pasta (poderá ser necessário adicionar umas gotas de água).
Acrescentar o cacau e o sal e voltar a triturar durante dois minutos.
Com a pasta obtida, moldar bolinhas pequenas com as mãos, passar por cacau em pó e levar ao frio, guardadas numa caixa.

Bom Apetite!



Geladinhos de Smoothie de Morango e Granola



Geladinho ao pequeno-almoço. Que boa ideia para começar o dia de forma fresca, saudável e deliciosa. Ainda mais com estes dias de calor. Verdade?
Só apetece ir a banhos no mar e comer gelados, muita fruta fresca, e beber limonadas. Gosto mesmo muito desta estação. O verão, o sol, o calor, os dias grandes, a variedade de fruta, a roupa leve, o andar descalça.
Gosto de todas as estações do ano, cada uma tem o seu encanto, mas esta faz-me sempre muito feliz.
Dias de praia, mergulhar no mar e refrescar. Reunir amigos e fazer grandes petiscadas. Caminhadas pelo campo. Tudo me deixa com mais energia nesta altura do ano.

E apanhar os últimos morangos na horta é sempre motivo para celebrar a fruta, congelar alguns para mais tarde recordar, e aproveitar e fazer uns geladinhos bem frescos. O lema destes dias tem sido mesmo refrescar!
Aproveitei mais uma dose da granola express, para fazer estes geladinhos e comer pela manhã, ou a qualquer hora do dia, a vontade de comer gelados apanha-me sempre a qualquer momento. Com os últimos morangos da horta, biológicos, uma base de smoothie com iogurte e granola a salpicar. Perfeitos.

Vou aproveitando todos os momentos livres para fazer e comer gelados! Uma das coisas boas desta estação sem dúvida, com tanta fruta boa para comer ao natural ou em forma de gelado de pauzinho. 
Ando mais ausente do blog mas não parei de fazer gelados!! Fiquei foi sem computador. O meu portátil avariou. E o novo que escolhi parece estar esgotado em todo o lado. Estar um mês sem computador tem sido libertador e como é verão nem sinto falta dele, mas já sentia falta de vir aqui e partilhar mais uma receita convosco.
Até breve (espero eu!) e comam muitos gelados fresquinhos!








Geladinhos de Smoothie de Morango e Granola

10 morangos
1 banana pequena e madura
1 iogurte natural
1 colher (sopa) de mel
1 chávena de granola (receita aqui)


Preparação

Para preparar a base do smoothie, colocar a banana em pedaços, dois morangos, o iogurte e mel (a gosto) num liquidificador e triturar até ficar homogéneo. Reservar.
Fatiar os restantes morangos e esmagar alguns com um garfo, colocando em seguida nas forminhas. 
Colocar um pouco de granola também. Encher as forminhas com a base do smoothie sem encher demasiado.
Por cima colocar granola em toda a base, em seguida colocar os pauzinhos, fechar as formas e levar ao congelador.
Servir ao pequeno-almoço ou lanche.

Bom Apetite!

Nota: a quantidade de geladinhos depende do tamanho das formas que usarem. Nestas deu para fazer quatro unidades e coloquei a granola na parte de trás dos geladinhos. Se for nas forminhas verticais, coloquem menos quantidade de granola, e em camadas no meio e no fim do gelado, antes de colocar os pauzinhos.




Geladinhos Cremosos de Morango e Chocolate



A vida é muito melhor com um geladinho na mão! Verdade? Adoro gelados, sorvetes, picolés, granitas, 'frozen yogurt' e adoro os dias quentes e cheios de sol que chegaram. 
Chegou o verão e com ele vieram estes geladinhos cremosos, de fruta e chocolate. Perfeitos e deliciosos, super fáceis de fazer, saudáveis e vegan, feitos só com coisas boas. Para animar o início da estação.
É verdade, super deliciosos! Perguntem à minha avó, e são capazes de a encontrar com um deles na mão e outro já na barriga, ela que é super gulosa, amou estes geladinhos.

A verdade é que não passo sem gelados, todo o ano, mas nesta altura gosto ainda mais. Adoro gelados artesanais. Tenho uma gelataria de eleição na minha cidade, com imensos sabores fabulosos, alguns sazonais, cremosos e cheios de fruta. E adoro gelados caseiros, gosto mesmo muito de os preparar. Tenho sabores que adoro, que vão desde bombas como o de doce de leite e o de cheesecake, até aos de fruta ou com iogurte, como o de mirtilos e os de banana, e alguns deles até ao pequeno-almoço os como. Sou de muito boa boca no que toca a gelados!

