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Coroa de Massapão e Laranja Sanguínea // Marzipan and Blood Orange Loaf




E assim num instante, estamos na Páscoa. Ainda há pouco era Natal e a mesa estava cheia de doces, sonhos e cheiro a açúcar com canela no ar. Chega assim a altura de ter na mesa o meu toucinho do céu, o pão-de-ló, o pudim de ovos da minha mãe, as tradicionais amêndoas e os ovos de chocolate e os folares! Adoro tanto folares, massas lêvedas doces e coroas de brioche e afins. Enquanto vou pensando em qual dos folares coloca na mesa no domingo de Páscoa, vou experimentando receitas como esta que vos trago.

Esta coroa de massapão e laranja sanguínea é uma receita da Aimee, e como sabem eu adoro as receitas da Aimee. Saem sempre bem e são deliciosas, e as fotografias dela inspiram-me sempre a querer fazer mais. No cabaz biológico da Dona Rosa vieram há uns dias atrás umas laranjas sanguíneas lindas, pequeninas e tão doces e saborosas. Não havia dúvida que para além de uns sumos naturais teria de as usar numa receita. Foi quando me lembrei desta receita da Aimee, com a cobertura de glace rosa mais linda de sempre.

Achei por bem fazer a massapão caseira, enquanto a massa levedava ao pé do quente do forno a lenha (as noites ainda estão bem frias por aqui). E realmente foi boa ideia, a melhor que tive. Tão boa, que tive de a repetir, para a fotografar e partilhar aqui. A massapão na massa fica maravilhosa, encontrar os pedacinhos dela com o aroma a amêndoa e laranja é perfeito, e os pedacinhos mais crocantes nas bordas são divinos. Se não tiverem laranjas sanguíneas usem as laranjas normais, mas não deixem de experimentar esta receita incrível. Os linhos que usei nas fotografias, e o avental são da Magic Linen, pela qual morro de amores. Passem uma doce Páscoa!











(scroll down for english version)

COROA DE MASSAPÃO E LARANJA SANGUÍNEA
(receita do blog Twigg Studios)

Massa:
3 e 1/2 chávena de farinha
sumo e raspa de 1 laranja
3 ovos
100-150 ml de leite
1 colher (chá) de sal
14g (2 saquetas) de fermento de padeiro seco
1/3 chávena de açúcar

Recheio:
1 e 1/2 chávena de farinha de amêndoa
1 e 1/2 chávena de açúcar em pó
1 clara de ovo
sumo e raspa de 1 laranja sanguínea

Cobertura:
açúcar em pó q.b.
sumo de laranja sanguínea q.b.
raspa de laranja sanguínea q.b.


Preparação

Numa taça duma batedeira eléctrica, colocar a farinha, fermento e açúcar e colocar o sal no lado oposto. Num copo medidor colocar os ovos, sumo da laranja e encher com leite (100-150ml) até ter o volume total de 300ml. Adicionar à farinha e juntar também a raspa de laranja.
Com o gancho de amassar, misturar tudo e se necessário juntar mais um pouco de leite, até obter uma massa homogénea e coesa, e deixar amassar por 5 minutos. Untar uma taça com óleo ou azeite e colocar a massa, deixando levedar por uma hora ou até dobrar o tamanho.
Depois de levedada, colocar numa superfície enfarinhada e amassar para retirar o ar, e estender a massa com um rolo e cortar em dois rectângulos bem longos.
Para fazer o massapão, colocar a amêndoa moída e o açúcar em pó num processador e misturar bem, juntar depois a clara de ovo e processar até formar uma massa em pasta. Se estiver muito líquida juntar mais amêndoa ou açúcar. Se estiver muito dura, juntar umas gotinhas de água. Amassar o massapão com as mãos para ligar e formar um rolo (se não for para usar logo, embrulhar em pelicula aderente e conservar no frio).
Misturar os ingredientes do recheio (300gr de massapão e o sumo e raspa de laranja sanguínea) num processador até obter uma pasta cremosa e espalhar na massa, sobre os dois rectângulos.
Enrolar os rectângulos no sentido do comprimento em dois rolos, e em seguida cortar no meio no sentido do comprimento, vendo assim as várias camadas dos rolos. Enrolar os dois rolos um no outro, e formar a coroa (podem ver aqui os passos) e colocar num tabuleiro com papel vegetal antiaderente.
Deixar levedar mais uma hora ou até dobrar o volume.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Levar ao forno a cozer por 40 minutos ou até dourar e bem cozido.
Salpicar com a cobertura, que se faz misturando açúcar em pó com sumo de laranja sanguínea até obter um glace rosa com a consistência pretendida. Finalizar com raspa de laranja.

