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Bolo de Coco da minha Avó // My Grandma´s Coconut Cake



Não há melhor bolo do que aquele que é feito de afectos e memórias. Daqueles bolos rústicos, simples e fofos que sempre se fizeram cá em casa. Na forma de chaminé mais antiga que ainda se usa na minha cozinha. Que eram feitos pela minha avó e hoje em dia por mim, sempre que a vontade de um bolo de conforto se instala. É sem dúvida o melhor do mundo, apesar de tão simples. Mas cada vez dou mais valor à simplicidade, ao sempre, ao nosso, às memórias e recordações.

Aprendi da pior forma que as memórias se perdem. Que nos vamos esquecendo das coisas, de quem somos, de onde estamos. Quero escrever mais memórias, em histórias e linhas contadas, em receitas e fotografias, para que nunca me esqueça delas. De como me são tão queridas. De como me fazem sorrir nos dias menos bons. Por isso partilho aqui este bolo de coco da minha avó. Por gostar tanto dela, por gostar tanto dele. Acho que todos sabem o quanto amo a minha avó, o quanto sou ligada a ela e às memórias que nos unem desde a minha infância.

Esta avó com quem cresci. Que me deixou crescer. Com os pés descalços na terra do quintal e da horta. A cuidar dos animais. A comer a fruta directamente da árvore. A ver crescer os legumes e o passar das estações. Um bocado de mim é ela, e tenho muito orgulho nisso. Ela não sabe ler nem escrever, mas se soubesse ia ficar feliz ao ler estas palavras, ia recordar esses momentos que passamos juntas desde que eu era pequenina. Quando me preparava o melhor bolo do mundo. E eu sorria de olhos bem abertos, enquanto ela me contava mais uma história e aquecia uma cafeteira de cevada. Para que nunca nos esqueçamos destes momentos.










(scroll down for english version)


BOLO DE COCO DA MINHA AVÓ

6 ovos caseiros
400 gr de açúcar
raspa de 1/2 limão
250 ml de iogurte de coco
75 ml de azeite ou óleo vegetal
40 gr de coco ralado
300 gr de farinha com fermento
1 colher (chá) de fermento


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma de chaminé tradicional bem grande e reservar.
Colocar os ovos, o açúcar e raspa de limão numa taça e bater com a batedeira eléctrica por uns 5 minutos, até ficar uma mistura volumosa e esbranquiçada.
Adicionar o iogurte, azeite ou óleo e o coco ralado e bater bem.
Por fim juntar a farinha e o fermento e envolver suavemente na massa até ficar homogénea.
Colocar a massa na forma e levar ao forno até cozer (teste do palito), uns 40-50 minutos.
Desenformar, deixar arrefecer e polvilhar com coco ralado.

Bom Apetite!


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(recipe in english)

MY GRANDMA´S COCONUT CAKE

6 free-range eggs
400 g caster sugar
zest of half a lemon
250 ml coconut yogurt
75 ml olive oil or canola oil
40 g shredded coconut
300 g self raising flour
1 tsp baking powder


Method

Preheat the oven to 180ºC.  
Grease a large traditional tube pan with butter and set aside.
In a large bowl place the eggs, sugar and lemon zest and beat with an electric mixer on high speed for 5 minutes, until light and frothy.
Add yogurt, olive oil, coconut and beat well.
Then add the flour and baking powder and mix gently, to incorporate well.
Pour the batter into the prepared pan and bake for 40-50 minutes, or until a toothpick inserted in the center comes out clean.
Let it cool and spread some shredded coconut on top.

Enjoy!






Bolo Chiffon de Laranja com Swirl de Pistácio e Cardamomo // Orange Chiffon Cake with Pistachio Cardamom Swirls



Acho que desde o natal que eu não fazia um bolo. Todo o ritual de escolher uma receita, preparar a massa, ligar o forno, cozer o bolo, desenformar e saborear as fatias ainda mornas estava a fazer-me falta. 
Sentia essa falta, essa saudade, como a de um ritual que já faz parte de mim e dos domingos em família e em casa. Domingos tranquilos e de descanso. Em que se preguiça muito, se caminha pelo bosque aqui perto, e há tempo para ler livros de culinária e ver séries e filmes embrulhada numa manta. Esse tempo de parar e sentir, de viver devagar e saborear uma fatia de bolo com chá quente.

O pomar carregado de laranjas, limões e tangerinas pedia mesmo um bolo de citrinos. Carregado desses aromas, que tanto adoro. Que se entranham nas mãos e perfumam os dias. Que são da época e brilham lá fora e na fruteira da mesa, que pintam os verdes das árvores de laranja e amarelo, como raios de sol nestes dias frios de Inverno. Seria um bolo de laranja, pensei eu enquanto apanhava as laranjas mais bonitas da árvore e as colocava na cesta. A inspiração que vem do pomar.

