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Granola Rápida sem Forno



Dias que começam com granola. Crocante e viciante. É só abrir o frasco e juntar a uma taça com fruta fresca e comer. São muitos os dias que começam assim, e eu adoro. Já sei que atrás da tacinha com granola vem a minha gata Amélie. Ronrona e ronrona, estica as patinhas e começa a amassar o meu pijama. Vem para o colo e começa a fazer-me "olhinhos". É que na tacinha com a granola há sempre iogurte natural. E ela fica uma ternura, cheia de mimo, na esperança de o provar. E sim, são muitos os dias em que por momentos me esqueço que sou veterinária e lhe dou só mesmo um pedacinho de iogurte, na ponta do dedo e ela adora. 

Há algo com gatos e iogurte, pelo menos já mais gente me contou que os seus gatos aparecem logo à porta do frigorífico ou ficam em alerta assim que uma tampa de iogurte é aberta. A Amélie é dessas.
Esta gata veio comigo da clínica onde trabalho. Apareceu ainda pequenina e sem dono, depois de termos perdido o nosso Cenourinha. Veio comigo para casa e já nos faz companhia há quase dois anos. É uma gata cinzentinha, pequenina, cheia de energia e muito malandra. Que nos aquece os corações. Acho que era incapaz de viver sem gatos. Sem todas as suas brincadeiras, o mimo, o ronronar, o ar felino, aquelas patinhas fofas e as barrigas felpudas. Sou uma "cat lover".
Nem imaginam como foi difícil ter de a esterelizar, não pelo acto da cirurgia em si, que recomendo a todos os animais de companhia que não são para reprodução, mas porque sou eu que faço as cirurgias. Confesso que me custou um pedacinho, estava nervosa com a anestesia, com tudo aliás, mas correu bem. A Amélie é hoje uma gata feliz e cheia de energia, adora dormir e comer, e perseguir insectos e o meu iogurte.

Temos tido imensas cirurgias na clínica, desde as de rotina às de urgência. Cada vez mais os donos se preocupam com os animais e pensam na prevenção ou nos deixam avançar para procedimentos que aqui há uns anos estariam fora de questão, financeiramente ou porque simplesmente não tínhamos o equipamento necessário. E é tão bom aprender sempre mais, fazer mais por eles. Ao fim do dia posso estar completamente de rastos, mas tenho dias em que esse cansaço vale bem a pena.
Para os que às vezes me pedem para falar mais sobre a minha profissão, não pensem que tudo é um 'mar de rosas', que é só ver e abraçar animais fofinhos (também tem estes momentos sim!). Envolve muitos sentimentos, envolve muito de nós. É uma entrega diária (e nocturna também), é um amar e ter que ser forte ao mesmo tempo. Mesmo muito forte. Lidamos com vidas, com morte, com dor, com sofrimento. Mas no fim, tudo passa pela paixão com que fazemos as coisas, de outra forma nunca estaria aqui, apesar das dúvidas e dos momentos mais difíceis.
Nada difícil é esta receita! Trago a granola mais fácil de sempre, aquela que faço mais vezes em casa, praticamente desde que a Amélie nos faz companhia também. 
Não precisa de forno e é super rápida de fazer. Em 10-15 minutos tenho uma granola deliciosa e crocante pronta a comer (granola deve ser das melhores coisas de sempre!), quer seja na companhia da Amélie pela manhã, com iogurte natural e fruta da época, ou como snack para os lanches entre cirurgias na clínica. 
Não se perde tempo quase nenhum, não precisamos do forno como é habitual nas granolas, basta uma frigideira e uma colher de pau, e o cheirinho que se espalha na cozinha é mesmo maravilhoso.





Granola Rápida sem Forno
(adaptada do livro Top with Cinnamon, de Izy Hossack)

2 chávenas de flocos de aveia (metade integrais, metade finos)
3 colheres (sopa) de sementes de girassol
1/4 chávena de amêndoas e nozes picadas grosseiramente
2 colheres (sopa) de manteiga
1/2 colher (chá) de canela em pó
3 colheres (sopa) de mel Samelas


Preparação

Numa frigideira bem grande colocar os flocos de aveia, as sementes e frutos secos e levar a lume alto, mexendo frequentemente, durante uns 5 minutos ou até tostar.
Fazer um buraco no meio da aveia e colocar a manteiga, a canela e o mel. Continuar a mexer a mistura, envolvendo tudo muito bem, durante mais uns 5 minutos.
Retirar do lume e deixar arrefecer antes de guardar num frasco (dura até 2 semanas).

Bom Apetite!





Pão de Alfarroba na Cocotte



Posso eu repetir os mesmo textos, as mesmas linhas e as mesmas histórias? Mesmo que seja com outras receitas? Acho que sim. Afinal de contas, adoro pão.
Sabe tão bem fazer um pão em casa. Acho que me posso repetir para sempre, no que toca a preparar um pão, é um conforto para a alma. E o tempo lá fora tem convidado a isso, a ligar o forno e amassar um pão. Fatiá-lo ainda quente, sentir o seu aroma, o seu conforto, o seu sustento.

Arrumei a minha máquina do pão há mais de dois anos. Está guardada e pronta a seguir viagem para outra casa, para novos donos que se queiram aventurar a fazer pão.
Foi um processo natural, deixar de amassar o pão na máquina. Afinal o que me dá prazer é mesmo amassar a massa, usar as mãos, ver dali crescer alimento. 
Mas também gosto muito de fazer pão mesmo sem amassar, como o desta receita, em que não precisamos de colocar a "mão na massa".

Gosto de todas as possibilidades que rodeiam o preparar de um pão. Como o pão sem levedar, e o pão sem amassar. Gosto particularmente de ambos, e sei que ainda há muitos pães por descobrir na minha cozinha. Para já penso apenas na crosta perfeita deste pão, cozido dentro da cocotte Staub.
Ficam perfeitos os pães cozidos na panela de ferro, adoro como ficam rústicos, como crescem e como a crosta fica estaladiça e crocante. Aventurem-se vocês também e preparem um pão, da panela para a vossa mesa, partilhem o que é bom.






