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Risotto de Peru com Grelos



Do pouco se faz muito. E das sobras de comida faz-se sempre muito mais. Há sempre pratos novos à mesa com o que fica da refeição passada. Reaproveitar, reciclar e não desperdiçar.
Desde pequena que aprendi que não se deita comida fora. Vi sempre os meus avós e pais a guardarem as sobras do que se cozinhava para comer depois, e até muito do que não se aproveitava para o prato em si, como cascas e talos de legumes ou fruta iam para as galinhas e porcos.
Sempre vi em casa, na horta, no quintal e na nossa cozinha, um equilíbrio perfeito. O que cresce na terra sem produtos químicos, as galinhas do campo com ovos felizes, o sabor dos alimentos de cada estação, o ver crescer algo que se planta, o amadurecer da fruta na árvore a seu tempo, o valorizar o que vem da terra e levamos à mesa, o não desperdiçar nada na cozinha, e os pratos de conforto que acompanham cada dia e cada época.

No natal a nossa mesa é farta, em comida e alegria. E mesmo dizendo todos os anos que vamos fazer menos, acaba sempre por haver imensas sobras. Mas nada se perde, tudo se transforma à mesa. É esse o lema, nada de desperdícios. 
É o caso do peru de natal, que sobra sempre. Congela-se para mais tarde dar-lhe uma nova vida. Como nesta receita. Um risotto bem simples, que ganha um ar de prato novo. Ao peru juntam-se grelos já cozidos, que nesta altura do ano abundam, e fazemos sempre a mais para depois saltear com alho e azeite ou para um esparregado. Ou neste caso para um risotto. Um prato cheio de conforto para estes dias de inverno. 
Esta receita faz parte de um artigo que desenvolvi para a edição de Janeiro da revista Máxima, onde podem encontrar mais duas boas ideias do que fazer ao peru que ainda tenham no congelador. São receitas simples e económicas, sem desperdícios. Espero que gostem e aproveitem bem as vossas sobras.





Risotto de Peru com Grelos

1 fio de azeite
1 dente de alho picado
1/2 cebola picada
1 chávena de arroz para risotto
1/3 chávena de vinho branco
1,5lt de caldo de legumes
2 chávenas de peru assado desfiado
1 chávena de grelos cozidos picados grosseiramente
parmesão ralado q.b.


Preparação 

Colocar o caldo de legumes ao lume, mantendo bem quente durante a preparação do risotto.
Num tacho aquecer um fio de azeite com o alho e cebola picada até esta ficar mole e translúcida.
Adicionar o arroz e mexer bem, durante uns dois minutos. Juntar depois o vinho branco, mexendo sempre, até o líquido evaporar. 
Em seguida começar a adicionar o caldo de legumes, concha a concha, só a quantidade necessária para cobrir o arroz. Ir sempre mexendo até o arroz absorver o caldo. Adicionar mais caldo à medida que for necessário, sempre a mexer o arroz. Quando estiver quase cozido juntar o peru e os grelos e deixar cozinhar por mais dois minutos.
Retirar do lume e juntar queijo parmesão ralado a gosto, envolvendo suavemente.
Servir imediatamente, com mais queijo ralado.


Nota 1: não coloco sal na receita, porque a carne acaba por lhe dar sabor e tempero, assim como o caldo e o queijo parmesão.
Nota 2: aproveitem outras sobras de legumes e adicionem ao risotto, e podem também usar a ideia da receita para sobras de frango assado ou enchidos.
Nota 3: no final da preparação do risotto podem adicionar uma colher de chá de manteiga ao mesmo tempo que o queijo parmesão, envolvendo no arroz, tornando ainda mais cremoso.
Nota 4: para fazer um caldo de legumes caseiro eu junto numa panela bastante água, uma cenoura grande cortada e a sua rama, uma cebola cortada, um talo de alho francês cortado, alguns grãos de sementes de coentro, mostarda e pimenta, uma folha de louro e algumas ervas aromáticas (salsa, tomilho) e deixo ferver pelo menos meia hora a uma hora. Depois coar e está pronto a usar. Também o podem congelar.

