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One Pot Pasta



Estamos em época de transição. De estações. E de sentimentos. Acho que fico muito emotiva nesta transição do verão para o outono. Por um lado não quero que o verão acabe, com todos os seus produtos, legumes e frutas que adoro, não quero deixar de usar sandálias e manga curta ao sol, quero os dias longos e banhos no mar, quero andar lá fora na horta até ser noite e sem frio. Mas por outro lado, chega o outono carregado de emoções, de sensações. Acho que é uma estação de sentir, para sentir na alma, que começa a querer aconchego e conforto. As cores verdes que passam a douradas, os novos produtos da terra, os cheiros que se intensificam com as primeiras chuvas. 

O estar nesta transição de estações que amo deixa-me sempre um pouco nostálgica, deixa-me mais emotiva e atenta às pequenas coisas na terra e no que me envolve. Quero ver tudo em pormenor, quero fazer parte dela, sentir a mudança de forma suave e em modo lento. Viver cada detalhe, cada folha que cai, cada raio de sol que toca nas árvores. Viver o momento, o presente, as pequenas coisas cada vez mais. Cá dentro está tudo demasiado emotivo, mas com esperança. Nesta transição. Em tudo o que está para vir.

E com os primeiros dias mais frescos que anunciam o outono, chega a vontade de uma comida de conforto. Um prato de pasta, prático e rápido, e não menos delicioso. Daqueles que se fazem numa só panela, com tudo ao mesmo tempo porque o tempo foge. Vamos buscar à horta o que resta do verão, as últimas curgetes e os últimos tomates maduros e colocamos tudo na panela de ferro da Staub. Deixamos cozinhar, criar um molho bem cremoso e servimos bem quente com queijo ralado na hora. Delicioso e perfeito para as noites frias desta transição. 








One Pot Pasta (de Verão)

300 gr de massa talharim (ou outra)
1 cebola roxa fatiada
1 dente alho fatiado
2 tomates chucha fatiados e em cubos
1 chávena de tomates chucha mini
4-6 cogumelos frescos fatiados
1/2 curgete verde fatiada
1/2 curgete amarela fatiada
sal q.b.
azeite q.b.
manjericão fresco q.b.
500-600 ml de água quente
parmesão ralado q.b.


Preparação

Numa panela bem larga colocar a massa inteira ou partida ao meio, a cebola, alho, tomates, cogumelos e curgetes. Salpicar com um pouco de sal a gosto, um fio de azeite e algumas folhas de manjericão. Colocar ao lume e ao mesmo tempo adicionar a água quente, de forma a que fique quase tudo coberto de água mas sem exagero (para não ficar demasiado aguado no fim da cozedura). Tapar e deixar ferver. Passado um bocado retirar a tampa da panela e ir mexendo ocasionalmente, deixando cozinhar por uns 10 minutos, até a massa cozer, a água quase desaparecer e se formar um molho cremoso com o tomate.
Fora do lume ralar parmesão a gosto e envolver na massa.
Servir de imediato com manjericão fresco, tomate mini chucha e mais parmesão.

Bom Apetite!







Orzotto Cremoso com Espargos



Puro conforto. Adoro refeições assim. Que se fazem num instante, que são práticas, com ingredientes que adoro e sazonais, e que ao dia seguinte ainda são perfeitas para voltar a comer sem reinventar.
É assim que descrevo de forma prática este orzotto cremoso. Mas poderia dizer também que foi das melhores refeições que comi nos últimos dias, e que voltei a repetir e irei continuar a fazer enquanto for o tempo dos espargos.
É bom como um prato tão simples nos deixa entusiasmados a cada garfada.

