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Cheesecake raw de Caju e Mirtilos



Um cheesecake raw, vegan e mega delicioso, de um dos meus livros preferidos. Sabem aqueles livros de culinária especiais e que sabemos que vão ficar para sempre? Esta receita vem de um desses livros. Da querida e sempre sorridente Joana Alves aka Miss Vite, o livro "Natural" (o qual tenho autografado e com uma dedicatória toda catita).

É dos livros mais completos e com o qual aprendi e aprendo sempre mais, sobre alimentação saudável e vegetariana. E com fotografias lindas de morrer. As receitas que já fiz foram mais que muitas, desde o chá dourado (foi com este livro que o experimentei pela primeira vez), a granola de maçã, as panquecas de trigo sarraceno, o requeijão de amêndoa, o pão recheado com funcho caramelizado, o chilli 3 feijões, o esparguete de beterraba assada entre outras. Dá fome não dá? Adoro e recomendo, mesmo a não vegetarianos.

Ainda não tinha experimentado este cheesecake raw de caju e mirtilos do livro. Estava na lista do "a fazer" há imenso tempo. Gosto imenso da receita, e acho-a muito mais equilibrada que outros cheescakes raw que vejo em outros livros ou na net. Talvez pela base ser menos calórica que outras carregadas de frutos secos. Faz-me mesmo muito mais sentido. E assim que o provei notei logo essa diferença. Como é leve, fresco e delicioso! E com os mirtilos que eu tanto adoro, e tenho sempre imensos congelados e prontos a usar.
Uma sobremesa perfeita para estes dias de verão!








Cheesecake raw de Caju e Mirtilo

Base:
4 tâmaras medjool demolhadas e sem caroço
75 gr de sementes de girassol demolhadas 1-4h
125 gr de coco ralado
1 colher (sopa) de cacau cru em pó
1 colher (sopa) de óleo de coco derretido
1 colher (sopa) de água fresca
1 pitada de sal

Recheio:
225 gr de cajus crus sem sal demolhados 1-4h
150 gr de mirtilos congelados
4 colheres (sopa) de geleia de arroz
4 colheres (sopa) de óleo de coco derretido
100 ml de água fresca
sumo de 1/2 limão
1 colher (chá) de pasta de baunilha
1 pitada de sal

Decorar:
Mirtilos frescos
Folhas de hortelã


Preparação

Para a base colocar os ingredientes todos num processador e triturar até obter uma massa consistente.
Espalhar a massa numa forma de mola de 20cm de diâmetro, pressionando bem para ficar com altura uniforme. Reservar no frio.
Para o recheio, colocar todos os ingredientes excepto os mirtilos num processador de alimentos e triturar até se obter um creme macio.
Colocar cerca de 3/4 deste creme por cima da base e espalhar bem com a ajuda de uma colher, para que fique uniforme.
Acrescentar os mirtilos congelados ao restante creme e triturar até ficar homogéneo. Espalhar este creme roxo por cima do outro creme, com cuidado e para que fique uniforme.
Tapar com película aderente e levar ao congelador por cerca de 6-8horas.
Para servir, retirar do congelador 30 minutos antes e decorar com mirtilos frescos e folhas de hortelã.

Bom Apetite!










Pavlova Floresta Negra



Há momentos que devem ser sempre celebrados. Mesmo que nos falhe o tempo. A vontade de celebrar essa nunca falha. Com algo bem doce na mesa.
Foi assim que o blog completou 6 anos, no mês passado. Sim, já são 6 anos! Tive mais uma vez de ir atrás e ver a data do primeiro post e confirmar quantos eram.
E para não fugir ao tema do primeiro post de sempre (compota de cereja caseira) e aos últimos anos que celebramos o aniversário do blog juntos, mais uma vez escolhi as cerejas para a sobremesa.

Uma pavlova floresta negra, com duas coisas que adoro, o chocolate e as cerejas juntos. E acreditem que ficou perfeito! Um doce bem doce, para ser partilhado com todos os gulosos.
E acredito que enquanto houver cerejas, nem será preciso motivo especial para celebrar tudo o que é bom com elas.
Uma mesa com uma pavlova é uma mesa feliz. E o aniversário do blog deixa-me sempre feliz, e com vontade de celebrar e partilhar convosco todos estes momentos.