Bom Apetite!






Risotto Primaveril de Ervilhas



Risotto. Palavra linda. Soa tão bem quanto me sabe aos sentidos. De facto a cremosidade e a textura deste prato envolvem todos os meus sentidos, e é das coisas que mais prazer me dá preparar, como prato principal, e de preferência vegetariano. Vamos mexendo com a colher de pau, devagar, devagarinho, ao ritmo de uma música que nos embala. O cheiro pede para provar, o queijo parmesão ou da ilha rala-se com generosidade e a colher não pára. Só na mesa.

Ao ritmo da estação, fazem-se risottos com gosto a ervilhas, favas e com o que de bom vem da terra. Descascam-se umas ervilhas frescas acabadas de apanhar, caldo ao lume a fervilhar e a vontade de entrar na dança do risotto. É um instante, até o prato ficar colorido de verde e de flores. As flores do cebolinho que inundam os canteiros e os vasos. Primavera à mesa num prato de conforto.
Queijo a postos, e bom apetite.






Risotto Primaveril de Ervilhas

Para o puré de ervilhas frescas:
1 colher (sopa) de manteiga
150 gr de ervilhas frescas
pitada de sal
150 ml de água

Para o risotto:
1/2 cebola picada
1 dente de alho picado
azeite q.b.
1 chávena de arroz para risotto
1/4 chávena de vinho branco
700-900 ml de caldo de legumes com coentros frescos
3/4 chávena de ervilhas frescas
sumo de meio limão
45 gr de parmesão ralado

Para servir:
parmesão ralado a gosto
flores de cebolinho q.b.
cebolinho picado q.b.


Preparação

Começar por preparar o puré de ervilhas, colocando a manteiga e as ervilhas num tachinho e deixando saltear uns 5 minutos. Adicionar uma pitada de sal, a água e deixar cozinhar em lume brando por 5-10 minutos até as ervilhas ficarem ligeiramente tenras. Triturar tudo com a varinha mágica ou num liquidificador e reservar o puré.
Aquecer o caldo de legumes (que pode ser caseiro ou de compra, e adicionar a ele um ramo de coentros frescos para aromatizar), e manter bem quente durante a preparação do risotto.
Num tacho colocar um fio de azeite generoso, e a cebola e o alho picados, levando ao lume e mexendo até a cebola ficar tenra e translúcida.
Adicionar o arroz e mexer durante uns 2 minutos. Refrescar com o vinho, deixando ferver e que o álcool se evapore e o líquido quase desapareça.
Aos poucos ir juntando conchas de caldo a ferver, e ir mexendo até o caldo desaparecer. Juntar mais caldo à medida que o arroz vai cozendo e o caldo é absorvido.
A meio da cozedura juntar as ervilhas frescas, deixando cozer.
Assim que o risotto estiver cozido, juntar o puré de ervilhas reservado e mexer muito bem. Adicionar o sumo de limão e o parmesão, apagar o lume e envolver. 
Por norma não adiciono sal, o caldo e o parmesão temperam na perfeição, mas ajustem ao vosso gosto com sal e pimenta se necessário.
Servir o risotto de imediato, com flores de cebolinho, cebolinho picado e parmesão a gosto.

Bom Apetite!




Risotto de Cogumelos Secos





Adoro risotto. Desde a primeira vez que fiz, foi amor à primeira garfada ou colherada (às vezes sabe mesmo bem comer com uma colher). Ou melhor, foi amor logo ao começar a preparar a refeição.
Os ingredientes escolhidos, a paciência e o carinho envolvido na preparação do risotto, sempre ao lume a mexer com a colher de pau, o cheirinho que se espalha enquanto fica quase no ponto, o queijo parmesão no final que lhe dá aquele toque fantástico, ralar mais um pouco de queijo ao servir (parmesão nunca é demais). E a primeira garfada. Cremoso e envolvente. O verdadeiro prato de conforto nestes dias. 
Este risotto de hoje é inspirado no que fiz no curso do Jamie Oliver, no Recipease em Londres. Adorei o curso. E o parmesão! Era fabuloso. Que saudades daquele dia.
Coloquei os cogumelos secos (vindos do Martim Moniz pelas mãos da Marmita querida) em água, fui lá fora apanhar tomilho fresco e fui buscar o parmesão. Mãos à obra, que vai sair um risotto à la Jamie.