A primeira vez que ouvi falar de orzotto, foi num programa da Nigella (recordo-me tão bem). 
Ela preparava uma espécie de risotto feito com orzo ou massa pevide. Achei mesmo interessante, até porque adoro risotto e adoro massa, e o resultado ficava mesmo cremoso. Preparei uma receita semelhante à dela nessa altura e adorei. Nunca antes tinha usado a massa pevide sem ser na canja. 
Agora sei que quando quero um prato de conforto rápido, a massa pevide, uns legumes e queijo parmesão nunca me desiludem.
Que bom que é, seja um orzotto, um risotto ou um cevadotto. A inspiração italiana é sempre um bom motivo para se estar à mesa e comer bem. Mesmo quando o tempo é escasso para a preparar. Mas há sempre opções para todos os dias, e este orzotto é mesmo para qualquer dia da semana.
Deixo-vos esta sugestão bem simples e deliciosa, e perfeita para esta Primavera.




Orzotto Cremoso com Espargos
(do livro "The Clever Cookbook", de Emilie Raffa)

1 colher (sopa) de azeite
115 gr de bacon em cubinhos
1 dente de alho picado
250 gr de orzo ou massa pevide
1 litro de caldo de legumes caseiro ou água quente
1 molho de espargos
1 colher (sopa) de manteiga
parmesão ralado q.b.


Preparação

Numa panela média aquecer o azeite e saltear o bacon até ficar douradinho, uns 3-5 minutos.
Adicionar o alho e a massa pevide, mexendo um pouco para envolver tudo no azeite.
Juntar o caldo de legumes ou água e deixar ferver. Assim que ferver, baixar o lume e tapar a panela, deixando cozinhar por uns 15 minutos, mexendo ocasionalmente para prevenir que a massa cole ao fundo da panela.
Preparar os espargos, cortando a base do talo e descartando. Cortar os espargos em pedacinhos, na diagonal e adicionar à panela depois dos 15 minutos passados. Deixar cozer sem tampa, durante uns 5 minutos ou até os espargos ficarem ligeiramente tenros. Se a massa absorver o caldo todo, adicionar mais água se necessário. 
Juntar a manteiga e parmesão ralado a gosto e envolver tudo muito bem até ficar cremoso.
Servir de imediato, com mais parmesão ralado.

Nota: não será necessário adicionar sal à receita, como já tem o tempero do bacon e do parmesão, mas fica ao critério de cada um.

Bom Apetite!






Mac & Cheese com Abóbora



Começam a arrefecer as noites. Começo e pensar no primeiro dia em que vamos acender o forno a lenha, para aquecer a cozinha e a casa. Começo a pensar em comida de conforto, comida de forno.
Nas sopas e estufados. Nos assados feitos nesse forno a lenha. Nas abóboras, castanhas e batatas-doces. É bom pensar em comida. Mas assim que começo a pensar vem o apetite também.
E é nos dias que começam a arrefecer que apetece mais comer, comida quente e coisas boas.

Enquanto devoro os livros de culinária mais recentes, fico ainda com mais apetite. É um ciclo vicioso. E eu gosto. Imaginem, chegar tarde a casa, preparar o jantar com direito a sopa e fruta, depois de tudo arrumado, tempo para descansar o corpo e se não adormecer logo, ler um livro de culinária. As receitas, as imagens e os textos fazem o apetite apitar. "A gula mora aqui". E certamente que não sou a única a quem isto acontece.


Há noites em que penso para mim "ainda bem que estou cansada, se não ia já fazer esta receita". Ou isso ou penso de forma moderada "já chega Inês! Não sejas gulosa! Fica para o fim-de-semana".
Foi numa dessas noites há uns dias que marquei esta receita. O livro tinha acabado de chegar, o novo da Nigella. Esta mulher faz o meu apetite disparar (vou só dizer-vos uma das receitas do livro, que percebem logo o que digo: Brownies de Nutella). E começo a ler, mesmo com sono. O sono desaparece e a vontade de devorar o livro assola os meus pensamentos.