Obrigada a todos os leitores, pela vossa presença. Por estarem aí, pelas palavras que me deixam sempre a sorrir, pelo carinho com que me escrevem e fazem as receitas que passam nesta mesa. Muito obrigada! Continuo a ser muito feliz a cozinhar, a fotografar e a sonhar.
Este caminho é escrito em forma de receitas e fotografias e histórias. É feito de sonhos, forno aceso, ovos caseiros, legumes e frutas da horta e do pomar, de mãos amigas e pessoas que se cruzam pelo meu caminho, algumas que se tornaram verdadeiras amigas. Não podia estar mais grata pelas coisas boas que este cantinho me trouxe. Que venham mais histórias de comer e querer mais.











Pavlova Floresta Negra

6 claras de ovo
300 gr de açúcar
3 colheres (sopa rasas) de cacau em pó (+ um pouco para salpicar)
1 colher (chá) de vinagre de sidra

350 ml de natas frescas
2 colheres (sopa) de açúcar
1/2 chávena de compota de cereja

cerejas frescas q.b.
raspas de chocolate negro q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Desenhar dois círculos com 20cm de diâmetro em folha de papel vegetal antiaderente e colocar dentro de dois tabuleiros.
Com a batedeira eléctrica bater as claras em castelo até ficarem bem firmes. Começar a juntar o açúcar, uma colher de sopa de cada vez, e bater entre cada adição, até ficar incorporado.
Bater depois durante uns 5 minutos até a mistura ficar brilhante e espessa.
Adicionar depois o vinagre e o cacau e envolver delicadamente até ficar misturado e homogéneo.
Colocar colheradas da mistura dentro dos círculos desenhados, metade em cada, e dando a forma redonda pretendida. Salpicar cada disco de pavlova com cacau em pó, usando uma peneira pequenina, para dar um efeito pintado.
Reduzir a temperatura do forno para 120ºC e colocar os discos de pavlova a cozer cerca de 1 hora e  10-15 minutos.
Depois desse tempo, desligar o forno e deixar a pavlova lá dentro até arrefecer por completo (eu coloco uma colher de pau na porta do forno para deixar uma abertura).
Para o recheio e cobertura, bater as natas até ficarem firmes, adicionar o açúcar e bater mais um pouco só para incorporar.
Na altura de servir, colocar um disco de pavlova num prato grande, cobrir com metade do chantilly e salpicar com metade da compota de cerejas, dando um efeito marmoreado com um garfo.
Colocar o outro disco de pavlova em cima, cobrir com as restantes natas batidas, espalhar a compota de cereja, e servir com cerejas frescas e raspas de chocolate.

Bom Apetite!








Aveia no Forno com Cogumelos e Espargos



Não estamos em época de ligar o forno, bem sei. Calor abrasador nestes últimos dias, que pede refrescos, saladas, limonadas e muitos gelados fresquinhos à mesa. Mas não resisti a partilhar esta receita com os leitores.
Fiz esta aveia no forno há alguns dias atrás, quando as noites ainda pediam alguma comida de conforto. Adoro prepará-la na minha skillet da Staub, onde a posso levar directamente ao forno. 
É adaptada da receita que levei ao open day da nova loja Trinca, e da qual recebi imensos comentários a pedir para a partilhar, porque acharam a ideia interessante.

Aveia no forno, com cogumelos e espargos, um toque de coentros e parmesão e flores de cebolinho a animar um prato de poucas cores. Super simples, mas muito bom. Pelo menos, cá em casa sempre que o preparo, todos comem com gosto e nunca sobra nada. A ideia era fazer um risotto com a aveia sem glúten da Trinca, algo parecido com umas papas de aveia salgadas e uma taça de conforto que se prepara num instante. E de facto ficou delicioso. Mas ainda resolvi colocar a mistura no forno, e acho que a tornei mais deliciosa. Mas fiquem à vontade para usar outros ingredientes, mais caldo caso prefiram mais cremoso, e optar por nem usar o forno. Espero que gostem tanto como nós.