Risotto de Cogumelos Secos

35 gr cogumelos secos
caldo de legumes q.b.
azeite q.b.
1/2 cebola picada
1 dente de alho picado
4 talos de aipo picados
1 chávena de arroz arborio
1/4 chávena de vinho branco
1 colher (chá) de manteiga
parmesão ralado q.b.
tomilho fresco q.b.


Preparação

Antes de preparar o risotto, colocar os cogumelos de molho em água quente, por uns 30 minutos.
Colocar o caldo de legumes ao lume, mantendo bem quente durante a preparação do risotto.
Escorrer a água aos cogumelos, reservando 1 chávena dela (e mantendo-a quente).
Num outro tacho colocar um fio de azeite, a cebola, alho e aipo e deixar refogar ligeiramente.
Em seguida colocar o arroz e envolver bem, mexendo sempre, até se notar que os bagos ficam ligeiramente translúcidos nas pontas. Nessa altura colocar o vinho branco e deixar ferver até evaporar todo o líquido.
Juntar duas conchas de caldo de legumes ao arroz, só a quantidade necessária para cobrir o arroz, e ir sempre mexendo até o arroz absorver o caldo. Juntar mais caldo à medida que o arroz vai cozendo e só quando o último caldo foi completamente absorvido.
A meio da cozedura, juntar os cogumelos e a água reservada deles, continuando a mexer.
Assim que o risotto estiver cozido (pode ser al dente ou ligeiramente mais cozido que é como eu prefiro), apagar o lume e adicionar a manteiga e o parmesão a gosto, envolvendo suavemente.
Servir imediatamente, enfeitado com tomilho fresco, com mais parmesão ralado e um fio de azeite.

Bom Apetite!


 



Risotto de couve-flor, batata-doce e açaflor






Mais um tesouro na minha cozinha. Uns pózinhos para pintar as receitas. Com um pequeno toque de magia.
Antes do Natal tive outra surpresa, vinda dos Açores com carinho. Este frasquinho de açaflor. Oferecido gentilmente pela querida Ilídia, que o cultivou e colheu. Um pedaço de outros lugares, um frasquinho que traz nele cheiros e amizade e descoberta. E eu adoro novos ingredientes!
O açaflor era desconhecido até o ver no blog da Ilídia, o Acre e Doce. O açaflor também chamado de açafroa ou falso açafrão pode ser substituído por açafrão normal. É produzido de flores, que depois de secas ao sol são trituradas e resultam nestes pequenos fios avermelhados. Uma preciosidade dos Açores.
A escolha para experimentar estes pózinhos recaiu num risotto leve. Ao falar com a Ilídia sobre isso ela disse-me que era mesmo o que tinha pensado para mim, um risotto com açaflor.
Parti assim à descoberta, com uma pitada de açaflor, de um risotto bem amarelinho, que me avivou de cor o dia e reconfortou. Obrigado Ilídia! Adorei conhecer o açaflor.
E este risotto vegetariano é bom em qualquer dia, mas como hoje é segunda-feira...Happy Meatless Monday!