Marcam-se receitas do Simply Nigella. Sei que muitas não vou chegar a fazer, mas há umas poucas que saltam à vista. Que combinam com as noites frias e o desejo de comida de forno.
Massa, queijo, forno, mais queijo, maravilha. Um "Sweet Potato Macaroni and Cheese". Em vez de batata-doce, usam-se as abóboras que enchem a casa e a cozinha, de vários feitios e cores.
A cocotte oval da Le Creuset recebe a receita em abraço e faz-se a vontade ao estômago. Sai do forno para a mesa, onde os pratos se enchem de quente. Noites frias, comida quente e boa.





Mac & Cheese com Abóbora
(adaptado do livro "Simply Nigella" de Nigella Lawson)

450 gr de abóbora crua
300 gr de macarronete ou penne
75 gr de queijo feta
50 gr de manteiga
50 gr de farinha
500 ml de leite
1 colher (chá) de mostarda de Dijon
125 gr de queijo cheddar ralado
parmesão ralado q.b.
tomilho fresco q.b.
sal q.b.


Preparação

Num tacho com água e sal, cozer a abóbora em pedaços com 2-3cm. Depois de cozida, escorrer bem e esmagar com um garfo (não é necessário que fique em puré).
Noutra panela colocar a manteiga a derreter e juntar a farinha mexendo bem, até incorporar. Aos poucos adicionar o leite e ir sempre mexendo até ficar homogéneo e sem grumos. Manter ao lume (não muito alto), sempre a mexer até o molho engrossar (molho branco). Juntar o queijo cheddar e a mostarda já fora do lume e mexer até completamente incorporados.
Enquanto isso, numa panela com água ao lume, cozer a massa até ficar al dente. Escorrer, reservando alguma da água da cozedura da massa. 
Juntar a abóbora esmagada e o queijo feta desfeito, à massa e envolver. Verificar o tempero, se necessário adicionar sal a gosto (eu não coloquei). Adicionar depois o molho branco com queijo cheddar envolvendo, e alguma água da cozedura da massa, para tornar o preparado menos espesso (usei à volta de 1/3 de chávena dessa água).
Colocar este preparado da massa com molho numa panela de ir ao forno ou tabuleiro e ralar parmesão a gosto por cima.
Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC por 30-35 minutos, até dourar e cheirar maravilhosamente bem.
Retirar do forno, salpicar com folhas de tomilho fresco a gosto e mais parmesão ralado.
Servir de imediato.

Bom Apetite!





Tagliatelle com Molho Cremoso de Abóbora


Dos dias que pedem comida de conforto. Dos dias chuvosos de Inverno, que nos levam a procurar conforto e recolhimento. A casa e a cozinha abraçam esses dias, como um lugar que acolhe quem chega do frio da rua, e nela encontra o quente e quem mais gosta. Partilham-se momentos na cozinha, com o fogão a lenha aceso, e as cores do fogo que nos aquecem.

Acende-se o lume, e coloca-se a abóbora a assar. As abóboras que vêm desde a estação passada, continuam a chegar por mãos amigas. Dão vida a sopas, bolos e pratos de comida como este. Gosto da cor da sua polpa, em concordância com o fogão aceso e o crepitar das chamas durante a noite. Enquanto a abóbora está a assar no forno a lenha, prepara-se o resto da refeição. Um prato de massa com um molho de abóbora bem cremoso. Para mim define o conforto, numa só garfada.





Tagliatelle com Molho Cremoso de Abóbora
(do livro Drizzle and Dip, de Samantha Linsell)

4 cháv de abóbora descascada e em cubos
azeite q.b.
sal q.b.
tomilho fresco q.b.
120 gr de mascarpone
1 cháv de caldo de legumes ou água morna
100 gr de bacon fatiado e cortado em tiras
200 gr de cogumelos frescos fatiados
250 gr de tagliatelle
parmesão ralado q.b.
sementes de abóbora tostadas q.b.