Pão de Alfarroba na Cocotte
(adaptado do "No-Knead Bread")

2 chávenas de farinha de trigo
3/4 chávena de farinha de centeio
1/4 chávena de farinha de alfarroba
1 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de fermento de padeiro seco
1 chávena de água morna

3/4 chávena de figos secos 
3/4 chávena de nozes pecãs
(1/2 chávena de farinha de trigo)


Preparação

Numa taça grande colocar as farinhas, sal e fermento, mexer com a colher de pau. Misturar a água morna, e envolver bem sem amassar, só até ficar bem misturado.
Tapar a taça com película aderente e deixar levedar à temperatura ambiente umas 12h (até 18h). 
Depois de levedar, colocar a massa numa superfície enfarinhada e adicionar a ela as nozes e figos picados grosseiramente. Usar um pouco mais de farinha (aquela 1/2 chávena ou mais se necessário) para envolver na massa e misturar ligeiramente os frutos secos, dobrar a massa ao meio e novamente ao meio. Deixar a massa levedar por mais uma a duas horas, com um pano em cima.
Pré-aquecer o forno a 200ºC e colocar lá dentro uma cocotte com tampa por 30 minutos.
Formar uma bola com a massa, colocar sobre papel vegetal antiaderente e salpicar a parte de cima com farinha. Com uma faca, fazer um corte em forma de cruz na superfície da massa.
Com cuidado retirar a cocotte quente do forno. Colocar a massa com o papel vegetal dentro da cocotte e levar ao forno com a tampa por uns 30 minutos a 200ºC.
Ao fim desse tempo retirar a tampa e deixar cozer até dourar, mais uns 15-20 minutos.
Retirar o pão da cocotte e fatiar morno ou frio.

Notas:
Poderá preparar a massa à noite para a deixar levedar as 12h e ao dia seguinte preparar o pão no forno.
Para fazer este pão vai precisar de uma panela de ferro fundido (ideal), como esta cocotte da Staub, e que não tenha nenhuma parte que possa derreter com o calor, de forma a criar óptimas condições de humidade e temperatura para cozer o pão.

Bom Apetite!







Pudim de Pão Simples



Gosto de pão. Gosto de pudim. E adoro pudim de pão! O primeiro pudim de pão que provei foi num natal, há muitos anos atrás. A receita era de uma Teleculinária e lembro-me do seu aroma e sabor, do toque das especiarias, da raspa de laranja, do cálice de vinho do Porto, dos frutos secos e da sua textura húmida e densa, perfeita. As memórias são sensações, ficam marcadas nos nossos sentidos e o simples mencionar de uma receita traz com ela essas lembranças, o que nos marcou nela, com quem foi partilhada, o conforto dessa memória.

Adoro pudim de pão. E esta receita de hoje é do mais simples possível. Um "Bread-and-butter Pudding", muito british e de um livro fabuloso. Um livro que é ele uma colecção de receitas e histórias, ilustrações e tantos puddings. Falo-vos do livro "Pride and Pudding" da Regula Ysewijn, autora do blog Miss Foodwise, um blog que celebra a cultura e a comida britânica. Um livro que não é só um livro de receitas, é uma forma de amar os pudins, de conhecer a sua história desde outros séculos, que partilha receitas de pudins ao longo dos tempos, a sua evolução e origens.

Para mim foi uma honra ser recipe tester para este livro. Conhecer receitas antes de estarem ali publicadas no livro, cozinhar, testar e aprovar, dar opinião. Foi mesmo interessante e uma experiência muito gratificante. A Regula é uma pessoa muito especial, assim como este livro dela, com as suas receitas e as fotografias também da sua autoria. Gostava de deixar um agradecimento especial à Regula e à editora Murdoch Books, por me terem enviado uma cópia do livro, ainda antes de ele ser publicado. 
E agora vamos saborear um pudim de pão simples, que adoro. Tem sido companhia à mesa nos últimos domingos de brunch. Perfeito para aproveitar as sobras de pão duro, folar ou pão brioche. Servido com natas batidas e fruta fresca. Delicioso.




Pudim de Pão Simples "Bread-and-butter Pudding"
(receita do livro Pride and Pudding, de Regula Ysewijn)

8 fatias de pão duro
manteiga q.b.
25 gr de passas (embebidas em água ou rum durante a noite)
350 ml de leite
50 ml de natas
1/2 colher (de chá) de canela
2 colheres (de sopa) bem cheias de açúcar mascavado claro
2 ovos batidos
2 colheres (chá) de açúcar demerara (para salpicar)

para servir:
natas batidas ou gelado de baunilha
iogurte grego e fruta a gosto (morangos ou frutos vermelhos)


Preparação

Untar com manteiga dois tabuleiros de esmalte de 20cm ou um só tabuleiro maior.
Cortar as fatias de pão em triângulos. Barrar com manteiga num dos lados e colocar as fatias dispostas nos tabuleiros, com o lado da manteiga virado para cima.
Espalhar as passas por cima.
Preparar o molho num tachinho, aquecendo o leite, as natas, açúcar e canela até ficar morno. Bater os ovos numa taça e juntar um pouco da mistura de leite quente para temperar e mexer muito bem. Adicionar depois o restante leite sempre a mexer até ficar bem incorporado e homogéneo.
Espalhar o molho por cima do pão e salpicar com o açúcar demerara.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante uns 20-25 minutos, ou até dourar.
Servir morno ou frio, com gelado, natas batidas, ou iogurte grego e fruta da época.