Risotto de Couve-flor, Batata-doce e Açaflor

1 batata-doce média (polpa branca)
1 couve-flor pequena
tomilho fresco q.b.
alecrim fresco q.b.
sal q.b.
fio de azeite

1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 colher (chá) de açaflor
3 colheres (sopa) de azeite
1 chávena de arroz para risotto
1/4 chávena de vinho branco
caldo de legumes q.b.
3 colheres (sopa) queijo da ilha ralado


Preparação

Colocar a batata-doce em rodelas e a couve-flor em pedacinhos num tabuleiro com papel vegetal. Salpicar com um pouco de sal, as ervas aromáticas a gosto e um fio de azeite. Levar ao forno a 200ºC até assar e ficar tenro.
Começar a preparar o risotto, colocando a cebola e os alhos picados num tacho, com o azeite e o açaflor, mexendo ocasionalmente. Noutro tacho manter o caldo de legumes a ferver em lume brando.
Quando a cebola estiver translúcida adicionar o arroz e mexer, deixando-o envolver bem o açaflor. 
Juntar o vinho branco e deixar cozinhar até o álcool se evaporar. Juntar 2 conchas de caldo e ir mexendo o arroz enquanto coze e embebe o caldo. Adicionar caldo à medida que for necessário, sem parar de mexer o arroz.
Entretanto retirar os vegetais do forno e reservar metade da couve-flor. Triturar a restante e a batata-doce em puré. Este puré é adicionado ao risotto quando estiver praticamente cozido. Envolver bem, deixando cozinhar por mais 2 minutos. Adicionar os raminhos de couve-flor reservados. No final da cozedura, apagar o lume e juntar o queijo da ilha ralado na hora, envolvendo suavemente.
Servir imediatamente polvilhado com mais queijo se assim o desejar e tomilho fresco.

Bom Apetite!








Um risotto e um convite para jantar






Viajar é tão bom e enriquecedor. Mesmo que seja através de um prato de comida. Sabores que nos levam a outras paragens e cheiros de outros lugares. Saboreá-los numa garfada.
Ao ver o tema da 9ª edição do Convidei para Jantar... lançado pela querida Marmita, não pude deixar de pensar nisso. Uma cidade/país que nos toque o coração. Onde já fomos ou sonhamos ser felizes. E gostamos da sua gastronomia.
Pensei imediatamente em Barcelona, que me acolheu tão bem por alguns meses e que já falei aqui. Lembrei-me de Praga, uma das capitais mais lindas, que adorei conhecer. Pensei na Suécia e nos lagos cristalinos de águas frias onde remei numa canoa, rodeados de bosques. Pensei nos Açores, uma beleza aqui tão perto. A minha própria Figueira seria tão bem recebida.
Mas outra vontade veio ao de cima. O desejo de ir em busca de novos lugares. O conhecer o que ainda não se conhece. O criar novas memórias e retalhos do longe.






Abro a janela da villa italiana e recebo a minha convidada, a Toscana. Onde me vejo sentada num alpendre laranja, cheio de flores e sossego. Imagino-me numa colina suave, e partir de bicicleta contemplando o verde e as vinhas. Um passeio de Primavera que acentua os sentidos. 
Mais tarde um passeio até Florença, cidade que me seduz, pelas artes e arquitectura. Uma paragem para pizza caseira e gelado tradicional. Saborear Itália. Passear o olhar pela cidade e pelos museus, pelas obras de Boticcelli, Miguel Ângelo, Donatello e tantos outros. Enriquecer ao ver cada templo, cada cúpula, cada capela, na cidade das artes. Um tesouro toscano.
Mais tarde regresso à villa e preparo o jantar. Um risotto de abóbora, castanha e salva. E convido-a a sentar. Sirvo um copo de vinho da região, e o aconchego do risotto depois de um dia de passeio, convida a relaxar.
"É na Toscana, após um crepúsculo de tantos séculos que o sol da Beleza dealba em toda a claridade e freme ardências e delírios de zénite: ali se descobre novamente o Homem e a Vida, isto é, o que há de formosa realidade, de variedade e graça em toda a Natureza."