Aveia no Forno com Cogumelos e Espargos

2 dentes de alho picados
1 cebola pequena picada
azeite q.b.
3 chávenas de cogumelos frescos
1 molho de espargos
200 gr de flocos de aveia sem glúten
sal q.b.
500 ml de caldo de legumes caseiro (ou água)
parmesão ralado q.b.
coentros frescos picados q.b.
flores de cebolinho


Preparação

Numa frigideira grande colocar um fio de azeite, os alhos picados e a cebola picada, deixando alourar lentamente. Quando a cebola ficar translúcida e mole, juntar os cogumelos fatiados e os espargos também fatiados em pedaços grandes, deixando cozinhar e mexendo ocasionalmente até ficarem ligeiramente tenros. 
Em seguida juntar a aveia em flocos, um pouco de sal, e o caldo de legumes ou a água e mexer sempre até o líquido ser quase todo absorvido.
Fora do lume juntar parmesão ralado a gosto e coentros picados a gosto, envolver bem para o queijo derreter, provar e caso necessário ajustar o tempero, ou com mais sal ou mais parmesão.
Espalhar a mistura de forma uniforme na frigideira e levar ao forno pré-aquecido a 220ºC por uns 20 minutos ou até a parte de cima dourar, mas por dentro ainda ficar cremoso.
Servir com coentros picados, lascas de parmesão e flores de cebolinho.

Bom Apetite!





Bolo de Coco e Tangerina


Estamos em época de citrinos. Uma das coisas que adoro na estação do frio. Ver o pomar carregado de pontos laranja e amarelos. A brilhar no meio do verde. Nas árvores que contam histórias, que se prolongam da porta de nossa casa até ao fundo do pomar. São as árvores dos meus avós. Que cresceram com eles e comigo. Onde tantas vezes brinquei quando era pequena, no meio da terra molhada. Onde me sinto perto das minhas raízes. E de quem sou.

Das melhores coisas, apanhar fruta na hora e comer ali debaixo das árvores. Nestes dias frios mas cheios de sol sabe tão bem ir lá fora e apanhar laranjas, tangerinas, limões. Trazer para dentro e encher a fruteira. Ficar com as mãos a cheirar a citrinos. Adoro o perfume da fruta. E o forno também. É quase um ritual nesta altura do ano, preparar um bolo com o perfume dos citrinos. 
O escolhido para um destes domingos foi o bolo de coco e tangerina da minha amiga Susana do Basta Cheio. Um bolo sem açúcar refinado, sem glúten e sem lactose, para um Janeiro que se quer mais leve, mas cheio de sabor.






Bolo de Coco e Tangerina
(receita adaptada do Basta Cheio)

4 ovos
6 colheres (sopa) de maple syrup
75 ml de azeite suave
50 gr de farinha de amêndoa
50 gr de farinha de coco
50 gr de coco ralado
1 colher (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de canela em pó
2 tangerinas

Calda:
2 tangerinas
1 pau de canela
1 colher (chá) de mel

Coco ralado para polvilhar


Preparação 

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma de bolo inglês pequena e forrar o fundo com papel vegetal antiaderente. Reservar.
Numa taça colocar os ovos, o maple, o azeite, farinhas, coco, fermento, canela e a raspa de duas tangerinas e o sumo de uma. Bater a massa até ficar uniforme.
Colocar na forma preparada e alisar a superfície. Levar ao forno até cozer (teste do palito), por uns 30 minutos. 
Entretanto aquecer o sumo de duas tangerinas com o pau de canela e o mel até homogéneo, e depois de retirar o bolo do forno picar com um garfo e espalhar a calda ainda morna para absorver.
Desenformar ao fim de 10 minutos e decorar com coco ralado.

Bom Apetite!










Gelado de Iogurte com Mirtilos Assados e Crocante



Estava a pensar em receitas de Outono, agora que reinam os marmelos e as romãs na horta. Nos crumbles e assados reconfortantes, nas tartes de maçã e no forno aceso. Mas deixa-te estar sossegado outono. Espera mais um pouco, e dá-nos mais dias de sol. Prefiro fazer uma transição de mansinho. Aproveitar os dias de sol que estavam a reinar neste Outubro, e pensar depois nas noites mais frias. Às vezes é difícil para mim a transição, a mudança.
Mas já aparecem os sinais do outono lá fora. Na luz, nas árvores, nas folhas. A nostalgia do outono carrega levemente o ar, assim que começam a cair as primeiras gotas de chuva, a par das folhas castanhas e douradas.