Nota: em vez de passas pode optar por arandos secos, e em vez de pão normal poderá usar croissants ou brioche já com vários dias, ou mesmo restos de panettone de compra. Pode aromatizar com especiarias a gosto e também com raspa de citrinos.

Bom Apetite!





Papa Chai de Banana



Livro novo na estante. Há sempre espaço para mais um, onde já cabem tantos! Para virar cada página com fome de mais, para aprender mais um pouco, e para preparar novas receitas. É sempre tão bom.
O livro novo desta vez é sobre a dieta paleo, o Livro de Receitas Paleo de Irena Macri. Nas minhas estantes há espaço para a diversidade, para vários temas, dietas, cantos do mundo. Há espaço para para aprender um pouco mais sobre esta dieta do paleolítico. 

Para muitos poderá ser moda. Para mim é uma forma de aprender mais e provar mais. Estou a gostar imenso do livro, que é para todos, e inspirador. Leio sobre as bases da dieta paleo, sobre os alimentos que fazem parte dela e os que ficam de fora. Gosto da forma como a autora fala da comida, uma comida verdadeira e com ingredientes naturais, como cozinhar é e deve ser divertido. Como não encara a dieta paleo de um forma muito restritiva, e inclui nela alguns lacticínios e adoçantes naturais. É um livro cheio de coisas boas, receitas saudáveis, saborosas e com fotografias lindas, que nos abrem o apetite!

Panquecas de avelã com molho de laranja sanguínea, Salmão fumado com Bagel de Batata-Doce, Espargos com molho de Cogumelos, Gaspacho de Abacate e Couve, Bolinhos Asiáticos de Frango, Pipocas de Couve-Flor Assada, Húmus de Caju, Tartare de Atum com Lima e Sésamo e Mousse de Chocolate com Malagueta são só exemplos das coisas boas que nele podem encontrar.
Com tantas receitas marcadas para experimentar, a escolha foi para o capítulo das manhãs, que me abre sempre o apetite para pequenos-almoços deliciosos e brunchs de domingo. Uma Papa Chai de Banana, que é como um porridge mas sem aveia. Fiquei logo curiosa com o sabor e textura. E posso dizer que é super saboroso, com o toque do coco, da banana e das especiarias. Comeria a qualquer hora do dia! Agora quero explorar as restantes receitas, com o mesmo apetite, e sempre de forma divertida como o livro sugere.




Papa Chai de Banana
(receita do "Livro de Receitas Paleo" de Irena Macri)

1/2 chávena de amêndoas sem pele
1/2 chávena de nozes macadâmia sem pele (usei avelãs)
1 banana madura
1 chávena de leite de coco
1/2 chávena de água
1/2 chávena de coco ralado seco
1 colher (sopa) de sementes de chia
1/2 colher (chá) de cardamomo em pó
1/2 colher (chá) de gengibre em pó
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal
1/2 colher (chá) de pasta de baunilha

para servir:
mel, mirtilos, lascas de coco e canela em pó


Preparação

Num processador de alimentos colocar as amêndoas e as avelãs e triturar até obter uma textura esmigalhada. Adicionar a banana e tornar a triturar até reduzir tudo a puré (pode esmagar a banana com um garfo e juntar aos frutos secos, sem ser no processador).
Transferir tudo para um tacho e adicionar os restantes ingredientes, mexer bem para incorporar tudo. Ferver em lume brando, deixando cozinhar alguns minutos.
Servir em tacinhas, com mel, mirtilos, coco e um toque de canela.

Nota: para acelerar o processo, os frutos secos podem ser triturados com antecedência, misturados com especiarias e guardados num frasco, prontos a utilizar e ter um pequeno-almoço rápido à mão.

Bom Apetite!





Queques de Chocolate e Amendoim



Às vezes acho que sou a única pessoa a pensar em certas coisas. Não sei, às vezes dou por mim a pensar em coisas que acho que não interessam a mais ninguém, ou coisas que de alguma forma não são importantes, ou simplesmente deixo a mente divagar.
Uma coisa que penso muitas vezes é que nunca vou viver para conseguir fazer todas as receitas que gostaria de experimentar. Não é que isso me deixe à beira de um ataque de nervos (risos) mas lá está é uma das coisas que começo a pensar e imaginar, e divago (em vez de ir mas é meter as mãos na massa). Nunca terei tempo nem capacidade para conseguir fazer todas as receitas marcadas, todos os pratos que vejo e me fazem sonhar, todos os ingredientes que ainda desconheço o cheiro e sabor, todos os restaurantes que gostaria de visitar e provar.

E sempre que recebo um livro novo, acabo sempre por pensar nesse assunto. São tantas as receitas que marco para experimentar, são tantas as fotografias que me fazem querer ligar o forno ou correr para a cozinha. Bem sei que muitas vezes acabo por repetir as receitas de sempre, mas essas são aquelas que nos ligam aos afectos e memórias, que nos fazem sempre sorrir, outras que criam raízes em nós apesar de serem recentes na nossa história.
Um livro lindo acabado de sair do forno, o 'Brunch' da Joana Limão que tenho o prazer de conhecer, é motivo para colocar mais umas etiquetas coloridas nas minhas memórias e espalhar farinha, sementes, muita coisa boa e amor à mesa. Seja num brunch ou a qualquer hora do dia. Adoro o conceito do livro e as receitas marcadas já são muitas. Os primeiros foram estes queques com cacau e manteiga de amendoim caseira, que têm feito companhia aos meus lanches. E ao dia seguinte ainda são melhores! São muffins do bem, e que sabem bem.

E assim vou percorrendo a minha lista sem pressas, quero mesmo saborear todos esses momentos, e vou marcando receitas nos livros e nas estantes, guardo papéis e livros de culinária dentro de mim, alimento esta vontade de experimentar mais e mais receitas felizes, e sei que na cozinha vão sempre haver mais surpresas, por toda a minha vida.