Agora imaginem um livro lindo, cheio de fotografias de gelados capazes de cortar a respiração, e com receitas vegan, sem lactose, sem açúcares refinados, saudáveis e que não precisam de máquina de fazer gelados e ainda por cima são mega deliciosos!
Pois temos livro, é o "N'Ice Cream"e é inspirador. Gelados do bem, para nos "gulosarmos" este verão.
As autoras do livro Virpi e Tuulia são super queridas e elas próprias uma inspiração. Sigo os seus blogs e fiquei mesmo muito feliz quando através do instagram me ofereceram um saco de pano que criaram para o lançamento deste livro e com o saco veio a surpresa, o livro! Com uma dedicatória super catita. Surpresa boa, muitos sorrisos e muitos gelados inspiradores para experimentar. Começamos com estes super cremosos, com morango e chocolate! Cheira-me que vou ter um verão super nice!






Geladinhos Cremosos de Morango e Chocolate
(do livro "N'Ice Cream" de Virpi Mikkonen e Tuulia Talvio)

camada de morango:
1 lata de 400ml de leite de coco (refrigerada durante a noite)
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
2 colheres (sopa) de maple syrup
1/2 chávena de morangos em pedacinhos

camada de chocolate:
2 bananas maduras
2 colheres (sopa) de manteiga de amendoim
2 colheres (sopa) de cacau em pó
2 colheres (sopa) de cacau cru em pepitas


Preparação

Para a parte com sabor a chocolate, juntar as bananas, a manteiga de amendoim e o cacau em pó e triturar num processador até ficar em puré. Colocar a mistura numa taça e adicionar as pepitas de cacau cru e envolver. Reservar.
Para a parte com sabor a morango, abrir a lata de leite de coco que ficou refrigerada umas horas ou durante a noite e retirar a parte sólida que fica em cima para uma taça. Bater muito bem com a baunilha, o maple syrup e metade dos morangos esmagados em puré. Juntar depois os restantes morangos em pedaços bem pequeninos.
Colocar alternadamente camadas de mistura de morango e mistura de chocolate em forminhas.
Colocar os pauzinhos e levar ao congelador umas horas, até solidificar.
Para desenformar, colocar as forminhas em água quente por breves segundos, e servir.

Bom Apetite!



Granola Rápida sem Forno



Dias que começam com granola. Crocante e viciante. É só abrir o frasco e juntar a uma taça com fruta fresca e comer. São muitos os dias que começam assim, e eu adoro. Já sei que atrás da tacinha com granola vem a minha gata Amélie. Ronrona e ronrona, estica as patinhas e começa a amassar o meu pijama. Vem para o colo e começa a fazer-me "olhinhos". É que na tacinha com a granola há sempre iogurte natural. E ela fica uma ternura, cheia de mimo, na esperança de o provar. E sim, são muitos os dias em que por momentos me esqueço que sou veterinária e lhe dou só mesmo um pedacinho de iogurte, na ponta do dedo e ela adora. 

Há algo com gatos e iogurte, pelo menos já mais gente me contou que os seus gatos aparecem logo à porta do frigorífico ou ficam em alerta assim que uma tampa de iogurte é aberta. A Amélie é dessas.
Esta gata veio comigo da clínica onde trabalho. Apareceu ainda pequenina e sem dono, depois de termos perdido o nosso Cenourinha. Veio comigo para casa e já nos faz companhia há quase dois anos. É uma gata cinzentinha, pequenina, cheia de energia e muito malandra. Que nos aquece os corações. Acho que era incapaz de viver sem gatos. Sem todas as suas brincadeiras, o mimo, o ronronar, o ar felino, aquelas patinhas fofas e as barrigas felpudas. Sou uma "cat lover".
Nem imaginam como foi difícil ter de a esterelizar, não pelo acto da cirurgia em si, que recomendo a todos os animais de companhia que não são para reprodução, mas porque sou eu que faço as cirurgias. Confesso que me custou um pedacinho, estava nervosa com a anestesia, com tudo aliás, mas correu bem. A Amélie é hoje uma gata feliz e cheia de energia, adora dormir e comer, e perseguir insectos e o meu iogurte.