Bom Apetite!


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(english version)

MARZIPAN AND BLOOD ORANGE LOAF
(recipe from Twigg Studios)

Dough:
3 and 1/2 cups strong white flour
juice and zest from one orange
3 eggs
100-150 ml milk
1 tsp salt
14g (2 sachet) fast action yeast
1/3 cup caster sugar

Filling:
1 and 1/2 cup almond flour
1 and 1/2 cup powdered sugar
1 egg white
juice and zest of one blood orange

Icing:
icing sugar
blood orange juice
blood orange zest


Method

In a bowl of a stand mixer add the flour, sugar and yeast and the put the salt on the opposite side of the bowl. Add the orange juice and eggs in a measuring jug and top up with milk (100-150ml) until it gets to 300 ml. Add it to the flour plus the zest. 
Mix at high speed, adding a bit more milk if you need, until you have a manageable dough, and knead for 5 minutes. Oil a bowl and place the dough in it, cover and leave to rise for an hour or until it has doubled in size.
Once risen tip it out to a floured surface, knock the air out of the dough and roll out, then cut into two long strips.
To make the marzipan, place the almond flour and powdered sugar in a food processor and pulse until combined. Add the egg white and process until a thick dough is formed. If it´s too wet add more sugar or almond flour. If it´s too dry add a little bit of water. Turn the almond marzipan out onto a work surface and knead a few times and form a log (if you are not using it at the moment, wrap it up in plastic wrap and keep refrigerated).
Mix all the filling ingredients (300 gr of homemade marzipan plus juice and zest of the orange) in a food processor to blend together then spread onto the dough. 
Roll up lengthways into two long ropes then cut down the middle of each rope of dough then twist the two together and arrange on a baking sheet (you can see it here). 
Leave to rise for 1 hour or until doubled in size again.
Preheat the oven to 180ºC.
Bake for 40 minutes or until baked through.
Drizzle over icing made by mixing some icing sugar and blood orange juice and finish with some grated zest.

Enjoy!






Hot Cross Buns



Este post segue todas as palavras do anterior. Do conforto de ligar o forno e fazer um pão doce. De todas as memórias e afectos que se cruzam na minha cozinha e no que gosto de cozinhar e comer. Do preparar uma receita a pensar na Páscoa, ou somente porque sim, porque é essa a vontade. Porque gostamos tanto de massas lêvedas e doces. Vale a pena repetir tudo o que escrevi e seguir a mesma linha de receitas.

Em casa andam a pedir para cozer um folar simples ou algarvio, em camadas. Confesso que adoro ambos e vou ver se no domingo temos um deles na nossa mesa. Sei que a minha avó vai ficar feliz, e enquanto a posso fazer sorrir com estas pequeninas coisas, acreditem que o faço. Quis no entanto experimentar uma receita nova, os Hot Cross Buns. Andei a ver os livros de culinária nas estantes e acabei por me inspirar na receita da Donna Hay, que gosto tanto. 

Desta vez amassei a massa à mão, não usei a batedeira eléctrica. Quis que fosse toda a magia desde o início ao fim do processo. Escolher a receita, preparar os ingredientes, amassar com as minhas mãos (é mesmo uma terapia), ver crescer a massa levedada, e levar ao forno na minha assadeira preferida da Staub. Desde que a tenho, não há bolo, tarte ou pão que se queime (quem me conhece sabe bem que o meu forno é temperamental, com gás de botija e difícil de regular e por isso ando nas nuvens). 
Gosto do toque da laranja com o chocolate, por isso segui esse caminho para esta receita. Preparem o chá, juntem-se à mesa e vamos provar estes pãezinhos doces. Boa Páscoa!