Risotto de Abóbora, Castanha e Salva
(inspirado nesta receita do Jamie Oliver)

1/2 abóbora manteiga
coentros em pó q.b.
75-100 gr de castanhas cozidas
2 colheres (sopa) de sementes de abóbora
folhas de salva fresca q.b.
azeite e sal q.b.
1/2 cebola picada
1 dente de alho
1 chávena de arroz para risotto
1/4 chávena de vinho branco
caldo de legumes q.b.
3 colheres (sopa) de parmesão ralado


Preparação

Cortar a abóbora em fatias, colocar num tabuleiro, temperar com coentros em pó e um fio de azeite e levar ao forno uns 30 minutos.
Começar a preparar o risotto passado uns 15 minutos. Preparar o caldo de legumes e mantê-lo a ferver em lume brando durante o processo. Numa outra panela colocar 2 colheres de sopa de azeite e a cebola e alho picados, deixando refogar até ficar translúcida. Adicionar o arroz e deixar fritar um pouco. Juntar o vinho branco e deixar cozinhar até o álcool se evaporar. Juntar 2 conchas de caldo e ir mexendo o arroz enquanto coze e embebe o caldo. Adicionar caldo à medida que for necessário, sem parar de mexer o arroz.
Entretanto, retirar a abóbora do forno, juntar as sementes, as castanhas, as folhas de salva e um fio de azeite e sal por cima, e levar mais 5 minutos ao forno. Retirar do forno, escolhendo só a abóbora e esmagando em puré. Cortar as castanhas em pedaços e reservar as folhas de salva e as sementes à parte.
Quando o risotto estiver quase cozido juntar a abóbora esmagada e as castanhas, envolvendo bem. No final da cozedura, apagar o lume e juntar o parmesão envolvendo suavemente. Servir imediatamente polvilhado com as sementes e as folhas de salva assadas.

Bom Apetite!










Risotto de Cenoura e sua Rama




A horta. Sempre a horta. O nosso sustento e a partilha.
Em época de dificuldades económicas e de equilíbrio de contas, sinto-me protegida pela minha horta. Sinto uma segurança por ter este terreno. Onde podemos cultivar o nosso alimento. De uma forma sustentável, biológica e de partilha.
Os alhos e as cebolas vão ser colhidos e as primeiras courgettes já se mostram, primeiro timidamente e de repente surgem dezenas espalhadas na terra.
As cenouras também já foram colhidas, lindas e grandes. Com uma rama verde, viçosa e exuberante. Parece um desperdício não a aproveitar. Normalmente a sua rama é rejeitada, mas não foi o caso desta vez. É certo que não é uma ideia original cozinhar com a rama de cenoura, mas por aqui é. Tantas vezes que já foi desperdiçada.
Uma alimentação mais sustentável, ecológica, nutritiva e sem desperdícios. Cada vez mais deve ser o nosso lema. E por vezes temos de encarar certos alimentos, cascas, talos e folhas de outra forma. E usar a criatividade para cozinhá-los. Estão cheios de sabor.
Este risotto surgiu ao ler um livro novo que veio parar à minha estante. Um livro sobre reaproveitamento de alimentos. Com receitas saudáveis, nutritivas e económicas. 
E um risotto sabe sempre tão bem, conforta-nos nestes dias mais cinzentos que teimam em afastar a Primavera e o Verão. Experimentem. 









Risotto de Cenoura e sua Rama
(adaptada do livro "Cascas, Talos, Folhas e outros Tesouros Nutricionais", de Alexandre Fernandes)

2 colheres (sopa) de azeite
1 dente de alho picado
1/2 cebola picada
1 chávena de cogumelos frescos laminados
1 chávena de arroz para risotto
2 cenouras pequenas
1 chávena de ramas de cenoura picadas
caldo de legumes q.b.
sal q.b.
2 colheres (sopa) de parmesão ralado