Acendi o forno para preparar um gelado. Isto de falar em transição é mesmo assim. Ainda quero gelados, mas já quero forno aceso. Acho que não devo ser só eu.
Juntei as vontades com o livro de culinária mais recente cá em casa, o "Alternative Baker" da Alanna. O que eu adoro esta mulher, o blogue, as receitas, a maneira como ela as capta pela lente, tudo me anima a cozinhar com ela. 
O livro explora sobremesas sem glúten, e dá vontade de fazer cada uma delas na nossa cozinha. E eu assim que o recebi marquei imensas receitas e pus logo mãos à obra com este gelado.

Pensei nos muitos mirtilos que congelei nos meses de Julho e Agosto e coloquei-os no forno, enquanto preparava um género de crisp para dar crocante ao gelado. Depois do forno, a máquina de gelados. Preparei a base super simples e suave de gelado de iogurte grego com toque de baunilha.
Confirmo. Gosto mesmo de gelados. E este então é maravilhoso. 
Junta três coisas que adoro, o facto de ser um gelado, os mirtilos, e aquele crocante que lhe dá outra textura pelo meio. Era capaz de comer isto quase todos os dias. 
Enquanto chove, começo já a pensar na próxima receita que vou preparar deste livro lindo, começo a pensar em maçãs e forno aceso. Que venha a inspiração da estação. 




Gelado de Iogurte com Mirtilos Assados e Crocante

Mirtilos Assados:
250 gr de mirtilos frescos ou congelados
1/4 chávena de açúcar
raspa de 1 limão pequeno
1 colher (sopa) de sumo de limão

Crocante:
1/4 chávena de farinha de arroz
2 colheres (sopa) de farinha de aveia
1/2 chávena de flocos de aveia (sem glúten)
1/4 chávena de açúcar mascavado
1/4 colher (chá) de canela em pó
3 colheres (sopa) de manteiga fria 

Base do Gelado de Iogurte:
1 chávena de natas
1/2 chávena de açúcar
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha
2 chávenas de iogurte grego natural 


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Misturar os mirtilos com o açúcar e raspa de limão e colocar num tabuleiro. Levar ao forno, mexendo ocasionalmente e esmagando com um garfo, até a mistura borbulhar fortemente e ficar mais reduzida (uns 30-40 minutos). Retirar do forno, misturar o sumo de limão e colocar numa taça. Deixar arrefecer totalmente (pode ser no frio, por 1 hora ou até 2 dias).

Para o crocante, colocar os ingredientes todos numa taça, cortar a manteiga em pedacinhos e esfregar com as pontas dos dedos até a mistura começar a unir (vai parecer um género de cobertura de crumble). Espalhar num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno a 180ºC por uns 15-20 minutos, até dourar. Ir mexendo durante o processo, para não queimar, e partir os pedaços maiores.
Retirar do forno e deixar arrefecer totalmente. Reservar 1 chávena do crocante para o gelado e o restante para depois servir (mantendo fechado num recipiente hermético).

Para o gelado, numa taça colocar os ingredientes todos e misturar com a batedeira eléctrica até ficar homogéneo e cremoso, e o açúcar dissolver. Refrigerar a mistura, e depois colocar na máquina de fazer gelados, seguindo as instruções do fabricante.
Depois de preparada a base de gelado de iogurte, proceder à montagem. Num recipiente colocar um terço da mistura do gelado, espalhar por cima um terço dos mirtilos e um terço do crocante. Repetir mais duas vezes e com a ponta de uma faca, fazer um swirl na camada do topo, dando um efeito bonito. Tapar e levar ao congelador.
Na altura de servir, deixar uns 10 minutos à temperatura ambiente, retirar bolas de gelado e salpicar com o crocante restante.

Bom Apetite!








Trufas de Figo e Cacau



As minhas últimas leituras de culinária têm sido bastante boas e portuguesas. Boas no sentido de serem livros com qualidade, que me fazem ter vontade de os recriar na cozinha, que têm receitas maravilhosas acompanhadas de fotografias de dar água na boca, e são livros portugueses. De pessoas que admiro e com as quais aprendo sempre algo novo, que me surpreendem pela positiva.
Não escondo que adoro livros de culinária, tenho duas estantes cheias deles, e outros tantos espalhados em vários cantos da casa. Acompanham-me na cozinha, na leitura de cabeceira, e até os levo comigo em viagens e férias. 