Hot Cross Buns
(adaptada do livro Modern Classics 2, de Donna Hay)

2 colheres (chá) de fermento de padeiro seco
1/2 chávena de açúcar
1 + 1/2 chávena de leite morno
4 + 1/4 chávena de farinha trigo sem fermento
2 colheres (chá) de canela em pó Margão
raspa de 1 laranja
1/2 colher (chá) de sal
50 gr de manteiga derretida
1 ovo batido
1/2 chávena de arandos secos (ou passas)
1/2 chávena de pepitas de chocolate negro

para os riscos:
1/2 chávena de farinha de trigo sem fermento
1/3 chávena de água

para a cobertura brilhante:
2 colheres (sopa) de geleia
1 colher (sopa) de água 


Preparação

Numa taça pequena colocar o fermento, 2 colheres de sopa do açúcar e o leite todo e deixar por 5 minutos até que comece a fazer espuma.
Noutra taça grande colocar a farinha, canela, raspa de laranja, sal, restante açúcar e misturar com uma colher de pau. Abrir um buraco no centro e colocar o ovo, a manteiga e a mistura do leite, começando a envolver tudo. 
Passar esta mistura para uma mesa enfarinhada e começar a amassar com as mãos (em alternativa poderá usar a batedeira com o gancho da massa) tendo o cuidado de não juntar muito mais farinha, apenas nas mãos para ser mais fácil de trabalhar. Amassar durante uns 8 minutos. Depois abrir a massa e juntar os arandos e as pepitas, fechar e amassar para incorporar.
Deixar a massa levedar num sítio quente, tapada com um pano, por uma hora ou até dobrar o volume. 
Dividir a massa em 12 pedaços e formar bolinhas. Colocar as bolinhas numa assadeira grande ligeiramente untada e com papel vegetal. Deixar levedar por mais 30 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Preparar a mistura para fazer os riscos, misturando a farinha com a água até ficar uma massa uniforme. Colocar num saco de pasteleiro e desenhar os riscos em forma de cruz no topo das bolinhas. 
Levar ao forno até cozer, por uns 40 minutos. Retirar do forno.
Aquecer a geleia com a água, só para misturar, e pincelar o topo dos buns, ainda quentes.

Bom Apetite!











Brioche Banoffee



A verdade é que eu adoro pão. Todo o tipo de pão me sabe bem aos olhos e ao palato. É dos alimentos que mais me alimenta, pela sensação de conforto como a de uma torrada quente com manteiga, pelas refeições que desenrasca em sanduíches abertas ou tartines quentes, pelos belos dos petiscos que acompanha em forma de ritual, por ser um elemento presente na nossa mesa desde sempre. E pelo acto de o fazer em casa. Não há nada como amassar um pão, ver a massa levedar e sentir o cheiro quente do pão ao sair do forno. Crosta crocante e um miolo irresistível. Ainda quente. Passem a manteiga por favor, que eu sou uma mulher feliz.

Cresci a ver a minha avó a amassar pão e broa. Sem pressas. Pão de verdade. E a cozer no forno a lenha. Adorava as sextas-feiras quando chegava a casa dos avós, para além da sopa à lavrador feita numa fogueira, havia pão acabado de fazer, quentinho e maravilhoso. São memórias que são como um abraço, para o coração e estômago.
E apesar do tempo correr, gosto de ter esse prazer sempre que posso. O de fazer pão. Simples, salgado ou doce. Adoro pão doce, massas lêvedas e brioche amanteigado. Fatias de prazer e sustento, que nascem das nossas mãos. Que alimentam a alma.

Preparei este Brioche Banoffee já a pensar na altura da Páscoa. Época de folares e pães doces. E da partilha dos mesmos. Adoro. Tenho sempre bolo folar em casa, fresco ou congelado, e sempre caseiro (mesmo que não tenha sido feito por mim). Os bolos das Alhadas aqui da zona são deliciosos em fatias torradas. E o bolo de Ançã também. Há pouco tempo tive o prazer de preparar folares tradicionais, doces e bem simples em casa de uma amiga que tem um enorme forno a lenha. Cozemos os folares num dia bem passado e feliz (acho que sou sempre mais feliz quando preparo um bolo, ou acendo o forno). Foi uma fornada enorme, que encheu a casa de sorrisos, perfume a pão doce e um lanche de aconchego.
Este brioche é receita do livro "Aimee's Perfect Bakes" da Aimee Twigger. Basta lembrarem-se dos rolinhos de canela e leite dourado para entenderem que só pode ser receita boa. Das que me faz escrever sobre memórias, afectos e dias felizes.