Temos tido imensas cirurgias na clínica, desde as de rotina às de urgência. Cada vez mais os donos se preocupam com os animais e pensam na prevenção ou nos deixam avançar para procedimentos que aqui há uns anos estariam fora de questão, financeiramente ou porque simplesmente não tínhamos o equipamento necessário. E é tão bom aprender sempre mais, fazer mais por eles. Ao fim do dia posso estar completamente de rastos, mas tenho dias em que esse cansaço vale bem a pena.
Para os que às vezes me pedem para falar mais sobre a minha profissão, não pensem que tudo é um 'mar de rosas', que é só ver e abraçar animais fofinhos (também tem estes momentos sim!). Envolve muitos sentimentos, envolve muito de nós. É uma entrega diária (e nocturna também), é um amar e ter que ser forte ao mesmo tempo. Mesmo muito forte. Lidamos com vidas, com morte, com dor, com sofrimento. Mas no fim, tudo passa pela paixão com que fazemos as coisas, de outra forma nunca estaria aqui, apesar das dúvidas e dos momentos mais difíceis.
Nada difícil é esta receita! Trago a granola mais fácil de sempre, aquela que faço mais vezes em casa, praticamente desde que a Amélie nos faz companhia também. 
Não precisa de forno e é super rápida de fazer. Em 10-15 minutos tenho uma granola deliciosa e crocante pronta a comer (granola deve ser das melhores coisas de sempre!), quer seja na companhia da Amélie pela manhã, com iogurte natural e fruta da época, ou como snack para os lanches entre cirurgias na clínica. 
Não se perde tempo quase nenhum, não precisamos do forno como é habitual nas granolas, basta uma frigideira e uma colher de pau, e o cheirinho que se espalha na cozinha é mesmo maravilhoso.





Granola Rápida sem Forno
(adaptada do livro Top with Cinnamon, de Izy Hossack)

2 chávenas de flocos de aveia (metade integrais, metade finos)
3 colheres (sopa) de sementes de girassol
1/4 chávena de amêndoas e nozes picadas grosseiramente
2 colheres (sopa) de manteiga
1/2 colher (chá) de canela em pó
3 colheres (sopa) de mel Samelas


Preparação

Numa frigideira bem grande colocar os flocos de aveia, as sementes e frutos secos e levar a lume alto, mexendo frequentemente, durante uns 5 minutos ou até tostar.
Fazer um buraco no meio da aveia e colocar a manteiga, a canela e o mel. Continuar a mexer a mistura, envolvendo tudo muito bem, durante mais uns 5 minutos.
Retirar do lume e deixar arrefecer antes de guardar num frasco (dura até 2 semanas).

Bom Apetite!





Salada de Quinoa e Abacate com Funcho e Laranja



Gosto de comer arco-íris. De saborear cores num prato. Ainda mais quando chega a Primavera com os dias mais longos, com sol, temperaturas mais amenas. E tanta coisa boa nos mercados, na pequena horta. Para nos inspirar.

Gosto do verde. De comer refeições sem carne. Saladas coloridas ao sabor do que nos sabe bem. Gosto da simplicidade das coisas, de experimentar sabores novos e novas combinações de cores.
De procurar mais além do costume. 

Na nossa mesa cabe um pouco de tudo. Cabem os dias mais aborrecidos com as refeições do desenrasca e das sobras, cabem os dias mais gulosos e atrevidos com doces e bolos, cabem os dias com os sabores de tradição e os dias dos excessos, dias com refeições com mais tempo, dias em que experimentamos uma refeição nova, dias mais criativos.

Acho que mesmo que a maioria dos dias seja menos criativa à mesa, pela falta de tempo e pelo cansaço, deixo-me sempre seduzir pelos momentos mais empolgantes, onde pego em receitas por descobrir e passo mais tempo na cozinha. É como uma terapia, um lugar que me faz bem. Quer seja a preparar um bolo de chocolate pecaminoso, ou uma salada colorida, saudável e nutritiva. Todos esses momentos representam um bocadinho de felicidade que depois se sente à mesa, onde se juntam os pratos e as conversas.




Salada de Quinoa e Abacate com Funcho e Laranja
(do blog Foolproof Living)

2 chávenas de quinoa cozida
2 abacates maduros em cubos
1 bolbo de funcho fatiado finamente
1/2 cebola fatiada finamente
3 laranjas sanguíneas sem casca, fatiadas
1/3 chávena de salsa picada
1/3 chávena de amêndoa laminada
1/3 chávena de azeitonas

molho:
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico branco
2 colheres (sopa) de sumo de laranja sanguínea
2 colheres (chá) de raspa de laranja sanguínea
sal q.b.


Preparação

Tostar as amêndoas laminadas, numa frigideira, mexendo frequentemente até dourarem.
Para fazer o molho colocar todos os ingredientes dentro dum frasco com tampa, abanar várias vezes até criar uma emulsão.
Numa taça grande colocar a quinoa cozinhada, o abacate, funcho, cebola, as laranjas, azeitonas, salsa e amêndoa, envolvendo tudo suavemente.
Juntar o molho à salada, mexer e servir imediatamente.

Bom Apetite!