Escolhi a receita de um livro novo que estou a adorar, o "Masala & Meatballs". Receitas indianas com twist americano e todas maravilhosas da Asha Shivakumar e com as fotografias de babar da Alanna Taylor-Tobin que é uma inspiração há anos. Laranja, cardamomo e pistácio são sabores que combinam na perfeição e de facto o perfume deste bolo é mesmo especial. 
É perfeito para alegrar qualquer domingo preguiçoso, cortar fatias que espalham migalhas, e ver as chávenas de chá a fumegar. Estava mesmo com saudades de fazer um bolo.














(Scroll down to english version)

BOLO DE LARANJA COM SWIRL DE PISTÁCIO E CARDAMOMO
(adaptado do livro "Masala & Meatballs" de Asha Shivakumar)

40 gr de pistácios descascados
150 gr de farinha de trigo com fermento
2 colheres (sopa) de farinha maisena
150 gr de açúcar em pó
2 colheres (chá) rasas de fermento em pó
1/3 colher (chá) de cardamomo em pó
4 ovos médios caseiros 
80 ml de óleo vegetal
120 ml de sumo de laranja natural
raspa de 1 laranja

para servir:
chantilly q.b.
pistácios picados q.b.
gomos de laranja q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 170ºC. Untar uma forma redonda com 20cm de diâmetro com manteiga e forrar a base com papel vegetal antiaderente.
Triturar os pistácios até ficar um pó bem fino e quase em pasta. Reservar.
Separar as gemas das claras e bater as claras em castelo. Reservar.
Numa taça colocar as gemas, o óleo, a raspa e sumo de laranja e bater muito bem com a batedeira.
Noutra taça peneirar a farinha, maisena, fermento, açúcar e o cardamomo. Juntar este preparado ao das gemas e mexer até incorporar bem.
Juntar depois as claras em castelo (adicionando por três vezes à massa) e envolver suavemente.
Retirar meia chávena da massa do bolo e juntar a ela os pistácios em pó e mexer muito bem.
Colocar a massa amarela na forma preparada e por cima dela colocar devagar a massa de pistácio em círculo. Fazer um swirl com um palito de forma a não misturar muito as massas.
Levar ao forno até cozer, uns 40 minutos (teste do palito). Desenformar e deixar arrefecer.
Pode servir com chantilly, gomos de laranja e pistácios picados a gosto.

Nota: podem perfeitamente servir o bolo sem as natas, é um bolo caseiro simples e perfeito por si só. Na receita original a autora usa 3 ovos grandes, mas como os meus caseiros são médios optei por usar 4. E usa pistácios crus que demolha durante a noite antes de os triturar numa pasta, mas eu saltei esse passo e triturei logo, não notando diferença em relação à foto da receita original. 

Bom Apetite!

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(Recipe in english)

ORANGE CHIFFON CAKE WITH PISTACHIO-CARDAMOM SWIRLS

40 g pistachios
150 g all-purpose flour
2 tbsp cornstarch
150 g confectioners' sugar
2 tsp baking powder
1/2 tsp ground cardamom
4 medium eggs at room temperature
80 ml vegetable oil
120 ml fresh orange juice
zest of 1 orange

for serving:
sweetened whipped cream
slivered pistachios
orange segments


Method

Preheat the oven to 170ºC. Grease an 20 cm round pan and cover the base with parchment paper.
Grind the pistachios into a fine powder, almost like a paste, in a food processor and set aside.
Separate the egg yolks from the whites and whip the egg whites to soft peaks.
Sift the flour, cornstarch, confectioners' sugar, baking powder and cardamom into a large bowl.
In a separate mixing bowl, beat the egg yolks, oil, orange juice and zest. Add the dry ingredients and mix well to incorporate.
Then gently fold in the egg whites in three additions to incorporate well. Scoop out half a cup of the batter and fold in the pistachios.
Pour the plain batter into the prepared cake pan. Slowly pour the pistachio mixture in a circle and swirl it around carefully with a toothpick.
Bake for 40 minutes or until a toothpick inserted into the center comes out clean.
Let cool before serving it with the whipped cream, oranges and slivered pistachios, if desired.

Notes: you can serve the cake without the whipped cream on top, it´s perfect as it is. The original recipe asks for 3 large eggs, but I went with 4 medium eggs. The author uses raw pistachios that are soaked overnight, then drained and dried and grind into a fine paste. I skipped this step, and used the roasted pistachios without soaking, just grind it straight away, and it worked just fine too.

Enjoy!