Preparação

Lavar bem as cenouras, cortar às rodelas e cozer. Depois de cozidas, reduzir a puré e reservar.
Preparar o caldo de legumes e mantê-lo a ferver no mínimo.
Num tacho colocar o azeite, o alho e a cebola e deixar alourar ligeiramente. Adicionar os cogumelos e as ramas de cenoura bem lavadas e picadas, deixando cozinhar uns 2 minutos. Juntar então o arroz e mexer sempre durante uns 2 minutos. Adicionar o puré de cenoura e envolver.
Em seguida ir adicionando o caldo de legumes bem quente e mexer sempre, até o arroz ir absorvendo o caldo e cozendo. Adicionar caldo à medida que for necessário, sempre a mexer o arroz.
Quando o arroz estiver cozido, retirar do lume e adicionar o queijo, envolvendo suavemente e servir de imediato.

Bom Apetite!
 







Convidei para jantar... Sofia Coppola


A 4ª edição do projecto criado pela Ana, "Convidei para jantar..." está aí. Desta vez em casa da Pammy, que nos surpreendeu escolhendo o tema de Realizadores de cinema
Um tema bem escolhido, eu adoro cinema e tenho imensos realizadores que admiro e gostaria de convidar a partilhar comigo um jantar.
Mas a tarefa revelou-se complicada. Quem escolher?





O Tim Burton foi convidado pela anfitriã. Um favorito sem dúvida.
Tentei entrar em contacto com o Woody Allen, mas ele disse-me que andava muito ocupado a responder a todos os convites para jantar dos entrevistados do inquérito da revista Pública.
Estava complicado...
Lembrei-me do tão enigmático David Lynch, mas soube que tinha ido aos Açores, a casa da Patrícia.
Tentei entrar em contacto com o Emir Kusturica, mas ele andava em concertos com a sua banda e seria impossível vir de tão longe.
O Almodóvar estava no meio de uma tempestade criativa e não podia ser incomodado.


E eu sem convidado...
Calma, pensei. E se fosse antes uma realizadora? 
Lembrei-me imediatamente da Sofia Coppola, a filha do grande Francis Ford Coppola, e que realizou um dos meus filmes favoritos, o Lost in Translation, que lhe valeu uma nomeação para melhor realizadora.
Ela aceitou o convite e chegou num dia ao fim da tarde. Cansada da viagem, aproveitou para descansar um pouco no jardim, na espreguiçadeira, enquanto eu lhe servi uma limonada acabada de fazer, fresca e com hortelã.
Mais tarde foi ter comigo à cozinha. Eu disse que o risotto que iria preparar tinha de ser feito na hora e ela concordou. Servi uma sangria de champanhe com framboesas enquanto eu ia adiantando tudo e falávamos.
Falámos dos seus filmes sobretudo. Da sua carreira de actriz, do seu pai, da sua vida. Contou-me alguns segredos bem peculiares.
Contou-me como foi trabalhar com o fantástico Bill Murray no Lost in Translation, e eu disse-lhe que para além de adorar o filme, tinha gostado imenso da banda sonora.
A conversa partiu daí também para a banda sonora do seu outro filme, o drama The Virgin Suicides. O filme que me apresentou a Sofia como realizadora.
Não podíamos deixar de passar pelo sedutor e extravagante Marie Antoinette e pelo último Somewhere, enquanto dávamos a primeira garfada no risotto. Ela gostou e repetiu. Foi bebendo e deixou-se levar pela conversa animada sobre as estrelas do cinema.







Risotto Selvagem de Legumes
(adaptado do livro "As Voluptuosas Receitas de Miss Dahl", de Sophie Dahl)

1 chávena de arroz selvagem (de mistura)
caldo de legumes q.b.
1/2 chávena vinho branco
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola
1 dente de alho
1 alho-francês
1 courgette ralada grosseiramente com casca
1 cenoura ralada grosseiramente
100 gr cogumelos frescos laminados
2 colheres (sopa) de parmesão ralado
1 ramo de salsa e coentros picados
50gr de amêndoas laminadas