Bolinhos de Banana e Manteiga de Amêndoa



Ando sem tempo, podia ser sempre a minha desculpa. De facto o tempo atropela-me os dias e as horas, e todos os planos pelo meio. Não sei como do natal, cheguei até aqui e já é primavera. Às vezes tenho medo de não ter tempo para viver. Para viver tudo o que ainda quero viver. Para experimentar coisas novas. Queria que este ano fosse um pouco mais como foi o ano passado, em que aproveitei tudo, em que senti muito mais. Não foi preciso ir para fora do país, para viajar em sítios lindos. Não foi preciso fazer fretes só porque é politicamente correcto. Vivi o que quis viver, com quem o quis partilhar. Apenas deixei entrar quem amo, quem me merece. Aproveitei todos os pequenos momentos e celebrei-os em jeito de festa, sempre que pude.

Este ano parece que me atropela, ao contrário do anterior. Embora me sinta estagnada em muitos aspectos, há outros que não me deixam parar um segundo. E com o trabalho que é cada vez mais, com as cirurgias e mais um curso pelo meio, vou ficando sem tempo para outras coisas que me sabem tão bem e que me fazem falta. Talvez seja desorganização, talvez seja cansaço e preciso de acalmar. Talvez esteja a exigir demais de mim. Talvez seja só uma fase. Talvez seja só o tempo a dizer-me que não é o caminho certo. Ou que com esta idade ainda não sei bem o que quero fazer quando for grande. Que há tantas possibilidades. Que quero fazer mais coisas na vida. Pelo meio dos pensamentos confusos, consigo ainda criar rotinas e novas resoluções, pequeninas mas que consegui implementar e manter por estes últimos meses. E isso deixa-me contente.

Mesmo que não venha aqui tantas vezes. Acabo sempre por vir, mesmo que demore. É um porto seguro, um sítio onde me sinto sempre bem, onde posso escrever ou simplesmente partilhar o que gosto de cozinhar e fotografar. Eu gosto de zonas de conforto, é bem verdade, mas quando saio delas adoro ainda mais.
Depois destas palavras esperariam algo surpreendente, algo que eu nunca antes tivesse experimentado cozinhar. E acreditem, eu quero fazer isso, mas o tempo não tem permitido. Ou quando tento, falho, corre mal. Não desanimo. Sei que tudo é uma aprendizagem, mesmo estes dias ou meses de interrogação.
E volto sempre ao conforto dos bolinhos. Saudáveis estes, super fáceis e rápidos de fazer, perfeitos para os lanches da semana e para os meus amigos com intolerância à lactose e ao glúten. A receita original do livro "My Family Table" é um 'banana bread' mas eu resolvi fazer em versão muffins, para poupar tempo.




Bolinhos de Banana e Manteiga de Amêndoa
(adaptados do livro "My Family Table")

2 bananas grandes maduras descascadas
75 gr de açúcar de coco
4 ovos
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de vinagre de sidra
1/4 chávena de óleo de coco My Protein, derretido
1/2 chávena de farinha de arroz
1/2 chávena de farinha de amêndoa

banana em fatias para enfeitar


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Colocar forminhas de papel numa forma de muffins.
Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos, e triturar até formar uma massa homogénea.
Colocar a massa nas forminhas até 3/4 de capacidade. E finalizar com uma rodela de banana no topo de cada bolinho.
Levar ao forno até cozer (teste do palito). Servir mornos ou frios. E guardar num caixa hermética por uns 4 dias.

Bom Apetite!



Queques de Chocolate e Amendoim



Às vezes acho que sou a única pessoa a pensar em certas coisas. Não sei, às vezes dou por mim a pensar em coisas que acho que não interessam a mais ninguém, ou coisas que de alguma forma não são importantes, ou simplesmente deixo a mente divagar.
Uma coisa que penso muitas vezes é que nunca vou viver para conseguir fazer todas as receitas que gostaria de experimentar. Não é que isso me deixe à beira de um ataque de nervos (risos) mas lá está é uma das coisas que começo a pensar e imaginar, e divago (em vez de ir mas é meter as mãos na massa). Nunca terei tempo nem capacidade para conseguir fazer todas as receitas marcadas, todos os pratos que vejo e me fazem sonhar, todos os ingredientes que ainda desconheço o cheiro e sabor, todos os restaurantes que gostaria de visitar e provar.