Bolo de Maçã com Canela




Para mim a palavra conforto celebra uma variedade de coisas simples que nos fazem mais felizes. Muitas delas acontecem na cozinha de uma forma tão especial, e já assim aconteciam há muitos anos na cozinha da minha avó. E os meus olhos pequeninos lembram-se tão bem da colher de pau a bater um bolo à mão. E de sentir o aroma do bolo acabado de cozer perfumar toda a casa. E de saborear a primeira fatia ainda morna, enquanto a minha avó servia um "café" de cevada ao meu avô.





É destas pequenas memórias que o meu mundo é feito e me alimento. E quando penso nas tardes frias e chuvosas de Inverno, penso nesse conforto de preparar um bolo caseiro. De escolher uma receita com história, de pegar na colher de pau e aquecer o forno. Para mim é puro conforto e felicidade.

Desta vez a inspiração veio do site da Sidul e rendi-me ao Bolo de Maçã com Canela, aquela dupla que vai ser sempre uma favorita nesta altura do ano. O perfume da canela enquanto o bolo está no forno é sinónimo de sorrisos e de fatias que não deixam rasto de migalhas. É sinónimo de um lanche com chá ou cevada quente, partilhado a muitas mãos gulosas.






Adoro este tipo de bolos, tão simples de fazer e tão bons, que são puro conforto para a alma. E que se preparam com açúcar amarelo, adoro. Desde pequenina que é o açúcar que sempre esteve presente na minha casa e na dos meus avós, e usamos nos bolos e bolinhos, nos sonhos e nas broas, e até no arroz doce da minha avó. É aquele açúcar tão nosso e português que adoça os melhores doces tradicionais. 

A gama de açúcares mais escuros da Sidul é uma boa alternativa para certas receitas, melhorando imenso o seu sabor e textura, dando-lhes aquela intensidade tão própria, por serem mais húmidos e aromáticos. E neste bolo de maçã e canela o açúcar amarelo torna a receita perfeita sem dúvida, o bolo fica fofo e perfumado, delicioso. No fundo, o segredo está no açúcar. 
Esta já é uma receita preferida na nossa casa para as tardes frias de Inverno, que pedem o conforto de um bolo perfeito. Podem encontrar esta receita e outras inspirações para as vossas tardes com forno aceso no site da Sidul.







Bolo de Maçã com Canela
(receita do site Sidul)

4 ovos
125 gr de manteiga derretida
200 ml de leite
300 gr de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de canela em pó
pitada de sal fino
50 gr de passas (opcional)
250 gr de maçã descascada e em cubinhos
maçã fatiada q.b. para enfeitar
Açúcar em Pó Sidul q.b. para salpicar


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga uma forma redonda de 20-22cm de diâmetro e forrar o fundo com papel vegetal.
Numa taça peneirar a farinha, fermento, canela e sal. Adicionar as passas (opcional).
Bater os ovos com o açúcar amarelo até ficar volumoso e esbranquiçar. Juntar a manteiga derretida e mexer bem. Juntar a mistura de farinha e envolver, e por fim o leite e a maçã aos cubinhos.
Colocar a massa na forma preparada, alisar a superfície e decorar com algumas fatias de maçã a gosto. Levar ao forno até cozer, durante aproximadamente 35-40 minutos (teste do palito).
Desenformar, deixar arrefecer e polvilhar com açúcar em pó.

Bom Apetite!







Bolo Crumble de Marmelo e Nozes


Outono. Que venha para ficar. Com chuva, folhas no chão, e tons dourados no pomar. Com bolos perfumados com os sabores da estação.
Quando penso no Outono é isto que me vem à cabeça, um bolo no forno que perfuma toda a casa. Esta é altura de recolher, de regressar ao interior e saborear a casa com as coisas boas que trazemos do pomar. As maçãs, as pêras, os marmelos, os diospiros, as romãs e as nozes ganham vida na cozinha. E é tão bom passar o dia a aproveitar o conforto e o prazer de viver devagar, enquanto se prepara um bolo simples, com cheiro a canela e fruta do pomar.

Este bolo de marmelo e nozes é perfeito na sua imperfeição. Rústico e super perfumado, os sabores e a textura são de Outono, são a estação para fatiar. É um bolo ideal para lanches e até pequeno-almoço, delicioso com uma chávena de chá fumegante. 
Um bolo de conforto. Que ficou queimado nas pontas, porque eu sou distraída e até gosto das bordas bastante crocantes.
Que servi num prato lindo, oferecido por uma pessoa tão doce e especial como a Patrícia do Coco e Baunilha. Ela que me inspira tanto.
E que partilhei com a minha família e amigos do coração, que tenho a sorte de ter aqui tão perto.