Brioche Banoffee

para a massa:
500 gr de farinha de trigo
60 gr de açúcar mascavado claro
1 e 1/2 colher (chá) de sal
2 e 1/2 colher (chá) de fermento de padeiro seco
3 ovos
100 ml de leite
3 colheres (sopa) de doce de leite
110 gr de manteiga amolecida
50-100 ml de água

para o recheio:
60 gr de manteiga derretida
60 gr de açúcar mascavado claro
2 bananas descascadas e em rodelas
4 colheres (sopa) de doce de leite


Preparação

Numa taça colocar a farinha, açúcar, sal e fermento, tendo o cuidado de colocar o fermento do lado oposto ao do sal. Juntar os ovos, leite e doce de leite e começar a bater a massa na batedeira eléctrica, com o gancho da massa colocado. Adicionar 50 ml de água e deixar bater durante 2 minutos.
Em seguida juntar a manteiga, uma colherada de cada vez, enquanto continua a bater a massa. Se achar a massa demasiado pesada junte mais água aos poucos. 
Deixar amassar bem a massa durante uns 5 minutos.
Depois de amassada, deixar levedar por 1-2 horas, num local quente. 
Depois de levedada, colocar a massa numa superfície enfarinhada. Amassar com as mãos e depois com a ajuda de um rolo esticar a massa num rectângulo longo e fino.
Com um pincel, espalhar a manteiga derretida pela superfície da massa. Salpicar o açúcar por cima, e colocar as rodelas de banana, de forma a ocupar toda a superfície. Em seguida colocar o doce de leite por cima com ajuda de uma colher. 
Enrolar a massa a partir do lado mais largo do rectângulo, até formar um rolo. Cortar o rolo ao meio no sentido do comprimento. E enrolar as duas tiras de rolo uma na outra, dando assim forma ao brioche.
Colocar numa forma untada e forrada com papel vegetal e deixar levedar por mais 40 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Levar o brioche ao forno até cozer, uns 35-45 minutos.
Desenformar e servir morno ou frio.

Bom Apetite!



Folar Enrolado





Eu sei. Eu sei que já chega de folares, amêndoas e chocolates. E doces de Páscoa. Mas por cá, nós adoramos bolo folar. É uma coisa sem época.
Adoro comer folar. Mesmo com dias de feito, sabe sempre tão bem. Uma fatia torradinha com manteiga. 
Gosto de comer à ceia, com uma chávena de chá ou ao lanche com uma limonada.

E apesar de ainda estar de barriguinha cheia de coisas boas, destes dias de descanso, quis trazer um folar.
Como tive os dias livres (quase pareceram férias!) aproveitei e experimentei alguns folares e até um panetone! Mas ando com o meu forno desregulado e o panetone queimou mesmo muito. A receita de hoje é da Margarida e ficou bem tostadinha por cima (leva uma calda que carameliza), e ainda fiz o folar da Sara que podem ver aqui (este não queimou, ficou lindo e delicioso, ninguém resistiu a cortar fatias ainda quente e pouco sobrou para fotografar, e sei que irá ser feito muitas mais vezes durante o ano todo).

E sim, apesar de estar bem morenaço, eu apresento-o aqui. Em vez de um sumo detox ou de uma salada como seria de esperar. E porquê? Porque a minha avó já me pediu para eu o fazer para a semana, para a nossa Páscoa, a Pascoela, que se celebra no próximo domingo.
A tradição mantém-se na vila da minha avó. As casas enfeitam-se nesse dia e as famílias voltam a estar juntas à mesa. As ruas cheias de flores enfeitam os caminhos que levam a portas abertas para receber os vizinhos e amigos. E não vai faltar um folar destes, com cheirinho a Algarve, na nossa mesa.