E sempre que recebo um livro novo, acabo sempre por pensar nesse assunto. São tantas as receitas que marco para experimentar, são tantas as fotografias que me fazem querer ligar o forno ou correr para a cozinha. Bem sei que muitas vezes acabo por repetir as receitas de sempre, mas essas são aquelas que nos ligam aos afectos e memórias, que nos fazem sempre sorrir, outras que criam raízes em nós apesar de serem recentes na nossa história.
Um livro lindo acabado de sair do forno, o 'Brunch' da Joana Limão que tenho o prazer de conhecer, é motivo para colocar mais umas etiquetas coloridas nas minhas memórias e espalhar farinha, sementes, muita coisa boa e amor à mesa. Seja num brunch ou a qualquer hora do dia. Adoro o conceito do livro e as receitas marcadas já são muitas. Os primeiros foram estes queques com cacau e manteiga de amendoim caseira, que têm feito companhia aos meus lanches. E ao dia seguinte ainda são melhores! São muffins do bem, e que sabem bem.

E assim vou percorrendo a minha lista sem pressas, quero mesmo saborear todos esses momentos, e vou marcando receitas nos livros e nas estantes, guardo papéis e livros de culinária dentro de mim, alimento esta vontade de experimentar mais e mais receitas felizes, e sei que na cozinha vão sempre haver mais surpresas, por toda a minha vida.




Queques de Chocolate e Amendoim

2 ovos
1/2 chávena de manteiga de amendoim
1/2 chávena de mel
1/2 chávena de leite de amêndoas
1 chávena de farinha integral
1 colher (chá) de fermento
4 colheres (sopa) de cacau em pó
100 gr de pepitas de chocolate negro 70% cacau


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar e reservar uma forma de muffins (a massa dá para 12 unidades).
Numa taça bater muito bem os ovos com a manteiga de amendoim. Adicionar o mel e o leite e bater bem.
Noutra taça colocar os ingredientes secos, a farinha, fermento e cacau, misturar bem e transferir para a mistura dos ovos, em três vezes, envolvendo sempre com uma espátula.
Finalmente adicionar as pepitas de chocolate e envolver na massa, sem bater demasiado.
Distribuir a massa pelas formas e levar ao forno por uns 20 minutos ou até estarem cozidos (teste do palito). Desenformar e servir mornos ou frios.

Bom Apetite!



Cookies de Abóbora, Avelã e Tâmaras com Chocolate



Recebo muitas mensagens de leitores que me pedem ideias ou receitas sem glúten, outras vezes sem ovos, sem açúcar refinado, sem lactose ou vegan. Muitas vezes pego em receitas que nem tenho no blog e partilho, ou pesquiso na internet e livros, outras vezes pego nas receitas que publico e tento dar sugestões para partir delas e recriar outras, e acabo por aprender sempre alguma coisa no meio desta pesquisa. Encontro ingredientes novos e aprendo para que servem e como usá-los, encontro novas receitas, e arranjo desculpas para ligar o forno e fazer mais uns bolinhos e delícias.
Aprendemos muito ao pegar num bocadinho do nosso tempo e em partilhá-lo com alguém que nos pede ajuda ou ideias. Eu aprendi já muita coisa com os meus leitores, para além de receber também muito carinho e histórias. É sempre gratificante. Afinal de contas, a partilha é mesmo o mais importante.

As cookies de hoje não têm ovos, não têm açúcar, não têm glúten, não têm lactose. E são uma delícia. Pode parecer quase impossível não é? Encontrei-as num livro lindo, daqueles que me fazem sorrir de uma ponta à outra, e parecem-se mais com histórias contadas à mesa do que simples receitas impressas em papel. É o "My Family Table" da Eleanor Ozich, do Petite Kitchen que adoro. É daqueles livros para todos, para a família, com receitas de conforto e rústicas, saudáveis e saborosas.
Mas vamos à bolachinhas, que são das minhas coisas favoritas de fazer por esta altura do ano, com o frio e o forno ligado. Estas cookies são deliciosas, e com salpicos de chocolate ficam ainda mais catitas e gulosas, não se pode pedir muito mais. Cheias de coisas boas numa dentada.
A minha cobertura simples de chocolate negro com 70% cacau pode ter vestígios de glúten e lactose e o chocolate tem também açúcar, mas as bolachinhas em si não. Deixo-vos também a receita do molho de chocolate original no livro, para poderem fazer a versão completa e "free" de quase tudo. 