O livro de onde vem esta receita já andou em muitos lugares. Já esteve na cozinha, na sala, no quarto, na mala, no carro, na praia, na piscina e rumou comigo ao Alentejo nas férias. 
É um livro de doces mais saudáveis, para comer sem culpa e com todo o sabor. Da Sara do blog Nem Acredito que é Saudável. 
Sinto um enorme carinho pela Sara, apesar de não a conhecer pessoalmente. Gosto imenso da energia que ela transmite. Já aprendi tanto com ela e com as receitas dela.

Esta é sem dúvida uma das minhas receitas preferidas do livro "Nem Acredito que é Saudável" e que já repeti algumas vezes. Umas trufas de figo e cacau, que se fazem num instante (só precisamos de um processador de alimentos para triturar tudo), e são super deliciosas de comer, ou seja desaparecem num instante!
São perfeitas para levar para a clínica, e naqueles dias mais complicados e cheios de cirurgias, em que mal tenho tempo de parar, como uma destas trufas e fico cheia de energia!
É que são mesmo boas. Palavra de gulosa.





Trufas de Figo e Cacau
(do livro 'Nem Acredito que é Saudável' de Sara Oliveira)

para 12-15 trufas

80 gr de amêndoas 
160 gr de figos secos
2 colheres (sopa) de cacau em pó
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de mel

cacau em pó q.b. para enrolar


Preparação

Colocar as amêndoas num processador de alimentos e triturar.
Juntar os figos cortados em pedaços e o mel e voltar a triturar até obter uma pasta (poderá ser necessário adicionar umas gotas de água).
Acrescentar o cacau e o sal e voltar a triturar durante dois minutos.
Com a pasta obtida, moldar bolinhas pequenas com as mãos, passar por cacau em pó e levar ao frio, guardadas numa caixa.

Bom Apetite!



Bolinhos de Banana e Manteiga de Amêndoa



Ando sem tempo, podia ser sempre a minha desculpa. De facto o tempo atropela-me os dias e as horas, e todos os planos pelo meio. Não sei como do natal, cheguei até aqui e já é primavera. Às vezes tenho medo de não ter tempo para viver. Para viver tudo o que ainda quero viver. Para experimentar coisas novas. Queria que este ano fosse um pouco mais como foi o ano passado, em que aproveitei tudo, em que senti muito mais. Não foi preciso ir para fora do país, para viajar em sítios lindos. Não foi preciso fazer fretes só porque é politicamente correcto. Vivi o que quis viver, com quem o quis partilhar. Apenas deixei entrar quem amo, quem me merece. Aproveitei todos os pequenos momentos e celebrei-os em jeito de festa, sempre que pude.

Este ano parece que me atropela, ao contrário do anterior. Embora me sinta estagnada em muitos aspectos, há outros que não me deixam parar um segundo. E com o trabalho que é cada vez mais, com as cirurgias e mais um curso pelo meio, vou ficando sem tempo para outras coisas que me sabem tão bem e que me fazem falta. Talvez seja desorganização, talvez seja cansaço e preciso de acalmar. Talvez esteja a exigir demais de mim. Talvez seja só uma fase. Talvez seja só o tempo a dizer-me que não é o caminho certo. Ou que com esta idade ainda não sei bem o que quero fazer quando for grande. Que há tantas possibilidades. Que quero fazer mais coisas na vida. Pelo meio dos pensamentos confusos, consigo ainda criar rotinas e novas resoluções, pequeninas mas que consegui implementar e manter por estes últimos meses. E isso deixa-me contente.