Queques de Chocolate e Amendoim

2 ovos
1/2 chávena de manteiga de amendoim
1/2 chávena de mel
1/2 chávena de leite de amêndoas
1 chávena de farinha integral
1 colher (chá) de fermento
4 colheres (sopa) de cacau em pó
100 gr de pepitas de chocolate negro 70% cacau


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar e reservar uma forma de muffins (a massa dá para 12 unidades).
Numa taça bater muito bem os ovos com a manteiga de amendoim. Adicionar o mel e o leite e bater bem.
Noutra taça colocar os ingredientes secos, a farinha, fermento e cacau, misturar bem e transferir para a mistura dos ovos, em três vezes, envolvendo sempre com uma espátula.
Finalmente adicionar as pepitas de chocolate e envolver na massa, sem bater demasiado.
Distribuir a massa pelas formas e levar ao forno por uns 20 minutos ou até estarem cozidos (teste do palito). Desenformar e servir mornos ou frios.

Bom Apetite!



French Toast com Chocolate e Banana



Há algo nos pequenos-almoços que me seduz. Especialmente se forem com tempo. Acho que já o disse, mas volto a dizer, que não me importava nada de comer esta refeição mais vezes, a outras horas do dia. Como que "brunchar" sempre que apetece, e substituir lanches, almoços e mesmo jantares com coisas boas das manhãs. Sem pressas.
Não consigo ficar indiferente a um prato cheio de panquecas empilhadas e com maple syrup a escorrer. E quem diz panquecas, diz waffles, croissants, folar torrado com manteiga, pão doce caseiro com compotas, rolinhos de canela a sair do forno, scones, muffins com fruta e outras coisas boas. Há dias em que só me apetece comer destas coisas. 

E foi neste domingo passado, que tive vontade de comer rabanadas. Eu que nem sou muito de fritos. Mas lá veio o apetite por algo tão bom e com uma crosta de açúcar e canela. A melhor solução para mim é fazer no forno em vez de fritar, ficam sempre mais do meu agrado. E são uma óptima solução para gastar pão duro (eu nunca deito fora pão, ou congelo, ou uso em torradas, croutons e pão ralado, nada de desperdícios). 
Que a vontade seja feita. E já que vai ser feita, que seja em grande estilo, afinal de contas é domingo (muitas vezes o meu único dia de folga e aventuras destas gulosas). 
Lembrei-me do livro 'Top with Cinnamon' da Izy Hossack (ela sabe de bons pequenos-almoços!) e foi lá que encontrei estas rabanadas ou french toast de forno. Com creme de chocolate e avelã e banana. Só vos digo que não me importava nada que fosse outra vez domingo!







French Toast com Chocolate e Banana

4-5 fatias de pão duro
75-100 gr de creme de chocolate e avelã (nutella caseira ou de compra)
200 ml de leite (vaca ou vegetal)
2 ovos biológicos
1/2 banana madura
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado
2 colheres (sopa) de açúcar demerara
1/2 colher (chá) de canela em pó


Preparação

Cortar o pão em cubinhos e colocar metade num tabuleiro pequeno (15x20cm). Com uma colher pequena espalhar metade da nutella em cima do pão. Colocar o restante pão noutra camada em cima, e espalhar a restante nutella.
Num liquidificador colocar o leite, ovos, banana em pedaços e o açúcar mascavado, e triturar até ficar homogéneo. Espalhar este molho por cima do pão, tendo o cuidado de que este fique todo embebido.
Nesta altura poderá colocar película aderente no tabuleiro e refrigerar até levar ao forno, caso queira preparar com antecedência (à noite, para de manhã só ter de colocar no forno).
Para levar ao forno, misturar o açúcar demerara com a canela e salpicar a superfície do pão no tabuleiro. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante uns 25 minutos, até ficar dourado e crocante na crosta. Servir morno.

Bom Apetite!




Pão Recheado com Funcho Caramelizado e Queijo de Cabra



Pão. Queijo. Amigos à mesa. Jantares e petiscos de comer à mão. Comida de conforto para picar.
Não é preciso muito quando nos juntamos à mesa. Amigos de sempre e noites de conversa boa, enquanto se petisca daqui e dali. E dum simples pão, se faz uma iguaria de lamber os dedos.

Nos nossos jantares de convívio nunca pode faltar um pão recheado, há sempre pedidos de receitas favoritas e sei que num instante desaparecem da mesa.
Há receitas que ficam sempre marcadas para fazer nessas ocasiões. E voltar a repetir. Esta é sem dúvida uma delas. Um pão recheado com funcho e cebola caramelizados, queijo de cabra e o perfume do tomilho.

"Há poucas coisas melhores do que partilhar bons momentos com as pessoas de quem mais gostamos, entre deliciosos petiscos e longas conversas" diz a Joana Alves, autora desta receita que se encontra no seu lindo e novo livro 'Natural'.
Um livro inspirador, onde facilmente entramos na aventura da Joana e nos deixamos seduzir por pratos ricos em nutrientes e cores, saudáveis, vegetarianos e acima de tudo deliciosos.

Tenho a sorte e o prazer de conhecer a Joana, o seu sorriso contagiante e a sua comida honesta e vegetariana que vai partilhando no Le Passe Vite. Um dos meus pratos de eleição é uma adaptação da receita dela (o esparguete com beterraba!). Com ela tenho aprendido muito sobre alimentos que antes nem conhecia e a melhor forma de os utilizar no dia-a-dia. E cada vez tenho mais vontade de fazer receitas vegetarianas em casa. Se ainda não conhecem o livro, aconselho a espreitarem e colocarem a mão na massa. Ah, e façam este pão, e vejam como num instante desaparece da vossa mesa!







Pão Recheado com Funcho Caramelizado e Queijo de Cabra

1 pão tipo baguete ou ciabatta
1 bolbo de funcho
1 cebola
6-8 rodelas de queijo de cabra
tomilho fresco q.b.
vinagre balsâmico q.b.
azeite q.b.
sal q.b.