Cookies de Abóbora, Avelã e Tâmaras (com molho de chocolate)
(do livro My Family Table, de Eleanor Ozich)

220 gr de avelãs trituradas
1 colher (chá) de canela em pó
160 gr de tâmaras sem caroço
125 gr de puré de abóbora
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de vinagre de sidra de maçã

Cobertura de Chocolate (fiz esta):
50 gr de chocolate negro 70%

Molho de Chocolate alternativo (sem glúten, sem lactose, sem açúcar refinado):
1/4 chávena de óleo de coco
2 colheres (sopa) de mel
2 colheres (sopa) de cacau cru


Preparação

Colocar todos os ingredientes das bolachas num processador de alimentos e triturar, até a massa começar a formar-se. Pode ser necessário parar algumas vezes e raspar as laterais. 
Quando a massa estiver quase homogénea, formar bolinhas de massa com as mãos, e colocar num tabuleiro com papel vegetal antiaderente. Pressionar cada bolinha para ficar achatada num formato de bolacha.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, e deixar assar por 12-20 minutos, dependendo de cada forno e da espessura da bolacha. Cuidado para não deixar a parte de baixo queimar.
Retirar do forno e deixar as bolachas a arrefecer numa rede.
Preparar a cobertura, derretendo o chocolate negro (banho-maria ou microondas) e com uma colher fazer salpicos ou riscos com ele, sobre as bolachas (em cima de uma rede ou de papel vegetal). Deixar o chocolate solidificar e servir.
Para o molho de chocolate alternativo, derreter o óleo de coco com o mel, adicionar o cacau e mexer até ficar homogéneo. Retirar do lume e deixar arrefecer e engrossar ligeiramente antes de fazer os salpicos sobre as bolachas, e levar ao frio por 20 minutos (versão não testada).
As bolachas aguentam 2-3 dias fechadas num frasco e no frio (eu deixei fora do frio e comi em dois dias, mas são melhores comidas no próprio dia).

Bom Apetite!






Coolers de Fruta e Água de Coco



Para refrescar. Em dias mais quentes que ainda estão por vir. Assim o espero, como pelo descanso das férias. Os últimos dias mais cinzentos e frescos até pediam mais forno ligado e aventuras por bolos e bolachinhas, mas não posso deixar passar o Agosto sem uns coolers de fruta. A ver se chamo um Verão mais quente, mais dias de sol, que pedem algo assim na mão, para nos refrescarmos dos dias quentes e abafados. O sol pelo menos já espreita hoje e a vontade de saborear um geladinho, essa nunca falta.

Estes coolers nem são bem uma receita, são mais uma sugestão para comer fruta de forma fresca e para comer também com os olhos. São tão giros e coloridos! A ideia veio do ebook "Kind Icecream for You" das meninas Virpi Mikkonen e Tuulia Talvio, que é como uma carta de amor aos gelados. Bem recheado de gelados caseiros e saudáveis, sem lactose, sem glúten e sem açúcar refinado. Para intervalar aqui no blog e em casa, com receitas e gelados mais pecaminosos. Um mimo para comer a qualquer dia da semana. Que venha é o calor! 






Coolers de Fruta e Água de Coco
(receita do 'Kind Icecream for You', de Virpi M. e Tuulia T.)

1/2 chávena de morangos
1/2 chávena de mirtilos
1-2 kiwis
1 e 1/2 chávena de água de coco


Preparação

Descascar os kiwis e cortar em rodelas ou pedaços. Cortar os morangos depois de bem lavados, em fatias ou metades. 
Colocar as frutas alternadas em camadas nos moldes de gelado. Encher cada uma com água de coco.
Colocar os pauzinhos e levar ao congelador até ficarem firmes.
Na altura de servir, mergulhar as formas em água quente por segundos, para retirar mais facilmente.

Bom Apetite!



Creme de Chia e Mirtilos


Manhãs de Verão. Sempre inspiradoras. Cheias de sol, grandes e luminosas. Com a fruta da época que abunda por toda a casa. Na fruteira, nas cestas, no frigorífico, nas árvores do pomar.
Manhãs que têm de começar com fruta fresca. Para refrescar e pintar os dias.
Os pequenos-almoços ganham mais vida, mais cor. Há mais por onde escolher, por onde variar. 
Os smoothies frescos, as papas de cereais, o iogurte com granola, os muffins, as compotas, tudo sabe melhor com fruta da estação. E eu adoro esta altura do ano que tanta coisa boa nos dá.

Se há uns anos as minhas manhãs na cozinha eram demasiado monótonas, e mesmo de Inverno essa tendência continua um pouco (com torradinhas e cevada, ou papas de aveia e canela), hoje em dia não há escape às boas ideias que sabem ainda melhor.
Até gelados de fruta se comem, pela manhã. Basta ter bananas congeladas e é uma festa juntar-lhes frutos vermelhos, e tantas outras coisas boas. Os cremes e mousses de chia foram uma surpresa boa nestes últimos dois anos, e volta e meia sai um copinho para ajudar a saborear o dia de forma mais saudável, mas cheia de sabor. 
Com mirtilos frescos nacionais que adoro, e me foram oferecidos, só podiam sair estes copinhos para começar o dia cheia de energia. Maravilha.