Preparação

Acender o forno a 200ºC. Colocar a abóbora em cubos num tabuleiro, e regar com um fio de azeite, salpicar com sal e tomilho. Levar ao forno durante uns 30 minutos ou até ficar tenra.
Desacartar o tomilho e colocar a abóbora num liquidificador, juntamente com o mascarpone e o caldo ou a água morna. Provar e ajustar o tempero se necessário. Manter reservado no quente.
Numa panela ao lume, colocar o bacon em pedacinhos e deixar dourar, até ficar bem crocante e estaladiço. Retirar o bacon da panela e reservar.
Enquanto isso colocar o tagliatelle a cozer em água a ferver e temperada de sal, até ficar al dente. No fim de cozido, escorrer (reservando parte da água da cozedura).
Na mesma panela do bacon, e sem lavar, colocar os cogumelos a saltear durante uns 5 minutos.
Adicionar o molho de abóbora aos cogumelos. Juntar a massa e o bacon e mexer, envolvendo.
Se o molho estiver muito grosso, adicionar 1/2 a 3/4 de chávena da água da cozedura da massa e envolver bem.
Servir com parmesão ralado na hora e sementes de abóbora tostadas.

Bom Apetite!



Tagliatelle de Quinoa com Molho de Favas





Há dias em que só apetece andar pela horta. De manhã cedo, ou ao fim do dia são os meus momentos favoritos, parece que o quintal ganha outra vida e outra luz. O verde rodeia a casa, de um lado e do outro. É como se a abraçasse, com coisas boas para lhe dar.
Calçar os botins e pegar na cesta e colher o que há para nós. O que dela recebemos enche-nos sempre de sorrisos. É a festa da natureza, é o trabalho das nossas mãos. O sustento à nossa mesa.




Vamos apanhar favas e ervilhas. Vamos plantar as curgetes e as beringelas. Colher as últimas laranjas. Vamos ver as primeiras framboesas douradas a crescer, e os arbustos de mirtilos carregadinhos de bagos, ainda verdes. Vamos espreitar as papoilas que crescem pelo meio do verde, pintando de vermelho os dias da horta. Vamos ver o cebolinho e a salva em flor, que lindos, e plantar mais aromáticas. Comer os primeiros morangos bem doces. Vamos sentar-nos ao sol a debulhar as favas, encardindo os dedos. E ver se há mais ovos no galinheiro. Pequenas coisas, que me dizem tanto.
Como um prato de favas simples, estufadas com ovos escalfados e coentros. Ou uma sopa com elas e um pedaço de pão rijo na mão. Pratos de sempre, simples mas que nos dizem tanto. Do conforto e da época.
E porque não saborear a fava numa pasta? Aqui fica um almoço simples e da horta.





Tagliatelle de Quinoa com Molho de Favas

200 gr de tagliatelle de quinoa
500 gr de favas descascadas
1/2 requeijão (+ para servir)
raspa de limão q.b.
cebolinho e coentros frescos q.b.
água da cozedura da massa q.b.
fio de azeite
sal (usei Bonsalt)


Preparação

Cozer as favas num tacho com água temperada com sal (ou Bonsalt).
Escorrer as favas e reservar metade no tacho, com um fio de azeite.
Cozer a massa de quinoa em água temperada com Bonsalt durante 8-10 minutos.
Colocar numa taça a outra metade das favas, depois de lhes remover a pele/casca. Juntar o requeijão, raspa de limão a gosto, cebolinho e coentros picados e triturar. Adicionar um pouco da água da cozedura da massa ao molho até este ficar cremoso e mais fluido (usei perto de uma chávena) e voltar a triturar.
Colocar a massa escorrida juntamente com as favas no tacho e adicionar o molho verde, envolvendo suavemente. Servir com requeijão, cebolinho picado e raspa de limão.

Bom Apetite!