Bolo Crumble de Marmelo e Nozes
(receita adaptada do blog Vegetarian Ventures)

1 chávena de farinha trigo
1 chávena de farinha de trigo integral
1 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de canela
pitada de sal
2 ovos caseiros
1/2 chávena de açúcar mascavado
1/2 chávena de maple syrup
1 chávena de iogurte grego natural
1/3 chávena de azeite suave

Para o topping:
2-3 marmelos descascados e fatiados finamente
1/2 chávena de açúcar mascavado
1/2 chávena de farinha trigo
pitada de canela
1/4 chávena de nozes picadas
1/4 chávena de manteiga fria e em cubos

Para servir:
iogurte grego natural
nozes e canela


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC e untar uma tarteira funda ou forma redonda com manteiga e reservar.
Preparar o crumble, misturando todos os ingredientes do topping numa taça, excepto os marmelos, e esfregar com as pontas dos dedos até a manteiga se incorporar nos outros ingredientes e obter algo semelhante a areia grossa. Reservar.
Entretanto numa taça grande colocar os ovos e o açúcar mascavado e bater com a batedeira eléctrica até ficar uma massa espumosa e volumosa, adicionando depois o azeite, maple e iogurte e voltando a bater até ficar homogéneo.
Adicionar depois as farinhas, fermento, canela e sal e envolver muito bem na massa.
Colocar a massa do bolo na forma preparada, espalhar as fatias de marmelo pela superfície, enterrando ligeiramente na massa e por fim colocar o crumble nos espaços entre os marmelos.
Levar ao forno até cozer (teste do palito). Servir morno ou frio, com um pouco de iogurte grego, nozes picadas e salpicado de canela.

Nota:
A meio da cozedura pode ser necessário colocar uma folha de alumínio a tapar o bolo para não queimar. Pode usar maçã (sem descascar) em vez do marmelo.

Bom Apetite!




Parfaits de Chia com Amoras e Mirtilos



Manhãs de verão que rimam com fruta da boa. Adoro esta altura do ano, com tantas cores e perfumes na mesa. São as meloas, os pêssegos e as nectarinas, as ameixas e os abrunhos, os mirtilos e as amoras, as framboesas e as melancias. E eu adoro começar o dia com fruta! Os pequenos-almoços podem ser mais rápidos ou mais lentos, para saborear devagar e com calma em jeito de brunch nos dias de descanso. E eu gosto deles com muita fruta da época e bem fresquinhos.
Desde os famosos gelados de banana congelada, às 'overnight oats' fresquinhas, ao bircher muesli, aos smoothies, barquinhos de meloa ou papaia com 'toppings nice', pudins de chia, e tacinhas de iogurte, granola e fruta. E claro torres de panquecas ou waffles com fruta, adoro.

A pensar nestes dias de verão e nas manhãs que pedem coisas boas e frescas (quase como se fossem sobremesas), trago a receita de hoje, que tenho feito várias vezes com pequenas variações. Se nunca provaram pudim de chia, provem! Até a minha avó adora e aqui no blog encontram algumas sugestões deliciosas. Eu sei que é uma cena da moda (e eu e as modas nunca nos demos bem), mas eu gosto de provar de tudo, quer seja moda ou não. E se gosto vou fazendo e comendo. Acredito sim que devo comer coisas que me fazem bem e que nutrem o meu corpo. Mas sem exageros, sem rótulos e sem fundamentalismos. Nada disso. Gosto de comer cores e o que me sabe bem. Gosto de pecar algumas vezes, sabe tão bem! E acima de tudo comer com prazer e provar um pouco de tudo. Se for saudável, tanto melhor.




Parfaits de Chia com Amoras e Mirtilos
(serve 2)

Para o pudim de chia:
250 ml de leite de amêndoa ou aveia
3 colheres (sopa) de sementes de chia
1/4 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de maple syrup

Para o iogurte lilás:
100 ml iogurte vegetal
1 mão cheia de amoras e mirtilos

Para servir:
granola caseira q.b. (receitas aqui, aqui e aqui)
compota de mirtilos ou amoras caseira q.b.
amoras e mirtilos frescos q.b.


Preparação

Começar por preparar o pudim de chia. Numa taça colocar as sementes de chia, adicionar o leite, a canela e o maple e mexer bem com um fouet. Deixar a descansar no frio, durante umas 2-3 horas para espessar, mexendo a meio do tempo (em alternativa poderá deixar durante a noite no frio e usar na manhã seguinte).
Para o iogurte, colocar as frutas com o iogurte num processador e triturar até ficar homogéneo.
Para servir, colocar em dois copos ou frascos, camadas alternadas de pudim de chia, iogurte lilás, granola e compota, mexendo ligeiramente com uma faca ou colher para criar um efeito swirl.
Servir com amoras e mirtilos frescos.

Bom Apetite!