Mesmo que não venha aqui tantas vezes. Acabo sempre por vir, mesmo que demore. É um porto seguro, um sítio onde me sinto sempre bem, onde posso escrever ou simplesmente partilhar o que gosto de cozinhar e fotografar. Eu gosto de zonas de conforto, é bem verdade, mas quando saio delas adoro ainda mais.
Depois destas palavras esperariam algo surpreendente, algo que eu nunca antes tivesse experimentado cozinhar. E acreditem, eu quero fazer isso, mas o tempo não tem permitido. Ou quando tento, falho, corre mal. Não desanimo. Sei que tudo é uma aprendizagem, mesmo estes dias ou meses de interrogação.
E volto sempre ao conforto dos bolinhos. Saudáveis estes, super fáceis e rápidos de fazer, perfeitos para os lanches da semana e para os meus amigos com intolerância à lactose e ao glúten. A receita original do livro "My Family Table" é um 'banana bread' mas eu resolvi fazer em versão muffins, para poupar tempo.




Bolinhos de Banana e Manteiga de Amêndoa
(adaptados do livro "My Family Table")

2 bananas grandes maduras descascadas
75 gr de açúcar de coco
4 ovos
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de vinagre de sidra
1/4 chávena de óleo de coco My Protein, derretido
1/2 chávena de farinha de arroz
1/2 chávena de farinha de amêndoa

banana em fatias para enfeitar


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Colocar forminhas de papel numa forma de muffins.
Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos, e triturar até formar uma massa homogénea.
Colocar a massa nas forminhas até 3/4 de capacidade. E finalizar com uma rodela de banana no topo de cada bolinho.
Levar ao forno até cozer (teste do palito). Servir mornos ou frios. E guardar num caixa hermética por uns 4 dias.

Bom Apetite!



Papa Chai de Banana



Livro novo na estante. Há sempre espaço para mais um, onde já cabem tantos! Para virar cada página com fome de mais, para aprender mais um pouco, e para preparar novas receitas. É sempre tão bom.
O livro novo desta vez é sobre a dieta paleo, o Livro de Receitas Paleo de Irena Macri. Nas minhas estantes há espaço para a diversidade, para vários temas, dietas, cantos do mundo. Há espaço para para aprender um pouco mais sobre esta dieta do paleolítico. 

Para muitos poderá ser moda. Para mim é uma forma de aprender mais e provar mais. Estou a gostar imenso do livro, que é para todos, e inspirador. Leio sobre as bases da dieta paleo, sobre os alimentos que fazem parte dela e os que ficam de fora. Gosto da forma como a autora fala da comida, uma comida verdadeira e com ingredientes naturais, como cozinhar é e deve ser divertido. Como não encara a dieta paleo de um forma muito restritiva, e inclui nela alguns lacticínios e adoçantes naturais. É um livro cheio de coisas boas, receitas saudáveis, saborosas e com fotografias lindas, que nos abrem o apetite!

Panquecas de avelã com molho de laranja sanguínea, Salmão fumado com Bagel de Batata-Doce, Espargos com molho de Cogumelos, Gaspacho de Abacate e Couve, Bolinhos Asiáticos de Frango, Pipocas de Couve-Flor Assada, Húmus de Caju, Tartare de Atum com Lima e Sésamo e Mousse de Chocolate com Malagueta são só exemplos das coisas boas que nele podem encontrar.
Com tantas receitas marcadas para experimentar, a escolha foi para o capítulo das manhãs, que me abre sempre o apetite para pequenos-almoços deliciosos e brunchs de domingo. Uma Papa Chai de Banana, que é como um porridge mas sem aveia. Fiquei logo curiosa com o sabor e textura. E posso dizer que é super saboroso, com o toque do coco, da banana e das especiarias. Comeria a qualquer hora do dia! Agora quero explorar as restantes receitas, com o mesmo apetite, e sempre de forma divertida como o livro sugere.




Papa Chai de Banana
(receita do "Livro de Receitas Paleo" de Irena Macri)

1/2 chávena de amêndoas sem pele
1/2 chávena de nozes macadâmia sem pele (usei avelãs)
1 banana madura
1 chávena de leite de coco
1/2 chávena de água
1/2 chávena de coco ralado seco
1 colher (sopa) de sementes de chia
1/2 colher (chá) de cardamomo em pó
1/2 colher (chá) de gengibre em pó
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha

para servir:
mel, mirtilos, lascas de coco e canela em pó


Preparação

Num processador de alimentos colocar as amêndoas e as avelãs e triturar até obter uma textura esmigalhada. Adicionar a banana e tornar a triturar até reduzir tudo a puré (pode esmagar a banana com um garfo e juntar aos frutos secos, sem ser no processador).
Transferir tudo para um tacho e adicionar os restantes ingredientes, mexer bem para incorporar tudo. Ferver em lume brando, deixando cozinhar alguns minutos.
Servir em tacinhas, com mel, mirtilos, coco e um toque de canela.