Pasta com Pesto de Beterraba Assada






Vocês costumam sonhar com comida? Eu sonho muitas vezes. Às vezes idealizo pratos ou sobremesas em sonhos e acordo a pensar neles. Tenho boas ideias durante o sono. Outras nem tanto, onde me surgem combinações demasiado estranhas de ingredientes. Mas adoro sonhar com comida. Com imagens que me ficam na memória de coisas que gosto.
Quando vi esta receita na Marmita fiquei de olho arregalado, e nessa mesma noite sonhei com o pesto de beterraba. Faltava-me o manjericão preto para a colocar em prática e fui adiando a sua preparação. Mas ia sempre lembrando-me dela, da sua cor vistosa e exuberante. Que nos enche os olhos.
Mais tarde vi outra receita na miss Vite e soube que tinha mesmo de fazer uma massa em tons de cor-de-rosa na minha cozinha. Adoro a cor da beterraba, e se há alguns anos atrás detestava-a, hoje adoro-a. Em sopas, em saladas, assada, em risottos, sumos e até em bolos!
Inspirei-me em ambas as receitas e surgiu esta, que recomendo, mesmo a quem não gosta de beterraba. Vão ver, uma agradável surpresa de sabores. Numa refeição leve e nutritiva.
Cá em casa acharam estranha a cor, mas adoraram e repetiram! Happy meatless monday!






Pasta com Pesto de Beterraba Assada

200 gr de esparguete integral
1 beterraba grande
tomilho fresco, azeite e sal q.b.
2 dentes alho
5 nozes tostadas
1 colher (sopa) de sumo de limão
1 ramo pequeno de cebolinho fresco
3 colheres (sopa) de parmesão
fio de azeite
água de cozedura da massa q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Descascar e cortar a beterraba em pedaços. Colocar esses pedaços no centro de uma folha de alumínio, juntamente com os dentes de alho, tomilho a gosto, uma pitada se sal e um fio de azeite. Fazer um embrulho com o papel de alumínio e levar ao forno por 30 minutos.
Entretanto cozer o esparguete, tendo o cuidado de reservar um pouco da água de cozedura.
Colocar a beterraba assada, juntamente com os sucos que se formam e os alhos num liquidificador.
Juntar as nozes, o sumo de limão, o cebolinho picado, o parmesão e um fio de azeite. Triturar até obter um puré homogéneo. Juntar um pouco da água de cozedura do esparguete ao pesto de beterraba, para o tornar mais aveludado e líquido.
Juntar o preparado à massa e envolver. Servir com um pouco de parmesão ralado e cebolinho picado.

Bom Apetite!






carbonara de curgete e cogumelos






Está quase a chegar o primeiro aniversário do blog Oficina das Papitas. Um blog criado pela Maria, por quem tenho um carinho muito especial, para ajudar os seus filhos que estão fora do país. Um blog feito e movido pelo amor. Para lhes dar uma ajuda na cozinha, a confeccionar receitas fáceis, deliciosas e económicas. Para que não tenham tantas saudades de casa e da comida da mamã. É neste espírito de partilha que a Maria nos convida a juntarmo-nos à sua festa, com uma receita perfeita para agradar aos seus meninos.
Eu que ando cheia de saudades da Maria, não me quis ausentar, e vou já a caminho levando comigo um prato de pasta. Uma carbonara inspirada numa receita do Jamie Oliver que tanto admiro. Uma receita simples, que entra no espírito desta festa. Espero que gostes Maria, um beijinho e até breve!







Carbonara de Curgete e Cogumelos
(receita inspirada no livro Jamie at Home, de Jamie Oliver)

2 curgetes pequenas
250-300 gr massa penne
6 fatias de bacon
6 cogumelos frescos
tomilho fresco q.b.
azeite q.b.
sal q.b.
2 ovos
2 gemas
4 colheres (sopa) de natas
4 colheres (sopa) de parmesão