Preparação

Cortar o funcho e a cebola em rodelas bem fininhas. Aquecer um pouco de azeite numa frigideira e colocar o azeite e a cebola, bem espalhados, de forma a que as rodelas não se sobreponham muito.
Deixar cozinhar sem mexer, durante alguns minutos, até começar a caramelizar. Mexer e deixar caramelizar na totalidade. Temperar com um pouco de vinagre balsâmico e sal a gosto, e deixar cozinhar por mais 2 minutos e reservar.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar o pão numa folha de papel vegetal e pincelar com um pouco de azeite. Cortar o pão em fatias diagonais e cruzadas, evitando ir até à base para não as separar.
Esmigalhar o queijo de cabra e misturar com o funcho e a cebola caramelizados. Juntar umas folhinhas de tomilho fresco a este recheio.
Rechear generosamente cada golpe com esta mistura e fazer um embrulho com o papel vegetal de modo a fechar o pão dentro dele.
Levar o pão embrulhado, ao forno, por 15-20 minutos. Abrir o embrulho e deixar tostar por uns 5 minutos.
Servir quente, salpicado com mais tomilho fresco.

Bom Apetite!




Granola em Pó do Jamie


Manhãs deliciosas. Desde a simples torradinha com manteiga e cevada quente até às panquecas fofas com frutos e maple, passando por um chocolate quente, batidos frescos de fruta da época, iogurtes caseiros, waffles com toppings crocantes, scones e croissants quentinhos, papas de aveia generosas em especiarias, muffins com sementes e fruta, e muitas e muitas granolas. Adoro. 

Acho que conseguia viver só de comer pequenos-almoços e brunch. Claro que variando o conteúdo e juntando umas saladas verdes, fritattas com legumes, tostas ricas e ovos das mais variadas formas. 
Muita fruta à mistura e uma boa dose de carinho à mesa, e consigo imaginar mesas perfeitas, onde me vejo rodeada de quem gosto, a comer de forma relaxada e com tempo. Assim podem ser algumas das nossas manhãs mais preguiçosas, em dias de folga. 





Mas nem sempre há tempo para viver esta refeição da manhã com todo o amor que ela merece. Cabe a cada um de nós arranjar forma de tornar cada manhã deliciosa e o mais saudável possível. Mesmo que seja "à pressa". Preparar umas "overnight oats" ou uma granola e barrinhas de muesli não é nada complicado. É uma questão de planear e ter sempre peças de fruta à mão. Até um leite de frutos secos, sementes ou cereais se faz tão bem e se mantém no frio por alguns dias. Tudo caseirinho e nutritivo, para nos dar energia para enfrentar o dia da melhor forma.

Gosto mesmo de fazer granola. Encher o frasco com granola caseira para alimentar manhãs e lanches da semana. Por norma adoro granolas crocantes e cheia de "clusters", mas desta vez fiquei curiosa ao ver a Granola em Pó no livro novo do Jamie, Receitas Saudáveis. Fiquei na dúvida se valeria a pena experimentar, reduzir tanta coisa boa e crocante a pó, mas assim que comi uma colherada rendi-me a ela. É mesmo boa.
Para além da forma como aqui a sirvo, o Jamie no livro dá muitas mais sugestões para a utilizar. Desde papas de aveia, smoothies, bebidas quentes e até em panquecas. 
Só boas ideias para ter manhãs deliciosas e saudáveis!





Granola em Pó Espetacular
(adaptado do livro Receitas Saudáveis, de Jamie Oliver)

500 gr de flocos de aveia
125 gr de frutos secos sem sal (avelãs, amêndoas, nozes)
50 gr de sementes (abóbora, girassol, sésamo, chia, linhaça)
125 gr de frutos desidratados (arandos, passas e figos secos)
2 colheres (sopa) de cacau em pó
raspa de 1 laranja pequena

para servir:
iogurte natural, fruta fresca da época, mel e canela


Preparação

Num tabuleiro colocar a aveia, os frutos secos e as sementes, misturar bem e levar a forno pré-aquecido a 180ºC, a tostar durante uns 20 minutos, mexendo a mistura umas duas vezes enquanto está no forno.
Fora do forno, juntar as frutas desidratadas, o cacau e a raspa de laranja, envolvendo.
Colocar por porções num processador e triturar até ficar um género de pó grosso.
Guardar em frasco hermético para conservar.
Servir colheradas da granola com iogurte natural, fruta da época em pedaços, canela e um fio de mel.

Bom Apetite!





Rolinhos de Canela



Há receitas que experimentamos uma primeira vez, e ao provar temos a certeza que as vamos voltar a fazer. Muitas e muitas vezes. E entram nas nossas vidas e ficam nos nossos cadernos de receitas.
Vão continuando a ser feitas e amassadas com amor, e servidas e partilhadas com a família e amigos.
Gosto dessas receitas, do voltar a fazer algo familiar, do escrever a receita numa folha e entregar a quem ma pede, da sensação de que fazem parte da nossa história.

Algumas destas receitas estão aqui pelo blog, e dizem-me muito. Como o meu pão de banana e chocolate e as minhas cookies favoritas, os meus primeiros scones e a receita a que volto sempre sem pensar, os muffins que desaparecem num instante, o gelado preferido da minha avó, as panquecas de mirtilo que não podem faltar nos lanches com os meus amigos, o bolo de nutella, o meu toucinho do céu, os quadradinhos de chocolate que adoro oferecer, aqueles snacks e trufas deliciosos e a minha granola preferida. São só alguns exemplos de receitas que vieram para ficar.