Brioche Banoffee



A verdade é que eu adoro pão. Todo o tipo de pão me sabe bem aos olhos e ao palato. É dos alimentos que mais me alimenta, pela sensação de conforto como a de uma torrada quente com manteiga, pelas refeições que desenrasca em sanduíches abertas ou tartines quentes, pelos belos dos petiscos que acompanha em forma de ritual, por ser um elemento presente na nossa mesa desde sempre. E pelo acto de o fazer em casa. Não há nada como amassar um pão, ver a massa levedar e sentir o cheiro quente do pão ao sair do forno. Crosta crocante e um miolo irresistível. Ainda quente. Passem a manteiga por favor, que eu sou uma mulher feliz.

Cresci a ver a minha avó a amassar pão e broa. Sem pressas. Pão de verdade. E a cozer no forno a lenha. Adorava as sextas-feiras quando chegava a casa dos avós, para além da sopa à lavrador feita numa fogueira, havia pão acabado de fazer, quentinho e maravilhoso. São memórias que são como um abraço, para o coração e estômago.
E apesar do tempo correr, gosto de ter esse prazer sempre que posso. O de fazer pão. Simples, salgado ou doce. Adoro pão doce, massas lêvedas e brioche amanteigado. Fatias de prazer e sustento, que nascem das nossas mãos. Que alimentam a alma.

Preparei este Brioche Banoffee já a pensar na altura da Páscoa. Época de folares e pães doces. E da partilha dos mesmos. Adoro. Tenho sempre bolo folar em casa, fresco ou congelado, e sempre caseiro (mesmo que não tenha sido feito por mim). Os bolos das Alhadas aqui da zona são deliciosos em fatias torradas. E o bolo de Ançã também. Há pouco tempo tive o prazer de preparar folares tradicionais, doces e bem simples em casa de uma amiga que tem um enorme forno a lenha. Cozemos os folares num dia bem passado e feliz (acho que sou sempre mais feliz quando preparo um bolo, ou acendo o forno). Foi uma fornada enorme, que encheu a casa de sorrisos, perfume a pão doce e um lanche de aconchego.
Este brioche é receita do livro "Aimee's Perfect Bakes" da Aimee Twigger. Basta lembrarem-se dos rolinhos de canela e leite dourado para entenderem que só pode ser receita boa. Das que me faz escrever sobre memórias, afectos e dias felizes.







Brioche Banoffee

para a massa:
500 gr de farinha de trigo
60 gr de açúcar mascavado claro
1 e 1/2 colher (chá) de sal
2 e 1/2 colher (chá) de fermento de padeiro seco
3 ovos
100 ml de leite
3 colheres (sopa) de doce de leite
110 gr de manteiga amolecida
50-100 ml de água

para o recheio:
60 gr de manteiga derretida
60 gr de açúcar mascavado claro
2 bananas descascadas e em rodelas
4 colheres (sopa) de doce de leite


Preparação

Numa taça colocar a farinha, açúcar, sal e fermento, tendo o cuidado de colocar o fermento do lado oposto ao do sal. Juntar os ovos, leite e doce de leite e começar a bater a massa na batedeira eléctrica, com o gancho da massa colocado. Adicionar 50 ml de água e deixar bater durante 2 minutos.
Em seguida juntar a manteiga, uma colherada de cada vez, enquanto continua a bater a massa. Se achar a massa demasiado pesada junte mais água aos poucos. 
Deixar amassar bem a massa durante uns 5 minutos.
Depois de amassada, deixar levedar por 1-2 horas, num local quente. 
Depois de levedada, colocar a massa numa superfície enfarinhada. Amassar com as mãos e depois com a ajuda de um rolo esticar a massa num rectângulo longo e fino.
Com um pincel, espalhar a manteiga derretida pela superfície da massa. Salpicar o açúcar por cima, e colocar as rodelas de banana, de forma a ocupar toda a superfície. Em seguida colocar o doce de leite por cima com ajuda de uma colher. 
Enrolar a massa a partir do lado mais largo do rectângulo, até formar um rolo. Cortar o rolo ao meio no sentido do comprimento. E enrolar as duas tiras de rolo uma na outra, dando assim forma ao brioche.
Colocar numa forma untada e forrada com papel vegetal e deixar levedar por mais 40 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Levar o brioche ao forno até cozer, uns 35-45 minutos.
Desenformar e servir morno ou frio.

Bom Apetite!



Rolinhos de Canela e Leite Dourado


Os últimos dias têm sido cinzentos. Lá fora e cá dentro. Uma mistura do mau tempo com o deixar entranhar esse cinza por mim adentro. Às vezes sou permeável ao tempo. 
Tudo em mim anseia por uma Primavera, por dias com menos chuva, menos pesados e cansativos. Esperamos que seja o Inverno a despedir-se. Que venham os raios de sol e dias maiores, mais livres. E a cozinha fique mais luminosa. Inundada de cores. 