Preparação

Aquecer água numa panela, com sal, e quando ferver adicionar a massa para cozer.
Lavar as curgetes e sem descascar, fatiar longitudinalmente, utilizando um descascador de cenouras, de modo a obter fitas finas de curgete (rejeitar o centro esponjoso). Cozer a curgete noutra panela com água a ferver, durante 1 a 2 minutos. Retirar imediatamente da água. Reservar.
Fatiar os cogumelos e o bacon finamente. Colocar um fio de azeite numa frigideira e juntar o bacon deixando cozinhar até ficar tostado. Adicionar os cogumelos e raminhos de tomilho fresco. Deixar cozinhar um pouco.
Enquanto isso, preparar o molho. Misturar numa taça os ovos, as gemas, as natas e o parmesão, batendo bem. Reservar.
Escorrer a massa quando estiver al dente e adicionar à frigideira dos cogumelos e bacon, envolvendo. Juntar também a curgete e o molho, envolvendo rapidamente e não deixando cozinhar por muito mais tempo.
Servir de imediato, enfeitando com tomilho e polvilhando com parmesão ralado na hora.

Bom Apetite!









Penne com Pesto de Ervilhas e Bróculos, Curgete e Tomate Seco




Foram-se as favas. Chegaram as ervilhas. Bolinhas verdes, acabadas de colher. Da horta.
Dedos encardidos em redor duma taça bem cheia de horas de trabalho e ervilhas frescas.
Manda a tradição que se façam as primeiras ervilhas com ovos escalfados e em sopa cremosa. 
E seguem-se novas tradições e novas propostas. Como um pesto de ervilhas e bróculos, verde esperança, delicioso e maravilhoso com uma pasta. Comida de casa, com coisas da horta, com sabor especial.
O verde à mesa. Sirvam-se dele.


Penne com Pesto de Ervilhas e Bróculos, Curgete e Tomate Seco
(receita inspirada numa de Mafalda Pinto Leite)

100 gr de ervilhas cozidas
100 gr de raminhos de bróculos cozidos
1 dente de alho
6 folhas de manjericão fresco
2 colheres (sopa) de pinhões tostados
3 colheres (sopa) de parmesão ralado
azeite q.b.
sal q.b.

300 gr de massa Penne
2 curgetes
1/4 chávena de tomate seco (em azeite)
parmesão ralado q.b.


Preparação

Reservar algumas ervilhas e alguns raminhos de bróculos para decoração final.
Preparar o pesto: triturar as ervilhas, bróculos, alho, pinhões, parmesão e manjericão num copo misturador. Adicionar o azeite em fio e ir triturando até obter uma pasta cremosa. Temperar com sal. Retirar e reservar.
Cortar as curgetes em fatias longitudinais finas, temperar de sal e grelhar de ambos os lados por pouco tempo. Temperar com um fio de azeite e reservar.
Cozer a massa até ficar al dente (uns 9 minutos). Escorrer e adicionar pesto a gosto, a curgete grelhada, as ervilhas e bróculos reservados e os tomates secos cortados em pedaços. Servir com parmesão ralado na hora.

Bom Apetite!







O meu gato convidou para jantar... o Garfield


Era final de tarde quando ele chegou. A sua pelagem laranja tigrada brilhava ao sol e o seu ar superior não deixavam ninguém indiferente à sua passagem.
Há uma semana atrás quando fui informada pelo meu gato que o Garfield viria jantar connosco, não acreditei. Disse-lhe que só poderia estar a brincar comigo. Insistiu muito, enquanto me dava turrinhas e ronronava, até que me convenceu. Avisou-me que o jantar não poderia ser a uma segunda feira pois era o dia em que ambos estariam de mau humor. Eu acenei sorrindo, escolhemos o dia e eu preparei tudo de forma a atender ao seu pedido.
E não é que o Garfield apareceu mesmo? O Garfield, o famoso gato, com um humor bem peculiar, irónico e sarcástico, preguiçoso e malandro, jantaria em minha casa.