Creme de Chia e Mirtilos

(para 2 px)
1 chávena de leite vegetal
3 colheres (sopa) de sementes de chia
125 gr de mirtilos
1 colher (sopa) de mel
mirtilos frescos q.b.
flocos de coco q.b.
mel ou agave q.b.


Preparação

Num tachinho colocar os mirtilos e a colher de sopa de mel e levar ao lume até os frutos começarem a amolecer e libertar os sucos (uns 5 minutos). Reservar no frio.
Numa taça misturar o leite com a chia e deixar entre 1-2h a repousar no frio para gelificar (pode ficar durante a noite).
Colocar a mistura da chia e dos mirtilos num liquidificador e bater muito bem até obter um creme.
Verificar a doçura e se necessário ajustar, adicionando mel ou agave a gosto.
Servir bem fresco, com mirtilos e coco.
Nota: poderá saltar o passo de derreter os mirtilos ao lume, adicionando os frutos inteiros ao creme de chia no liquidificador, mas obterá uma cor menos roxa. E podem usar mirtilos congelados.

Bom Apetite!



Gelados de Iogurte com Morango e Ruibarbo


Adoro gelados, sorvetes, sobremesas geladas. Assim que chega o calor, faço gelados caseiros, para ter à mão de refrescar. No Inverno também gosto muito de comer um geladinho, mas com menos frequência, e prefiro os sabores mais quentes como os frutos secos, chocolate, caramelo e clássicos como a baunilha. Num dia frio, uma bolinha de gelado com um fio de chocolate negro derretido, granola ou amendoins crocantes consegue arrancar sorrisos aos gulosos da casa. Já no Verão que se aproxima, nos dias bem quentes, procuramos mais os sabores frescos da fruta.

Aproveitar a fruta da época e fazer gelados, coloridos. Se possível, que sejam menos calóricos, feitos com iogurte natural e adoçantes naturais como o mel e o maple syrup. Fazer sorvetes e granitas, e sentir aquele "brain freeze" que refresca. Tão bom!
Lembro-me quando era criança, só muito tarde provei um gelado de compra. O que eu costumava fazer era sumo de fruta e congelava com pauzinhos. Adorava sumo de laranja em forma de gelado, era divertido fazer e desenformar. E mais tarde lembro-me de também congelar iogurtes e servir gelados. 




Confesso que é um vício comer gelados. Adoro. E se há dias em que apetece um gelado feito a preceito, com ovos, natas, cremoso e pecaminoso, na maioria das vezes tentamos que sejam mais saudáveis. Menos calóricos, menos açúcares refinados, usando fruta da época ou congelada, mas nem por isso menos saborosos.
Um clássico que veio para ficar é sem dúvida o gelado de banana. Ter bananas bem maduras congeladas, e em poucos minutos temos um gelado delicioso e saudável para comer. Juntem-lhes outras frutas, cacau, canela e até ao pequeno-almoço podemos comer um geladinho!
Depois temos os 'frozen yogurt' e os gelados de pauzinho como este, com camadas de iogurte natural, morangos e ruibarbo numa compota ligeira. Bem leves e frescos. 
A receita de hoje enquadra-se na Semana da Obesidade Infantil, que decorre no blog Palavras que enchem a barriga. Uma proposta de um doce mais saudável para as crianças. Apelativo nas cores, gelado fresquinho, delicioso e sem culpas.




Gelados de Iogurte com Morango e Ruibarbo

1 e 1/2 cháv de morangos cortados
1 e 1/2 cháv de ruibarbo fatiado
sumo de 1/2 limão
2 colheres (sopa) de mel
250 ml de iogurte natural
1 colher (sopa) de maple syrup


Preparação

Colocar os morangos cortados em pedaços e o ruibarbo fatiado numa panelinha e levar ao lume com o sumo de limão e o mel. Deixar ferver em lume brando, mexendo de vez em quando, durante uns 15 minutos ou até amolecer e ficar em compota ligeira. Triturar com a varinha mágica ou no liquidificador e reservar no frio até arrefecer completamente.
Misturar o iogurte com o maple e fazer camadas alternadas da mistura vermelha com a de iogurte até quase encher as forminhas. Fechar e colocar o pauzinho. 
Levar ao congelador por uma horas até solidificar. E retirar do frio uns 10-15 minutos antes de desenformar e saborear.