Num domingo cinzento e escuro, a vontade de ligar o forno é sempre uma constante. Enrolar-me no meu ninho e deixar-me ficar. Enquanto a massa leveda. Sabe bem aproveitar a casa, a cozinha, o tempo livre que escasseia. E preparar uns bolinhos ou algo doce.
Acordar com vontade de comer rolinhos de canela é sempre uma boa ideia para pôr as mãos na massa. Acordar os sentidos com o cheiro a canela que vem do forno, traz sempre conforto agarrado. Faz-se uma cevada quente e servem-se rolinhos dourados durante a tarde escura, enquanto lá fora chove, e cá dentro faz-se o gosto à alma.








Rolinhos de Canela e Leite Dourado
(receita do blog Twiggstudios)

massa:
300 ml leite
1 colher (sopa) rasa de curcuma em pó
3 chávenas de farinha de trigo
1 saqueta de fermento de padeiro seco
1 colher (chá) de sal fino
1/3 chávena de açúcar amarelo

recheio:
2/3 chávena de açúcar amarelo
2 colheres (sopa) rasas de canela em pó
3 colheres (sopa) de manteiga derretida


Preparação

Num tacho pequeno, aquecer o leite com a curcuma só até ficar morno. Misturar bem e colocar num jarro medidor, acrescentando água até fazer 350 ml de volume total.
Numa taça grande colocar a farinha, o sal e açúcar, e o fermento (no lado oposto, para não tocar no sal). Acrescentar metade da mistura do leite e começar a amassar à mão ou com o gancho de amassar na batedeira eléctrica. Ir acrescentando leite até a massa estar maleável e com boa consistência, e depois amassar durante uns 5 minutos (se a massa estiver muito líquida podemos sempre juntar mais farinha, e se estiver muito seca, acrescentar mais leite aos poucos). 
Deixar a massa levedar por 1-2 horas num local quente e com a taça coberta com um pano.
Quando a massa tiver dobrado em tamanho, colocá-la numa superfície enfarinhada e amassar ligeiramente com as mãos para retirar o ar, estendendo-a depois num rectângulo comprido, com a ajuda de um rolo da massa (podem ver o passo a passo no link da receita da Aimee). 
Pincelar com a manteiga e espalhar o açúcar e canela pela superfície toda do rectângulo. Dobrar o rectângulo ao meio e cortar em tiras com 2-3 cm. Agarrar cada tira com ambas as mãos e torcer, enrolando depois num rolinho como o da foto. 
Colocar os rolinhos num tabuleiro com papel vegetal e deixar levedar por mais 1 hora (eu não esperei este tempo todo). Pré-aquecer o forno a 180ºC, pincelar os rolinhos com leite ou ovo batido e salpicar com açúcar demerara (eu pincelei só com leite). Levar ao forno até cozer (uns 20 minutos).

Bom Apetite!




Bolinhos de Banana e Manteiga de Amêndoa



Ando sem tempo, podia ser sempre a minha desculpa. De facto o tempo atropela-me os dias e as horas, e todos os planos pelo meio. Não sei como do natal, cheguei até aqui e já é primavera. Às vezes tenho medo de não ter tempo para viver. Para viver tudo o que ainda quero viver. Para experimentar coisas novas. Queria que este ano fosse um pouco mais como foi o ano passado, em que aproveitei tudo, em que senti muito mais. Não foi preciso ir para fora do país, para viajar em sítios lindos. Não foi preciso fazer fretes só porque é politicamente correcto. Vivi o que quis viver, com quem o quis partilhar. Apenas deixei entrar quem amo, quem me merece. Aproveitei todos os pequenos momentos e celebrei-os em jeito de festa, sempre que pude.

Este ano parece que me atropela, ao contrário do anterior. Embora me sinta estagnada em muitos aspectos, há outros que não me deixam parar um segundo. E com o trabalho que é cada vez mais, com as cirurgias e mais um curso pelo meio, vou ficando sem tempo para outras coisas que me sabem tão bem e que me fazem falta. Talvez seja desorganização, talvez seja cansaço e preciso de acalmar. Talvez esteja a exigir demais de mim. Talvez seja só uma fase. Talvez seja só o tempo a dizer-me que não é o caminho certo. Ou que com esta idade ainda não sei bem o que quero fazer quando for grande. Que há tantas possibilidades. Que quero fazer mais coisas na vida. Pelo meio dos pensamentos confusos, consigo ainda criar rotinas e novas resoluções, pequeninas mas que consegui implementar e manter por estes últimos meses. E isso deixa-me contente.