Preparação

Num tacho preparar o caldo de legumes e mantê-lo quente.
Num outro tacho grande, aquecer o azeite com a cebola picada, o alho picado e o alho-francês em rodelas, deixando estufar por uns 5 minutos.
Adicionar então a courgette ralada, a cenoura e os cogumelos, envolvendo.
Juntar o arroz e deixar fritar. Adicionar o vinho e mexer até se evaporar o álcool.
Quando a mistura estiver quase seca, ir juntando caldo de legumes. Mexer sempre o arroz e ir juntando caldo, até o arroz estar cozido e todo o caldo ser absorvido.
Apagar o lume e juntar o parmesão ralado na hora e envolver.
Polvilhar com a salsa e coentros e salpicar com as amêndoas.
Servir de imediato.

Bom Apetite!







Risotto Primaveril de Favas



Eu gosto imenso de favas. Mas nem sempre foi assim. Em pequena por mais que provasse não lhes ligava nenhuma, detestava até.
Em minha casa nunca houve o hábito de se fazer mais do que um prato caso alguém não gostasse do menu do dia. O lema sempre foi, se não gostas comes menos, numa tentativa de habituar a mais pequena a comer de tudo e não ser esquisita. Então, quando era um prato de favas... que desilusão.
Não sei exactamente quando foi o momento em que aprendi a gostar de favas. Algures na adolescência. E agora adoro! Incrível como mudam os nossos gostos ao longo dos anos. Gosto delas guisadas com ovos escalfados e coentros e em sopas. Acompanhadas de um belo pão tipo alentejano.
Todos os anos as plantamos no nosso quintal. Um belo faval, visitado diariamente nesta altura do ano, por nós e pelo meu gato, que aí se esconde e espia os pássaros. 
Uma sorte, o nosso cantinho de terra, onde podemos plantar e colher as nossas próprias favas, biológicas e tenrinhas. Prontas para a panela sem segredos e ilusões. A tradição manda fazer a primeira panela de favas guisadas com ovos escalfados e muitos coentros e folhas de alho, a nossa maneira favorita de as comer.
A época delas é pequena, tem de ser bem aproveitada. E este ano lembrei-me de fazer um risotto em jeito de chamar a Primavera até ao meu prato. Um risotto aliado do conforto, bem perfumado, e que foi elogiado e repetido. Quem não gostar de favas pode sempre trocar por ervilhas. Experimentem.




Risotto Primaveril de Favas

1/2 cebola
1 dente de alho
1 alho francês
3 colheres (sopa) de azeite
1 chávena de favas 
1 chávena de arroz para risotto
1/2 chávena de vinho branco
raspa de 1 limão
caldo de legumes q.b.
1 courgette pequena aos cubos
2 colheres (sopa) queijo da ilha ralado
coentros picados q.b.
folhas de alho picadas q.b.


Preparação

Num tacho preparar o caldo de legumes e manter em fervura.
Noutro tacho colocar o azeite, a cebola e alho picado e o alho francês em rodelas, levando ao lume brando até ficarem translúcidos. Nessa altura juntar as favas e refogar.
Adicionar o arroz sem lavar e envolver, deixando fritar um pouco. Juntar o vinho branco e a raspa de limão e mexer até o vinho evaporar e o arroz ficar com pouco líquido.
Em seguida ir adicionando o caldo de legumes bem quente e mexer sempre, até o arroz ir absorvendo o caldo e cozendo. Adicionar caldo à medida que for necessário, sempre a mexer o arroz.
A 5-10 minutos do final da cozedura adicionar a courgette em cubos e envolver.
Quando o arroz estiver cozido, retirar do lume e adicionar o queijo e os coentros e folhas de alho picados, a gosto. Envolver suavemente e servir de imediato.

Bom Apetite!