Nota: se não tiverem ruibarbo ou não encontrarem, podem sempre usar a mesma quantidade em mais morangos ou outra fruta a gosto. Cuidado com as folhas de ruibarbo que são tóxicas, caso o plantem em casa, e as crianças vos ajudem na preparação da receita. Para os que têm dúvidas se as crianças muito pequenas podem comer ruibarbo, devido aos oxalatos, pelas informações que li e com alguns ingleses que falei, não há qualquer problema, desde que não seja em doses exageradas e que seja cozinhado.

Bom Apetite!






Tagine de Batata, Funcho e Ervilhas


No mês de Abril aproveitei uns dias livres para rumar ao Alentejo. Uns dias de descanso naquela zona a que quero sempre voltar. Onde carrego energias. Onde me sinto sempre em casa. E a paisagem se estende para além da vista, até ao coração.
A costa vicentina é um paraíso. Sem fim. Onde encontramos sempre novos e antigos tesouros, à beira do mar. E onde me perco na gastronomia local.
Desta vez fui conhecer um sítio bem especial em Vila Nova de Milfontes. A Casa da Árvore.

A Casa da Árvore é o sítio perfeito para nos sentirmos em casa, fora de casa. Um bed & breakfast acolhedor, onde se respiram coisas boas. Onde o tempo passa devagar e sabe tão bem ali ficar.
A Teresa e o André, e a mãe Leonor receberam-nos tão bem. De facto senti-me logo em casa.
O pátio com a árvore enorme é a alma da casa. Que vê as estações passar. E ali se descansa na rede, se convive à mesa, se conversa à sombra da árvore. 
Um lugar mesmo especial. No nosso Alentejo.


























É no pátio, à sombra da árvore que se serve o pequeno-almoço. Com calma, com os sabores do Alentejo, com produtos frescos e personalizado. 
Pão alentejano num cesto, um sumo de fruta da época, um queijinho alentejano e uma compota de ananás e hortelã (tão boa!) são motivos para sorrir logo pela manhã e começar bem o dia.
O cuidado e o carinho é colocado em cada tacinha de loiça antiga, e servido à mesa.
Eu por mim ficava horas por ali, a saborear a calma e a boa disposição, as conversas na árvore.
A ler um livro na sala, onde à noite ainda se acende a lareira. A comer uma fatia de bolo e a beber um chá.


Foi inspirada num delicioso jantar que partilhamos com a Teresa e o André na Casa da Árvore, que preparei a receita de hoje. Uma tagine ao estilo de Marrocos. Saboreada em nossa casa.
No Alentejo eles prepararam uma tagine fabulosa com vaca, batata doce e ameixa. Imaginam o cheirinho que se espalhou pela Casa? As especiarias, o chá de menta e a música de fundo fizeram-nos viajar de novo. Por entre risadas e boas conversas.
A tagine que aqui apresento é uma receita deste livro fabuloso, com ingredientes da estação, com as batatinhas novas da minha vizinha Leonor e com as ervilhas e as ervas aromáticas da horta. 
Não esquecer de servir com amêndoa torrada, é o toque especial da Teresa e que vou manter.
Obrigado por tudo 'A Casa da Árvore'. Adorei. Até breve!




Tagine de Batata, Funcho e Ervilhas
(do livro "A Month in Marrakesh", de A. Harris e D. Loftus)

2 colheres (sopa) de azeite
400-500 gr de batatinhas novas bem limpas
1 cebola média picada
4 dentes de alho fatiados
2 talos de aipo fatiados
1 bolbo de funcho fatiado
1 colher (chá) de gengibre em pó Margão
1 colher (chá) de coentros em pó Margão
sal e pimenta q.b.
250 gr de ervilhas
1 colher (sopa) de hortelã fresca picada
1 colher (sopa) de coentros frescos picados

para servir:
couscous simples
amêndoa tostada q.b.
coentros picados q.b.
azeite q.b.
sumo de 1/2 limão


Preparação

Colocar o azeite numa caçarola ou numa tagine e aquecer. Adicionar as batatas, o alho e a cebola e cozinhar por 2-3 minutos. Adicionar depois o aipo, o funcho e cozinhar por 2-3 minutos.
Juntar o gengibre, coentros, sal e pimenta a gosto e as ervilhas. Colocar água suficiente para cobrir a mistura. Deixar levantar fervura, depois baixar o lume e tapar a tagine, deixando cozinhar por uns 15 minutos ou até as batatinhas e legumes estarem tenros.
Adicionar as ervas frescas picadas e destapar a tagine, deixando cozinhar por mais 10 minutos ou até o molho reduzir e ficar mais espesso, e mexendo com frequência.
Apagar o lume, e juntar o sumo de meio limão.
Servir regado com azeite, salpicar com coentros picados e amêndoas tostadas, e acompanhar com um couscous simples.

Bom Apetite!