Mesmo que não venha aqui tantas vezes. Acabo sempre por vir, mesmo que demore. É um porto seguro, um sítio onde me sinto sempre bem, onde posso escrever ou simplesmente partilhar o que gosto de cozinhar e fotografar. Eu gosto de zonas de conforto, é bem verdade, mas quando saio delas adoro ainda mais.
Depois destas palavras esperariam algo surpreendente, algo que eu nunca antes tivesse experimentado cozinhar. E acreditem, eu quero fazer isso, mas o tempo não tem permitido. Ou quando tento, falho, corre mal. Não desanimo. Sei que tudo é uma aprendizagem, mesmo estes dias ou meses de interrogação.
E volto sempre ao conforto dos bolinhos. Saudáveis estes, super fáceis e rápidos de fazer, perfeitos para os lanches da semana e para os meus amigos com intolerância à lactose e ao glúten. A receita original do livro "My Family Table" é um 'banana bread' mas eu resolvi fazer em versão muffins, para poupar tempo.




Bolinhos de Banana e Manteiga de Amêndoa
(adaptados do livro "My Family Table")

2 bananas grandes maduras descascadas
75 gr de açúcar de coco
4 ovos
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de vinagre de sidra
1/4 chávena de óleo de coco My Protein, derretido
1/2 chávena de farinha de arroz
1/2 chávena de farinha de amêndoa

banana em fatias para enfeitar


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Colocar forminhas de papel numa forma de muffins.
Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos, e triturar até formar uma massa homogénea.
Colocar a massa nas forminhas até 3/4 de capacidade. E finalizar com uma rodela de banana no topo de cada bolinho.
Levar ao forno até cozer (teste do palito). Servir mornos ou frios. E guardar num caixa hermética por uns 4 dias.

Bom Apetite!



Bolachas Anzac com Sementes



Adoro cookies com aveia. E nos meses mais frios há sempre fornadas de biscoitos a fazer, para aquecer a casa e encher o frasco das bolachas. É como um ritual.
Escolher uma das receitas que adoro e costumo fazer, ou ir ao encontro de uma nova receita. Preparar os ingredientes, fazer a massa, estender com o rolo e cortar, ou moldar com as mãos as bolachinhas. Levar ao forno e retirar a primeira fornada é sempre motivo para sorrir. A seguir costumo logo queimar a língua a provar a primeira bolacha ainda quente (acontece mais vezes do que eu desejaria e mesmo assim não aprendo hihi). 

As mais "rodadas" pelo forno são as bolachinhas de aveia e arandos, as de manteiga de amendoim e chocolate e as com especiarias. Volta e meia aqueles biscoitos de canela maravilhosos também aparecem e desaparecem num ápice e adoro húngaros, biscotti de amêndoa e uns biscoitos super simples da minha avó. O importante é ter uma cookie sempre à mão!
Desta fornada, as Bolachas Anzac com Sementes da Nigella, do seu mais recente livro 'Simply Nigella'. Aveia e coco, sem ovos, e muitas sementes. Super fáceis de preparar. Mais ou menos tempo no forno para uma bolacha mais crocante ou mais fofa. Adoro das duas maneiras, e esta semana são as eleitas para acompanhar os dias de chuva.




Bolachas Anzac com Sementes
(do livro Simply Nigella, de Nigella Lawson)

80 gr de manteiga
100 gr de açúcar mascavado
2 colheres (sopa) de golden syrup
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
2 colheres (sopa) de água quente
125 gr de farinha
50 gr de coco ralado
100 gr de flocos de aveia
25 gr de sementes de girassol
25 gr de sementes de abóbora
25 gr de sementes de sésamo


Preparação

Numa taça misturar os sólidos (farinha, coco, aveia e sementes). 
Num tachinho, derreter a manteiga com o açúcar e o golden syrup.
À parte misturar o bicarbonato com a água quente, dissolver bem e reservar.
Juntar a mistura do bicarbonato à da manteiga, já fora do lume e mexer.
Juntar esta mistura líquida à dos sólidos e misturar bem (em seguida coloquei no frio uns 20 minutos).
Retirar colheradas de massa e colocar no tabuleiro, espalmar em formato redondo e com 0,5 a 1 cm de altura. Deixar um espaço de 2-3cm entre as cookies e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC por 10-15 minutos, dependendo do vosso forno e se querem as cookies menos ou mais crocantes.
Retirar do forno quando estiverem douradas, o centro ainda vai estar mole mas depois de arrefecer endurecem. Deixar arrefecer uns 5 minutos antes de as retirar do tabuleiro com uma espátula.
Depois de frias, guardar num frasco hermético até uma semana.

Bom Apetite!



Bolo de Maçã e Sidra com Canela


E de repente entrou o Outono. Lá de fora, cá para dentro. Caiu chuva e soprou vento, e de novo voltou o sol, nessa transição tão própria da estação.
Procura-se um agasalho. Um refúgio, um casulo dentro de casa. Afinal sabe tão bem esse conforto.
A natureza neste momento muda as cores, muda os sons, os cheiros. Tudo faz sentido.
A resistência à mudança e à nostalgia da época, encontra caminho para as coisas boas da estação, à mesa. Como sempre, tudo faz sentido em volta dela.