Para ficar veio também a receita destes rolinhos de canela, deste livro que adoro. Seriam só mais uns enroladinhos de canela, mas não. A primeira vez que os fiz foi no verão (podem ver aqui), logo depois do S. João. Não precisavam de levedar! Maravilha, porque o tempo é sempre contado e no verão há muita coisa boa para fazer fora de casa. E não é que ficaram deliciosos? Mesmo no dia seguinte. 
Voltei a fazer mais umas duas vezes para levarmos para a praia e para um brunch. E agora que chegou o outono em força tenho a certeza que é receita para ele. Com cheirinho a canela. 

Os últimos rolinhos destes que provei foram feitos pelo Célio do Sweet Gula e com um lindo styling da Migalha Doce, no Workshop de Fotografia de Comida da Maria Midões. Um dia intenso em que aprendi e me diverti tanto, ao lado de pessoas inspiradoras. A Maria é uma pessoa especial, de uma generosidade imensa, que por vezes é tão difícil encontrarmos nos dias que correm. Nota-se a paixão com que faz as coisas, com que as partilha. O seu sorriso é contagiante. O espaço era perfeito.
Associados a memórias de verão, a dias felizes, boas partilhas, e a pessoas que me inspiram, estes rolinhos tinham de ter lugar aqui no blog. Nas receitas que já fazem parte cá de casa.





Rolinhos de Canela
(do livro The Violet Bakery Cookbook, de Claire Ptak)

recheio: 
75 gr de manteiga derretida
200 gr de açúcar mascavado claro
1 colher (sopa) de canela em pó

massa:
550 gr de farinha trigo
2 colheres (chá) de fermento
1 colher (chá) de sal fino
1 colher (chá) de cardamomo em pó
200 gr de manteiga fria e em cubos
250-300 ml de leite frio


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga uma forma de 12 muffins.
Preparar o recheio derretendo a manteiga e mantendo-a num sítio quente para ela continuar líquida. Misturar o açúcar com a canela e reservar.
Para a massa, misturar os ingredientes secos (farinha, fermento, sal e cardamomo) com a manteiga em cubos na batedeira, até formar migalhas. Aos poucos adicionar o leite frio, com a batedeira ligada e deixar amassar até formar uma massa homogénea em bola.
Colocar a massa numa superfície enfarinhada e amassar ligeiramente, deixando depois repousar por 10 minutos. 
Espalhar a massa numa superfície enfarinhada, usando o rolo da massa, até obter um rectângulo com uns 5mm de espessura.
Pincelar a superfície com a manteiga derretida e salpicar com o açúcar e canela.
Enrolar desde a extremidade mais longa até à outra, formando um rolo.
Cortar o rolo em 12 fatias iguais (poderá sobrar um pouco de massa nas pontas que ficam sempre mais finas ou com pouco recheio).
Colocar as fatias no tabuleiro preparado, com a face da espiral virada para cima (a autora sugere puxar um pouco de massa para tapar o fundo do rolinho, e manter o recheio dentro).
Vão ao forno por 25 minutos ou até cozer e dourar (teste do palito). 
Desenformar assim que saiam do forno e passar a superfície de cada rolinho em açúcar (se o desejar).

Bom Apetite!








Rolinhos de Pão de Alho e Coentros



Aqueles dias em que reunimos amigos à mesa, em nossa casa ou na casa deles. São sempre bons momentos. De convívio e risadas, de reviver e contar histórias e de muito petiscar.
Afinal de contas em volta de uma mesa há sempre memórias felizes e é sempre um ponto de união, é assim que estamos juntos tantas vezes.
E o que gostamos mesmo é de petiscar com as mãos, enquanto as conversas se alargam pela noite.
É raro fazer um só prato de refeição. Preferimos ter uma mesa cheia de entradas e petiscos, para ir saboreando devagar.

Há petiscos que se vão tornando clássicos e já sei que para certos amigos tenho de ter este ou aquele prato preparado para haver os tais momentos de suspiro e "hum hum". E é certo que um pão de alho morninho faz as delícias de todos. Por isso muitas vezes compro logo uma baguete na padaria, e corto, antes de a rechear com um creme vegetal com alho e ervas aromáticas. Outras vezes faço a massa do pão de base, porque adoro amassar e ver o pão levedar e crescer no forno. Os sentidos pedem isso, aguardam pelo toque e pelo cheiro, e mais tarde pelos olhos e pelo gosto.

Prefiro usar os cremes vegetais no meu dia-a-dia, por todos os seus benefícios (são ricos em ómega 3, em vitaminas A, D e E, e sem gorduras trans nem colesterol). Podem ver aqui no site Escolha Vegetal mais sobre o assunto, e como é fácil criarem e fazerem a vossa receita de creme vegetal em casa, devidamente adaptada à realidade do dia-a-dia e a aromatizarem a vosso gosto. Eu adoro usar para fazer um delicioso creme com alho e coentros. E rechear massa de pão, enrolar, cortar, e forno com eles. Depois é só colocar na mesa ainda quentinhos e ver os rolinhos a desaparecerem num instante. Felicidade à mesa.






Rolinhos de Pão de Alho e Coentros

Massa: 
500 gr farinha de trigo sem fermento
7gr de fermento biológico seco
1 colher (chá) de sal
3 colheres (sopa) de azeite
300 ml de água morna

Recheio:
4 dentes de alho picados
2-3 colheres (sopa) de coentros frescos picados


Preparação

Começar por preparar a massa do pão. Numa taça colocar a farinha, abrir um buraco no centro e colocar o azeite, o sal e o fermento, começando a misturar. Juntar a água aos poucos e ir envolvendo com a colher de pau até começar a formar uma massa.
Passar a massa para uma superfície enfarinhada e amassar durante uns 5 minutos. Enrolar numa bola, colocar numa taça, tapar com um pano e deixar a levedar por uma a duas horas, até dobrar em volume.
Depois disso preparar o creme vegetal, batendo ligeiramente a Flora numa taça com os alhos picadinhos e os coentros, envolvendo bem.
Depois da massa levedada, passar para uma superfície enfarinhada e esticar com um rolo num rectângulo. Espalhar o creme de alho e coentros, barrando com uma faca ou espátula.
Enrolar a massa, desde o lado maior do rectângulo, formando um rolo. Com uma faca cortar em pequenos rolos de 4 cm. 
Colocar cada rolinho numa forma forrada com papel vegetal, e com o lado em que se vê o enrolado para cima.
Levar a forno pré-aquecido a 180ºC durante uns 20-25 minutos ou até cozer. Ao sair do forno pincelar com um pouco mais do creme com Flora e servir ainda quente.