O meu gato estava à porta à espera, trocaram saudações e miaram um pouco, enquanto eu os observava da janela da cozinha... "devo estar louca...preciso mesmo de umas férias".
O Garfield parecia seduzido pelo quintal e pelo jardim, as árvores, as borboletas, os pássaros e os cheiros primaveris. O meu gato desafiou-o para uma corrida e trepar árvores, mas o Garfield riu-se e disse que respirar já era um bom exercício. Por isso enquanto o meu gato corria numa busca incessante por um insecto, o Garfield esticou-se numa rede na laranjeira e preparou-se para uma bela sesta. Disse para o avisarmos quando o jantar estivesse pronto.
Eu na cozinha ia preparando o banquete. Para entrada, uns jaquinzinhos e um paté de sardinha. Para prato principal, uma lasanha de salmão (o que mais poderia ser?). E para sobremesa uma mousse de delícias do mar e camarão. Tive de mobilizar fornos de vizinhas, pois sabia do grande apetite do bichano, e tentei fazer o maior número de travessas de lasanha possíveis. Foi uma estafa. Assim que terminei, fui chamar os meninos.
Fui até à rede, onde era suposto estar o felino, mas não o encontrei. Dei uma volta o quintal, chamei por eles, mas nada... Fui então encontrá-los perto da casa da vizinha, agachados nas ervas, a olhar para o mesmo sítio... a gata da vizinha, a fazer a sua higiene pessoal. Que malandrecos.
Avisei que o jantar estava pronto! Foi o suficiente para ele olhar para mim e desviar a sua atenção. Os seus olhos arregalaram-se ao som da comida, e foi bem rápido que a bolinha de pêlo seguiu o meu gato até à sala de jantar.
Falámos então um pouco sobre ele, o facto de ter nascido num restaurante italiano e o seu amor incondicional por lasanha. Uma obsessão. Adorou a lasanha de salmão, e comeu sozinho 7 tabuleiros. Ia retirando algumas nabiças para o lado, armado em esquisito, e lambendo as almofadinhas das patas. Eu estava perplexa, mas contente por ele apreciar. O meu gato olhava com orgulho para o amigo, e com uma pontinha de inveja por eu não lhe preparar banquetes destes todos os dias. Era o que mais faltava!
Depois de jantar e de mais uma sesta na sala, tempo ainda para preparem uma armadilha à minha cadela, que apanhou um valente susto, enquanto os traquinas se riam e gozavam com ela.
Despediram-se e o Garfield apanhou um táxi (claro que a pé é que não iria, seria uma canseira), e avisou que voltaria no Verão para mais um banquete de lasanha. Eu acenei um adeus enquanto pensava "e agora, quem vai lavar aquela pilha de loiça?"


Esta é a minha participação na 3ª edição do projecto da Ana, "Convidei para jantar...", cujo tema proposto para este mês, pela anfitriã Su, foram Personagens de Desenhos Animados que nos marcaram na infância.







Lasanha de Salmão em Creme de Batata-Doce e Ricotta

placas de lasanha frescas
2 lombos de salmão
150 gr de nabiças (ou espinafres)
1 dente de alho
2 batatas-doces médias
tomilho fresco q.b.
leite q.b.
100 gr de ricotta
queijo mozarella ralado q.b.
sal e azeite q.b.


Preparação

Descascar e cortar em cubos as batatas-doces. Colocá-las num tabuleiro, temperar com sal, tomilho e um fio de azeite e levar ao forno a 200ºC até ficarem assadas.
Enquanto isso, cozer o salmão com sal, escorrer, retirar peles e desfiar. Reservar.
Numa frigideira, colocar um fio de azeite e um dente de alho, deixar alourar e colocar as nabiças (previamente cozidas) a saltear. Adicionar o salmão e envolver. Reservar.
Quando as batatas estiverem assadas, retirar os pés de tomilho, colocá-las numa taça e triturar até puré. Adicionar leite a gosto e a ricotta e mexer até ficar homogéneo.
Num tabuleiro de forno, untar o fundo com azeite e colocar placas de lasanha. Por cima, uma camada do creme de batata e ricotta. Depois uma camada de nabiças e de salmão. Repetir as placas de lasanha e os restantes ingredientes. Colocar mais placas de lasanha e finalizar com o queijo ralado.
Levar ao forno a 200ºC até o queijo derreter e dourar e a massa cozer (uns 25-30 minutos).

Bom Apetite!