Nota: para acelerar o processo, os frutos secos podem ser triturados com antecedência, misturados com especiarias e guardados num frasco, prontos a utilizar e ter um pequeno-almoço rápido à mão.

Bom Apetite!





Cookies de Abóbora, Avelã e Tâmaras com Chocolate



Recebo muitas mensagens de leitores que me pedem ideias ou receitas sem glúten, outras vezes sem ovos, sem açúcar refinado, sem lactose ou vegan. Muitas vezes pego em receitas que nem tenho no blog e partilho, ou pesquiso na internet e livros, outras vezes pego nas receitas que publico e tento dar sugestões para partir delas e recriar outras, e acabo por aprender sempre alguma coisa no meio desta pesquisa. Encontro ingredientes novos e aprendo para que servem e como usá-los, encontro novas receitas, e arranjo desculpas para ligar o forno e fazer mais uns bolinhos e delícias.
Aprendemos muito ao pegar num bocadinho do nosso tempo e em partilhá-lo com alguém que nos pede ajuda ou ideias. Eu aprendi já muita coisa com os meus leitores, para além de receber também muito carinho e histórias. É sempre gratificante. Afinal de contas, a partilha é mesmo o mais importante.

As cookies de hoje não têm ovos, não têm açúcar, não têm glúten, não têm lactose. E são uma delícia. Pode parecer quase impossível não é? Encontrei-as num livro lindo, daqueles que me fazem sorrir de uma ponta à outra, e parecem-se mais com histórias contadas à mesa do que simples receitas impressas em papel. É o "My Family Table" da Eleanor Ozich, do Petite Kitchen que adoro. É daqueles livros para todos, para a família, com receitas de conforto e rústicas, saudáveis e saborosas.
Mas vamos à bolachinhas, que são das minhas coisas favoritas de fazer por esta altura do ano, com o frio e o forno ligado. Estas cookies são deliciosas, e com salpicos de chocolate ficam ainda mais catitas e gulosas, não se pode pedir muito mais. Cheias de coisas boas numa dentada.
A minha cobertura simples de chocolate negro com 70% cacau pode ter vestígios de glúten e lactose e o chocolate tem também açúcar, mas as bolachinhas em si não. Deixo-vos também a receita do molho de chocolate original no livro, para poderem fazer a versão completa e "free" de quase tudo. 






Cookies de Abóbora, Avelã e Tâmaras (com molho de chocolate)
(do livro My Family Table, de Eleanor Ozich)

220 gr de avelãs trituradas
1 colher (chá) de canela em pó
160 gr de tâmaras sem caroço
125 gr de puré de abóbora
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de vinagre de sidra de maçã

Cobertura de Chocolate (fiz esta):
50 gr de chocolate negro 70%

Molho de Chocolate alternativo (sem glúten, sem lactose, sem açúcar refinado):
1/4 chávena de óleo de coco
2 colheres (sopa) de mel
2 colheres (sopa) de cacau cru


Preparação

Colocar todos os ingredientes das bolachas num processador de alimentos e triturar, até a massa começar a formar-se. Pode ser necessário parar algumas vezes e raspar as laterais. 
Quando a massa estiver quase homogénea, formar bolinhas de massa com as mãos, e colocar num tabuleiro com papel vegetal antiaderente. Pressionar cada bolinha para ficar achatada num formato de bolacha.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, e deixar assar por 12-20 minutos, dependendo de cada forno e da espessura da bolacha. Cuidado para não deixar a parte de baixo queimar.
Retirar do forno e deixar as bolachas a arrefecer numa rede.
Preparar a cobertura, derretendo o chocolate negro (banho-maria ou microondas) e com uma colher fazer salpicos ou riscos com ele, sobre as bolachas (em cima de uma rede ou de papel vegetal). Deixar o chocolate solidificar e servir.
Para o molho de chocolate alternativo, derreter o óleo de coco com o mel, adicionar o cacau e mexer até ficar homogéneo. Retirar do lume e deixar arrefecer e engrossar ligeiramente antes de fazer os salpicos sobre as bolachas, e levar ao frio por 20 minutos (versão não testada).
As bolachas aguentam 2-3 dias fechadas num frasco e no frio (eu deixei fora do frio e comi em dois dias, mas são melhores comidas no próprio dia).