Bom Apetite!



Ovos Bombay e Pão Naan



Há dias em que tudo se conjuga a preparar um determinado prato na cozinha. É o Verão e a sua abundância, as suas cores que se querem juntar à mesa. A horta onde o meu pai planta sempre várias variedades de tomate e por esta altura se vê pintada de vermelho, e há sempre uma salada na nossa mesa. Um molho de espinafres que nos chega por mãos amigas. Os ovos caseiros das nossas galinhas. Uma panela nova da Le Creseut, na qual é sempre um prazer cozinhar, e faz as delícias ao fogão.

Vem um dia de chuva a meio de Agosto, em que acordas e o cinza que se espalha no céu, te empurra para a mesa da cozinha para amassar um pão. Sabe tão bem. Já tinha saudades de por a mão na massa. Na ideia anda um almoço indiano com as minhas colegas veterinárias, mas como todas moramos longe e os nossos horários com urgências e fins-de-semana são difíceis de conciliar, vamos adiando e sonhando, já com saudades de estarmos todas juntas à mesa.

A inspiração para além de tudo escrito acima, vem de um livro que adoro, o 'Made in India' da Meera Sodha. Adoro as receitas dela. A sua cozinha indiana é uma mistura de cheiros e cores, com receitas da sua família e muitas especiarias a perfumar. Uma forma de viajar sem sair de casa. Tudo tão simples e fácil de fazer, que estou sempre a pensar qual será a próxima receita a deixar a minha cozinha com um cheiro fabuloso. Assim saem uns ovos Bombay e pão naan. As mão aguardam por serem estrelas no acto de comer, molhar o pão naan ainda morno no molho de tomate e na gema mole. As coisas simples que tanto gosto. Pura comida de conforto para o Verão. 






Ovos Bombay e Pão Naan
(do livro "Made in India" de Meera Sodha)

Para os Ovos:
2 colheres (chá) de sementes de coentros
1 colher (chá) de sementes de cominhos
4 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picada
4 dentes de alho picados
3 cm gengibre fresco ralado
1 kg de tomate maduro em cubos
1 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de curcuma
250gr de espinafres frescos
4-6 ovos
pimenta q.b.
coentros frescos picados q.b.
iogurte grego natural para servir

Para o Pão: 
500 gr de farinha trigo sem fermento
2 colheres (sopa) de azeite
4 colheres (sopa) de iogurte natural
7 gr de fermento seco biológico
2 colheres (chá) de açúcar
2 colheres (chá) de sal
1 colher de chá de fermento Royal
250 ml leite morno


Preparação

Começar por preparar a massa do pão. Colocar a farinha numa taça e abrir um buraco no centro onde se coloca o azeite, iogurte, fermento seco, açúcar, sal e fermento. Começar a mexer com as pontas dos dedos até ficar incorporado. Adicionar o leite morno aos poucos e mexer até começar a formar uma massa. Colocar esta massa numa superfície enfarinhada e amassar por 5 minutos. Formar uma bola com a massa e colocar numa taça, tapada com um pano e deixar levedar até dobrar de volume.
Passado uma hora ou quando a massa dobrar em volume, dividir em 12 a 15 pedaços. Espalmar cada pedaço entre as mãos e salpicar com farinha e estender com o rolo da massa em forma oval e com uns 3mm de altura. 
Aquecer uma frigideira em lume médio a alto e quando estiver quente colocar um naan de cada vez. Quando o pão começar a borbulhar usar uma espátula e virar, deixando cozinhar mais um pouco do outro lado. Poderá virar por mais duas vezes e pressionar a massa usando a espátula. Proceder da mesma forma com os restantes pedaços e empilhar os naans já feitos mantendo num local quente.

Para os ovos bombay, começar por colocar as sementes de coentros e cominhos a tostar numa panela, por uns 2 minutos. Colocar num almofariz e moer.
Colocar o azeite na panela e quando estiver quente juntar as especiarias, mexendo por um minuto. Adicionar a cebola e deixar cozinhar por uns 6-8 minutos até ligeiramente dourada. Depois juntar o alho e o gengibre, deixar cozinhar 2 minutos e juntar os tomates, mexendo ocasionalmente.
Os tomates vão cozer e reduzir por uns 15 minutos, e começar a formar um molho espesso e cremoso. Juntar depois o sal, a curcuma, mexer e por fim os espinafres. Deixar que estes cozinhem, percam o volume e se envolvam no molho. Partir os ovos um a um (pode usar tacinhas para cada ovo para ser mais fácil e rápido) e colocar cada um deles num buraco que se faz com a colher no molho de tomate, baixando o lume em seguida. Tapar a panela e deixar cozinhar por uns 10 minutos ou até a clara ficar sólida e a gema ainda mole.
Servir imediatamente com pimenta moída na hora, coentros frescos picados, o iogurte grego natural e o pão naan.

Bom Apetite!



Creme de Chia e Mirtilos


Manhãs de Verão. Sempre inspiradoras. Cheias de sol, grandes e luminosas. Com a fruta da época que abunda por toda a casa. Na fruteira, nas cestas, no frigorífico, nas árvores do pomar.
Manhãs que têm de começar com fruta fresca. Para refrescar e pintar os dias.
Os pequenos-almoços ganham mais vida, mais cor. Há mais por onde escolher, por onde variar. 
Os smoothies frescos, as papas de cereais, o iogurte com granola, os muffins, as compotas, tudo sabe melhor com fruta da estação. E eu adoro esta altura do ano que tanta coisa boa nos dá.