Folar Enrolado
(receita do blog Figo Lampo)

125 gr de açúcar amarelo
raspa de 1 laranja
sumo de 1 laranja pequena
2 ovos biológicos
100 ml leite morno
100 ml chá (água com pau de canela, anis estrelado e erva doce)
20 gr de fermento de padeiro fresco
50 gr de manteiga derretida e fria
1 colher (chá) de canela em pó Margão
1 colher (chá) de erva-doce Margão
650 gr de farinha sem fermento
1 pitada de sal

para a calda:
2 colheres (sopa) de mel
50 gr de manteiga
2 colheres (sopa) de açúcar amarelo
1 colher (sopa) rasa de canela em pó

para o recheio:
açúcar amarelo, canela em pó e manteiga q.b.


Preparação

Dissolver o fermento em parte do leite morno. Numa taça colocar os ingredientes secos (farinha, açúcar, raspa, sal e especiarias). Abrir um buraco no centro e colocar os ingredientes líquidos (ovos batidos, manteiga, leite, leite com fermento, sumo e chá). Amassar muito bem a massa até esta deixar de pegar às mãos e à taça.
Em alternativa, poderá amassar a massa na batedeira, com o gancho de amassar durante uns 5-10 minutos.
Deixar a massa levedar durante 4 a 6 horas, tapada com um pano e reservada num sítio quente.
Preparar a calda, levando ao lume todos os ingredientes até ficar homogéneo e derretido.
Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Estender a massa com um rolo, numa superfície polvilhada com farinha, num rectângulo comprido e fino.
Salpicar com açúcar e canela e colocar pequenas nozes de manteiga sobre a massa.
Dobrar as pontas/lados maiores do rectângulo para dentro, sem sobrepor a massa. Voltar a polvilhar com açúcar e canela e manteiga. Enrolar a massa a partir da ponta/lado mais pequeno, como uma torta.
Colocar a massa enrolada, com o lado em que se vê o caracol virado para cima, numa forma circular com 20 cm de diâmetro e forrada com papel vegetal antiaderente (deixando as pontas deste bem altas, porque vai crescer).
Colocar a calda por cima e levar ao forno durante 1h a 1h30 (teste do palito), tapando com papel de alumínio durante uma primeira fase, para evitar que queime.

Bom Apetite!






Rosca de Nutella e Clementina






Por cá a Páscoa estende-se até ao próximo fim-de-semana, altura em que se celebra a Pascoela. Já é tradição na terra da minha avó. Enchem-se de novo as casas, de gente e de boa comida. Não há tempo para dar descanso ao corpo dos excessos da quadra.
As portas abrem-se para receber a visita pascal, por caminhos feitos de flores e ervas. As mesas fartas recebem quem venha por bem. E juntam-se familiares, amigos e vizinhos. Com as portas sempre abertas.
Eu gosto de viver estas tradições, pelo convívio e pela partilha de histórias. Ver quem se vê tão pouco durante o resto do ano. Celebrar.
Não faltam amêndoas, chocolates, o pão-de-ló e o folar. As mesas ficam coloridas, apesar do tempo se mostrar incerto.
Os folares, as roscas e coroas de pão doce serão sempre bem-vindos. Como esta rosca, que ficou com um aspecto pouco atractivo, mas deliciosa com nutella e perfumada pelas últimas clementinas do pomar.






Rosca de Nutella e Clementina

massa:
250 ml iogurte natural
50 gr manteiga derretida e fria
1 ovo batido
75 gr de açúcar baunilhado caseiro
raspa de 2 clementinas
1/2 colher (chá) de sal
450 gr de farinha de trigo
1 saqueta de fermento biológico seco

recheio:
nutella q.b.