Bom Apetite!






Crumble de Pêra e Five-Spice


Os dias começam a cheirar a Primavera, assim ao de leve. Já são mais compridos, e o sol aparece mais vezes. À hora de almoço sabe tão bem esse sol. Por aí pelos caminhos, tudo se torna mais verde, e começam a aparecer as primeiras flores. Pela manhã ouvem-se passarinhos à janela. As meias duplas já deram lugar a um só par de meias. E as luvas começam a ficar em casa.
Mas quando anoitece arrefece, e adoro chegar a casa e o forno a lenha estar aceso à minha espera. É reconfortante. Ainda se pegam nas mantas e se faz um chá quente ou uma cevada que fumega e aquece o corpo e a alma.

Em dias assim, com forno a lenha aceso, apetece uma sobremesa quente. Que saia do forno e vá directa para a mesa. Os crumbles são das sobremesas mais apreciadas, pela sua textura, crocante no topo amaciada pela fruta e molho. Fruta que vai rodando com a estação do ano.
Uma tigela com crumble morno servido com iogurte natural ou gelado, é das coisas mais simples e ao mesmo tempo maravilhosa. 
Quando a querida Teresa do Lume Brando me enviou um frasquinho de mistura de cinco especiarias chinesa (five-spice), foi um perfumar de sentidos. Ela que tanto me inspira em cada receita, e desperta a vontade de fazer sobremesas, só podia ser esse um dos caminhos que as especiarias iriam tomar.



Habitualmente esta mistura de especiarias ("five-spice") contém como base, estrela de anis, sementes de funcho, canela, cravinho e pimenta, podendo ainda conter gengibre e cardamomo, ou até coentros e alcaçuz. É mais utilizada em pratos salgados e para temperar carnes. Mas eu assim que abri o frasquinho, vieram memórias de arroz doce ao olfacto, e fiquei com vontade de a usar em algo doce.
Este crumble vem deste livro, que inspira a boas receitas. Comida verdadeira, que sabe bem e faz bem. Saudável e nutritiva. 
Esta receita combina as pêras de inverno com o 5-spice de forma bastante agradável. A cobertura de amêndoa é deliciosa. E a receita é gluten free e sugar free. 
Sentir o seu aroma ao sair do forno é mesmo bom, nestas noites ainda frias.




Crumble de Pêra e Five-Spice
(do livro Hemsley Hemsley, the Art of Eating Well)

para o crumble:
40 gr de manteiga (ou óleo de coco)
125 gr de amêndoa moída
1 colher (sopa) de maple syrup
40 gr de amêndoas laminadas

para as pêras:
4 pêras grandes cortadas em quadradinhos
1 colher (sopa) de água
1 colher (chá) de five-spice 
1 colher (sopa) de maple syrup
1/2 colher (chá) de raspa de laranja

para servir:
iogurte natural ou créme fraiche


Preparação

Numa taça colocar os ingredientes do crumble (excepto as amêndoas laminadas), e com as pontas dos dedos começar a massajar até formar um género de areia grossa. Juntar as amêndoas laminadas e incorporar na mistura.
Colocar a mistura no frio, enquanto preparar as pêras. E pré-aquecer o forno a 180ºC.
Num tacho colocar as pêras em pedacinhos e juntar a água e a mistura de especiarias. Envolver bem, colocar ao lume e tapar, deixando cozinhar por uns 5 a 10 minutos, dependendo da textura da pêra e do tamanho dos pedaços (eu cortei em cubinhos pequenos e achei 5 minutos suficiente). As pêras devem manter textura apesar de ligeiramente cozinhadas e amaciadas.
Fora do lume adicionar a raspa de laranja e colocar a mistura das pêras num tabuleiro pequeno com 20cm de largura.
Por cima das pêras colocar o crumble, sem ser necessário pressionar. Levar ao forno por 25 minutos ou até dourar.
Servir ainda morno com iogurte natural ou créme fraiche.

Bom Apetite!