Se há uns anos as minhas manhãs na cozinha eram demasiado monótonas, e mesmo de Inverno essa tendência continua um pouco (com torradinhas e cevada, ou papas de aveia e canela), hoje em dia não há escape às boas ideias que sabem ainda melhor.
Até gelados de fruta se comem, pela manhã. Basta ter bananas congeladas e é uma festa juntar-lhes frutos vermelhos, e tantas outras coisas boas. Os cremes e mousses de chia foram uma surpresa boa nestes últimos dois anos, e volta e meia sai um copinho para ajudar a saborear o dia de forma mais saudável, mas cheia de sabor. 
Com mirtilos frescos nacionais que adoro, e me foram oferecidos, só podiam sair estes copinhos para começar o dia cheia de energia. Maravilha.





Creme de Chia e Mirtilos

(para 2 px)
1 chávena de leite vegetal
3 colheres (sopa) de sementes de chia
125 gr de mirtilos
1 colher (sopa) de mel
mirtilos frescos q.b.
flocos de coco q.b.
mel ou agave q.b.


Preparação

Num tachinho colocar os mirtilos e a colher de sopa de mel e levar ao lume até os frutos começarem a amolecer e libertar os sucos (uns 5 minutos). Reservar no frio.
Numa taça misturar o leite com a chia e deixar entre 1-2h a repousar no frio para gelificar (pode ficar durante a noite).
Colocar a mistura da chia e dos mirtilos num liquidificador e bater muito bem até obter um creme.
Verificar a doçura e se necessário ajustar, adicionando mel ou agave a gosto.
Servir bem fresco, com mirtilos e coco.
Nota: poderá saltar o passo de derreter os mirtilos ao lume, adicionando os frutos inteiros ao creme de chia no liquidificador, mas obterá uma cor menos roxa. E podem usar mirtilos congelados.

Bom Apetite!



Scones de Espelta Integral e Mirtilos


Tardes de domingo com chuva e sol ao mesmo tempo. Fazem parte desta Primavera e de um Abril onde podem haver águas mil.
Enquanto há abertas, caminha-se ao longo da praia, como caminham as nuvens no céu. Nos intervalos dos pingos de chuva. 
Aproveita-se para encher os pulmões de ar lá fora. Os passeios a pé começam a ganhar outra energia nesta altura do ano. Há que aproveitar sempre que podemos.

Mas a tarde que promete mais chuva, promete também forno ligado e chaleira Le Creseut no fogão, para um chá e lanche reconfortante e preguiçoso.
Da horta vem o limonete, que secou de outra época, para a minha infusão preferida. Do congelador tiro os mirtilos, outros favoritos. E a inspiração para a receita vem dum livro novo, o "The Violet Bakery Cookbook" que estou a adorar explorar.
Nada como uns scones ainda mornos, para nos deliciarmos num domingo à tarde, meio cinzento. Integrais e sem açúcar. E uma compota rápida só com mirtilos e mel local.
O chá serve-se então quente, e os filmes "American Hustle" e "Gone Girl" estão escolhidos. Juntam-se os gatos nas mantas, e aproveita-se o bom de estar em casa. Sabem bem dias assim.





Scones de Espelta Integral e Mirtilos
(do livro "The Violet Bakery Cookbook", de Claire Ptak)

200 gr de farinha espelta integral
100 gr de farinha espelta branca
75 gr de farinha de aveia
1 pitada de sal
1 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de bicarbonato
100 ml de maple syrup
100 ml de sumo de laranja
1 colher (chá) de raspa de laranja
4 colheres (sopa) de manteiga de amêndoa ou amendoim
100 gr de óleo de coco derretido
150 gr de mirtilos frescos ou congelados

para a compota:
250 gr de mirtilos frescos ou congelados
2 colheres (sopa) de mel


Preparação

Numa taça colocar os secos, farinhas, sal, fermento e bicarbonato e misturar muito bem.
Noutra taça misturar o maple com o sumo e raspa de laranja, a manteiga e o óleo derretido e misturar bem com a batedeira até ficar homogéneo.
Fazer um buraco no centro da taça com a farinha e colocar lá a mistura dos líquidos e os mirtilos. Misturar até a massa ficar ligada.
Poderá ser necessário adicionar ou mais farinha de espelta integral ou mais sumo de laranja, caso a massa esteja ou mais líquida ou mais seca, mas dá para sentir se é necessário ou não.
Colocar a massa numa superfície enfarinhada e estender de forma a ficar com 3 cm de altura. Com um cortador, fazer pequenos círculos de massa (pode optar por cortar em triângulos ou moldar à mão). Colocar os scones num tabuleiro com papel vegetal antiaderente e levar ao frio, enquanto prepara a compota.
Para a compota colocar os mirtilos e o mel num tacho e levar ao lume até ferver. Deixar cozer em lume brando durante uns 15-20 minutos, mexendo frequentemente. Triturar com a varinha mágica e colocar a compota num frasco esterelizado. A compota deve ser conservada no frigorífico depois de fria.
Enquanto a compota arrefece, levar os scones ao forno pré-aquecido a 180ºC até cozerem (uns 15-20 minutos até dourarem). 
Servir ainda mornos ou frios, com a compota de mirtilo e um chá da vossa preferência.

Nota: estes scones são diferentes de um habitual scone com manteiga, ovo e leite. São integrais, sem açúcar e vegan. A textura como a autora diz será semelhante à dos scones mas sente-se a diferença. Eu gostei, e em casa também. Mesmo frios. Os próximos serão com morangos e canela.

Bom Apetite!