E que tal preparar um bolo? Ligar o forno e pegar na colher de pau. Começa assim o ritual que mais gosto. Fecho a porta da cozinha por momentos. Conservo o calor, e o perfume do bolo, que se entranha na pele. Gosto de cheirar a bolo.
E de cortar uma fatia deste bolo ainda morno. Com sabor a maçã e canela, que me lembra sempre o Outono. Que me lembra algo familiar. Que me cheira a sempre.

Esta receita foi preparada para a edição de Outono da Quattuor Magazine, onde podem ver mais receitas minhas e uma pequena entrevista. Espero que gostem.






Bolo de Maçã e Sidra com Canela

1/2 chávena de farinha de espelta integral
2 chávenas de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1/2 a 1 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de sal
2 ovos biológicos
3/4 chávena de açúcar mascavado
1/4 chávena de azeite suave
3/4 chávena de sidra
3/4 chávena de puré de maçã


Preparação

Numa taça colocar as farinhas, o fermento, bicarbonato, canela a gosto e uma pitada de sal, misturando bem com a colher de pau.
Noutra taça bater muito bem os ovos com o açúcar e o azeite, até ficar uma mistura mais volumosa, adicionando depois a sidra e o puré de maçã e mexendo muito bem.
Adicionar os sólidos aos líquidos e bater bem até ficar uma massa homogénea.
Colocar a massa numa forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha e levar a forno pré-aquecido a 180ºC até cozer (teste do palito).
Deixar arrefecer uns 5-10 minutos antes de desenformar.
Servir salpicado de açúcar em pó e canela.

Nota: para o puré de maçã costumo usar a polpa de maçãs assadas e esmagar com um garfo até obter um puré.

Bom Apetite!





Crumble de Verão



Muitas vezes me perguntam qual é o meu prato preferido, o bolo que mais gosto, a minha sobremesa favorita. Acho quase impossível resumir as coisas que gosto numa só.
Apesar de fazer muitos bolos e bolinhos (vocês já bem sabem), bolachas, gelados e outros docinhos, não conseguiria dizer qual a minha sobremesa preferida, eleger uma só.
Sei que adoro arroz doce, e adoro gelados caseiros, e embora nunca faça mousse de chocolate em casa, fico toda gulosa por uma, se a vejo a passar à minha frente num restaurante. Ah, e o leite creme queimado na hora, adoro! Quebrar aquela capinha de caramelo é das coisas que me fazem sorrir. 

Posso é dizer-vos que das sobremesas que se fazem todo o ano, em qualquer estação, o crumble foi das melhores descobertas dos últimos anos. Comi a primeira vez, um de maçã, depois de ter visto num programa de culinária, e adorei. A simplicidade da fruta morna com a cobertura crocante, o contraste de texturas, deixou-me rendida. Depois foi num instante que fiz um com marmelos, delicioso. E dando a volta às estações do ano, há crumbles para todas as frutas e todos os gostos. E é isso que adoro nesta sobremesa, fácil de fazer, de conforto, com fruta da época, e perfeita com uma bolinha de gelado de baunilha ou um pouco de iogurte grego natural.
Assim que tive o livro "Vibrant Food" nas mãos, fiquei encantada. Celebram-se nele os ingredientes e as cores de cada estação. E eu escolhi este crumble (ou crisp na versão original) em celebração do verão e das frutas boas. 





Crumble de Verão (fiz 1/2 receita)
(receita do livro Vibrant Food, de Kimberley Hasselbrink)

3 pêssegos ou nectarinas em cubos
1 chávena de amoras
1 chávena de mirtilos
1 chávena de morangos em quartos
1/4 chávena de açúcar mascavado
2 colheres (sopa) de sumo de limão
1 colher (sopa) de farinha
1/2 colher (chá) de gengibre em pó Margão

crumble:
2 chávenas de flocos de aveia
1 chávena de amêndoas com pele picadas grosseiramente
1/3 chávena de farinha de aveia
1/3 chávena de açúcar mascavado
1/2 colher (chá) de canela em pó Margão
1/2 colher (chá) de gengibre em pó Margão
1/2 chávena de manteiga fria e em cubos


Preparação

Numa taça colocar as frutas e envolver os restantes ingredientes do recheio nelas. Colocar esta mistura num tabuleiro de ir ao forno.
Para preparar o crumble, numa taça colocar a aveia, amêndoas, farinha, açúcar e especiarias. Adicionar a manteiga e com as pontas dos dedos trabalhar a massa de forma a obter um género de migalhas ou areia grossa e molhada.
Espalhar o crumble por cima da fruta e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC por 20 a 30 minutos, até o crumble estar dourado e a fruta borbulhar pelos lados.
Deixar arrefecer 5-10 minutos e servir com gelado de baunilha.

Bom Apetite!