Preparação

Na cuba da máquina do pão colocar os ingredientes para a massa, pela ordem indicada pelo fabricante.
Correr o ciclo de amassar e levedar.
Depois de levedada a massa, amassar ligeiramente e esticar num rectângulo comprido e de espessura fina.
Barrar com nutella a gosto, a superfície da massa.
Enrolar o rectângulo pela parte mais comprida, num tronco. Cortar o tronco no sentido longitudinal. Virar as superfícies de corte para cima. Unir ambas as pontas e entrançar. Enrolar a trança em forma de coroa e ligar bem as pontas, pressionando.
Pré-aquecer o forno a 180ºC e deixar a coroa levedar por mais meia hora já dentro de um tabuleiro untado e forrado com papel vegetal. Levar a coroa ao forno até cozer (teste do palito).

Bom Apetite!






O meu toucinho do céu e uma Páscoa feliz






Na mesa de Natal e Páscoa nunca podem faltar o arroz doce e o toucinho do céu. Sobremesas de tradição, carregadas de doçura e sentimento, de família e dias felizes.
Este não é um toucinho do céu tradicional. Foi uma receita que tentei alterar ao gosto da nossa casa. Menos calórica, menos açúcar, menos gemas, menos trabalhosa, escapando ao ponto de açúcar do original, consegui o meu Toucinho do Céu. Rico, doce, com amêndoa e gila, mas menos pecaminoso, embora pareça tanto como o tradicional. Delicio-me só de pensar nas fatias que se vão cortando e saboreando, por entre mãos tão familiares.
Nesta Páscoa não irá faltar à mesa, adoçando a boca aos dias, mesmo que sejam de chuva, mas um pouco mais calmos, com tempo para a família e amigos. Em redor de uma mesa, e da partilha.
Desejo-vos uma Páscoa muito feliz!









O meu Toucinho do Céu

200 gr de açúcar mascavado claro ou amarelo
200 gr de amêndoa moída
1/3 chávena de doce de gila (usei caseiro)
4 ovos
3 gemas



Preparação

Untar e forrar o fundo de uma forma redonda com papel vegetal. Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Numa taça juntar o açúcar e os ovos e gemas. Bater muito bem usando a batedeira eléctrica, até obter um preparado volumoso e cremoso. Adicionar o doce de gila, a amêndoa e envolver suavemente.
Colocar a massa na forma e levar ao forno até cozer (ficando ligeiramente húmido).
Desenformar e depois de frio polvilhar com açúcar em pó
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Bom Apetite!









Esta receita esteve em destaque no Dias com Mafalda, o que me deixou com um enorme sorriso! E logo no dia seguinte ao meu aniversário :) Obrigado pela partilha e simpatia Mafalda!


Pão-de-Ló e uma Páscoa Feliz


Dizem que a tradição já não é o que era... Mas cá em casa gostamos de manter tradições. E nesta época de Páscoa, sabe bem celebrar essas tradições que são de facto o que nos identifica e caracteriza. Memórias de tempos mais antigos e celebrações do tempo, de dias e de cheiros que ficam agarrados a nós.
Mesa farta, borrego ou cabrito assado, que nem aprecio, mas sei que faz parte dos aromas e sabores destes dias. Prefiro o bolo folar, o pão-de-ló, as amêndoas e os chocolates. A visita dos afilhados e os sorrisos felizes. 
Na mesa deste ano não poderia faltar o pão-de-ló! Adoro este bolo, tão simples e tão agradável, que faz parte da nossa tradição. Perfeito para celebrar a Páscoa. Optei por fazer este ano uma receita de pão-de-ló tipo Margaride, depois de pesquisar várias receitas. E usei ovos das minhas galinhas, porque por cá os bolos ainda são assim, feitos com ovos caseiros. Não tenho foto do interior porque só vai ser aberto amanhã, em família. Mas cheira tão bem, acabadinho de fazer. Desejo a todos uma Páscoa feliz.


Pão-de-Ló tipo Margaride

8 gemas
3 ovos
250 gr de açúcar
125 gr de farinha trigo
raspa de 1/2 limão
pitada de sal


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar e forrar com papel uma forma de chaminé. Reservar.
Numa taça bater os ovos, as gemas, o açúcar, a raspa e o sal, durante 30 minutos (optei por bater durante 10 min usando a batedeira), até obter um preparado volumoso e esbranquiçado.
Adicionar a farinha e envolver suavemente.
Colocar a massa na forma e levar ao forno a cozer (teste do palito).

Bom Apetite!