Risotto de Limão e Hortelã


Cozinhar é partilhar. Partilhar com os outros memórias e afectos. Veicular amor e carinho através de uma refeição e à volta de uma mesa, em boa companhia.
Já quando era pequena e li o livro "Como Água para Chocolate" de Laura Esquivel fiquei surpreendida com o facto de a comida produzida pela Tita veicular todo o seu amor e todas as suas emoções. Ela vivia em torno da cozinha, onde temperava amores e desamores, risos e choros. Uma celebração da vida.
Quando li no blog da Mané, que o risotto era um trabalho de amor, não podia ter concordado mais. Uma entrega a uma refeição, que é depois partilhada com quem mais gostamos, como que lhes dizendo "amo-te".
Uma sugestão bem aromática, do gato Mel, o lindo gato da Mané, que amanhã vai estar a celebrar a festa do seu blog. Um ano de partilhas de boas receitas e boa disposição, sempre com uma palavra amiga. 
Deixo-vos um risotto refrescante. Um raio de sol num dia chuvoso.


Risotto de Limão e Hortelã
(receita do blog O Bolo da Tia Rosa)

6 chávenas de água
sal q.b.
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picada
2 chávenas de arroz para risotto
1 chávena de vinho branco
2 colheres (sopa) sumo de limão
1 colheres (sopa) de raspa de limão
1 colher (sopa) de hortelã picada
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado


Preparação

Colocar a água ao lume com o sal e deixar ferver. Reservar tapado.
Num tacho colocar o azeite e a cebola picada e levar ao lume até a cebola ficar translúcida.
Adicionar o risotto e mexer bem até alourar.
Juntar o vinho branco e deixar ferver, mexendo sempre, até evaporar.
Misturar o sumo de limão, deixando absorver.
Adicionar aos pouco a água com sal, mexendo sempre e deixando a água ser absorvida e o risotto ficar cozido e cremoso. 
Apagar o lume e juntar o parmesão, envolvendo. Salpicar com a raspa de limão e a hortelã.
Servir de imediato.

Bom Apetite!



Risotto de Abóbora e Cogumelos


Os dias estão lindos e luminosos. O sol abraça-nos nas manhãs de frio e eu fico rendida à minha cidade. A Figueira brilha debaixo do sol e convida a ser explorada.
Junto ao rio, uma ida ao mercado. As frutas e os vegetais repousam em exposição. Uma caminhada com os barcos e as gaivotas em pano de fundo, sentindo o frio na ponta do nariz descoberta. Sabe bem. Aproveitar ao máximo a minha cidade e a sua luz.
Já à noite, o frio convida ao aconchego em casa, às refeições quentes e ao fogão ligado. Foi numa destas noites geladas que preparei este risotto, com uma abóbora manteiga do mercado, que nos reconfortou e aqueceu.


Risotto de Abóbora e Cogumelos

1 chávena de arroz carnaroli
1 chávena de abóbora manteiga em cubos
2 chávenas de cogumelos frescos
1/2 chávena vinho branco
1/2 cebola picada
2 colheres (sopa) azeite
caldo de legumes q.b.
1 colher (sopa) manteiga
3 colheres (sopa) parmesão ralado
tomilho fresco q.b.
lascas de parmesão q.b.


Preparação

Preparar o caldo de legumes e mantê-lo aquecido, durante a preparação do risotto (uma quantidade abundante).
Numa panela, juntar o azeite e a cebola picadinha e deixar refogar até esta ficar transparente. Nessa altura adicionar a abóbora em cubinhos e deixar cozinhar por 5 minutos.
Juntar depois o arroz sem lavar, e fritar um pouco. Adicionar o vinho branco e ir mexendo até o álcool se evaporar e o arroz ficar com pouco líquido.
Juntar então 2 conchas do caldo preparado e ir mexendo o arroz. Adicionar caldo à medida que for necessário, sempre a mexer o arroz.
A meio da cozedura do arroz, juntar os cogumelos partidos em quartos ou laminados e deixar cozinhar. Juntar mais caldo se necessário.
Apagar o lume e só depois juntar a manteiga em nozes e o parmesão ralado na hora. Envolver suavemente e salpicar com tomilho fresco e lascas de parmesão. Servir imediatamente.

Bom Apetite!